Já conhece as Aldeias de Xisto?

Já conhece as Aldeias de Xisto no centro de Portugal?

As Aldeias de Xisto são um conjunto de 27 lugares magníficos que ficam no centro de Portugal. Daqueles lugares mágicos que nos transportam por um Portugal cheio de história e histórias para contar. Locais inspiradores para criativos, escritores ou empreendedores. Sítios que revelam a verdadeira essência portuguesa, ideais para passeios românticos ou em família onde descobrimos quem somos e de onde vai ser muito difícil querer sair, seja pelas paisagens, pelos recantos, pelas pessoas ou pela comida. Serão muitos os motivos que o farão voltar uma e outra vez porque haverá sempre algo novo para descobrir.

A Rede das Aldeias do Xisto é um projeto de desenvolvimento  de âmbito regional, liderado pela ADXTUR- Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, em parceria com 21 Municípios da Região Centro e com cerca de 100 operadores privados que atuam no território. A ADXTUR congrega assim as vontades públicas e privadas de uma Região, que se revêm na gestão partilhada de uma marca, na promoção conjunta de um território, na criação de riqueza através da oferta de serviços turísticos e, finalmente, na preservação da cultura e do património do mundo rural beirão. Pelo desenvolvimento integrado do território, contra a desertificação humana e o esquecimento.

Ora, como já lhe dissemos, são 27 as aldeias que integram esta rede, distribuídas pro 16 concelhos que vão desde Castelo Branco a Coimbra, num território essencialmente constituído por montanhas de xisto, daí o nome da Rede, circundado e atravessado por uma boa rede rodoviária que permite que circule entre elas com relativa facilidade.

Esta Rede está dividida em 4 grupos, o Grupo Serra da Lousã, o Grupo Serra do Açor, Grupo Zêzere e Grupo Tejo-Ocreza. Cada grupo tem o seu conjunto de aldeias. Lugares onde se pode fazer muito mais que apenas passear, aqui há um mar de montanhas. Montanhas de águas que correm límpidas criando praias fluvias fantásticas e ainda muitos quilómetros de percursos pedestres e BTT para os que apreciam a aventura!

 

Vamos então conhecer, muito ao de leve, porque há muito para dizer acerca destes locais, as nossas Aldeias de Xisto do Grupo da Serra da Lousã:

 

Aigra Nova

aigra-nova

 

Um pequeno lugar cheio de mistério, dividida em três pequenas ruas que atravessam a aldeia.

A nascente e o clima ameno são propícios à prática agrícola e aos vastos pastos. Nesta aldeia viva há hortas, gado, burros e muitas atividades que prometem surpreender.

É obrigatório parar aqui e deixar-se envolver pelo projecto do Eco-Museu Tradições do Xisto e visitar os seus diversos Núcleos. A simpatia é tão contagiante como é serena a paisagem. É bom saber que, no fundo destes vales, veados e javalis continuam a subsistir imperturbados, como que protegidos do mundo.

 

Aigra Velha

aigra-velha

Esta é a Adleia de Xisto que se encontra em maior altitude, a cerca de 770 metros, lá no alto perto do topo da Serra da Lousã.

A envolvente paisagística da aldeia faz toda a diferença. Aqui tudo é simples, feito segundo o padrão da natureza que nos envolve. Implantada numa cumeada da serra, Aigra Velha é circundada por alguns terrenos agrícolas e uma vasta área de pastoreio. Se, por um lado, avista a Serra da Estrela, a Este dá para os colossais Penedos de Góis.

O conjunto das construções organizaram-se num arranjo defensivo contra as intempéries meteorológicas, os intrusos e animais selvagens como os lobos, permitindo comunicação e circulação entre os diferentes espaços, mas mantendo a privacidade de cada família. Aqui poderá ouvir as histórias antigas de caravanas de comerciantes que vagueavam pela serra e paravam para pernoitar. À noite havia lobos, o que levou os habitantes a cortar a única rua da aldeia e a fazer ligações internas entre as casas. Estas paredes de xisto, rodeadas de pastagens verdes, são o abrigo antes de partir à descoberta do parque florestal da Oitava e da Ribeira da Pena.

 

Candal

candal

Na bacia hidrográfica da Ribeira de S. João encaixa, entre outros, este anfiteatro onde se alojou o Candal e a sua ribeira.

Está aninhada na Serra da Lousã, numa colina voltada a Sul. Esta aldeia está habituada a receber visitantes que são recompensados por subir as suas ruas inclinadas. Chegados ao miradouro, uma belíssima vista sobre o vale se apresenta, refrescada pela Ribeira do Candal.

Beneficiado pela acessibilidade privilegiada que lhe proporciona a Estrada Nacional, Candal é muitas vezes considerada a mais desenvolvida das aldeias serranas e uma das mais visitadas. Aos seus habitantes de sempre é comum juntarem-se ocupantes de férias e fins-de-semana que aqui acorrem em busca de ar puro e boa companhia.

 

Casal de São Simão

casal-sao-simao

Pequena aldeia, essencialmente construída em quartzito.

Situa-se num dos flancos da crista quartzítica que dá origem às Fragas de São Simão. Possui o templo mais antigo do concelho de Figueiró dos Vinhos. Nesta aldeia há apenas uma rua, com uma fonte de águas cristalinas, uma capela que guarda uma lenda e uma vereda que nos leva a uma praia fresca encaixada nas Fragas de São Simão.

Nesta aldeia há um novo sentir coletivo feito de pessoas que recuperaram as casas com as suas próprias mãos. São novos aldeões que vieram da cidade e que trouxeram nova vida a estas paragens. Todos os fins-de-semana, e sempre que podem, juntam-se todos nas casa uns dos outros e entreajudam-se nas refeições, nas obras, no convívio.

 

Casal Novo

casal-novo

Discreta, casal Novo é uma aldeia que cresce na dobra da encosta, em declive acentuado, escondida pelas árvores.

A malha urbana corresponde, quase exclusivamente ao eixo criado pelo caminho que atravessa a aldeia no sentido ascendente-descendente, e que a liga ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade. Duas ou três vielas perpendiculares e umas quantas entradas laterais em espaços de fruição pública, quebram o contínuo de construções que, de um e do outro lado, se encavalitam. Da eira da aldeia pode observar-se a Lousã e o seu castelo.

 

Cerdeira

cerdeira

Aqui o Xisto sobrepõe-se ao verde envolvente, num desalinhado de casarios implantados sobre um morro rochoso.

As áreas planas foram reservadas para a agricultura numa engenharia que rodeou a aldeia de uma escadaria de socalcos que seguram a terra que as chuvas e a erosão levaram encosta abaixo. Entre encostas declivosas rasgadas por linhas de água que se precipitam lá do cimo. A Cerdeira aninha-se, na mais bucólica envolvente. Esta é uma aldeia que a arte e a criatividade ajudaram a refundar. Aliás, em certos momentos do ano, esta aldeia é animada por encontros temáticos que juntam arte e botânica.

 

Chiqueiro

chiqueiro

Este é um local onde o tempo parece ter ficado esquecido.

Uma pequena aldeia delimitada por duas pequenas linhas de água e dissimulada pela frondosa vegetação que a envolve. Uma aldeia de arquitetura simples e organizada por ruelas íngremes ladeadas pelo casario. O xisto é escuro, de aparelho tosco e apenas a capela é rebocada. Este é um local que convida à descoberta e às caminhadas pelas suas frondosas florestas.

 

Comareira

comareira

Na Comareira podemos fugir do mundo, aceitando a simpatia dos seus habitantes e o seu jeito sereno de ser, discreto mas presente.

É a mais pequena aldeia da rede. Integra o conjunto das quatro Aldeias do Xisto do concelho de Góis. É abrangida pela dinâmica criada em torno Ecomuseu das Tradições do Xisto. A aldeia é um pequeno conjunto de construções, para habitantes e gado doméstico.  Soalheira todo o dia, a Comareira é feita de casas aninhadas umas nas outras, avistando a paisagem que se estende até perder de vista. Os habitantes orgulham-se de dizer que este é um ponto estratégico para os visitantes das Aldeias do Xisto que se interessem pelas parias fluviais desta região ou pelo Parque Florestal da Oitava.

 

Ferraria de São João

ferraria

A riqueza paisagística e cultural da aldeia é por demais evidente.

Os novos habitantes que ao longo dos anos se têm fixado, gerindo os seus negócios ou simplesmente por opção de vida, têm mudado a face da aldeia e estimulado uma nova energia entre as pessoas. A Ferraria, como abreviadamente lhe chamam, abriu-se ao mundo sem deixar de ser o que é. As intervenções na aldeia, tanto por parte da Rede das Aldeias do Xisto, como dos agentes locais e do Município, assentam no que de mais identitário e genuíno aquele local é e tem para oferecer.

Na Ferraria de São João, convivem a ruralidade e o turismo ativo. A aldeia possui um conjunto de aspetos que a distinguem das demais: um magnifico sobreiral, um numeroso conjunto de currais tradicionais, um Caminho do Xisto, um Centro de BTT, um FunTrail para os mais pequenos, e muitos trilhos para descobrir.

O cenário de fundo perfeito para emoldurar o ex-líbris da Aldeia: um conjunto de currais comunitários na orla de um imenso e mágico montado de sobreiros. Um dos projetos mais visíveis e de maior sucesso da Associação de Moradores, revitalizada pelos novos habitantes, é a adoção de sobreiros.

 

Gondramaz

gondramaz

A aldeia estrutura-se a partir de uma rua principal que se sobrepõe à linha de festo, até ao limite em que o declive permitiu construções.

Desta rua, sai uma rede de ruelas estreitas e sinuosas que apetece percorrer com curiosidade. Gondramaz distingue-se pela tonalidade específica do xisto que nos envolve da cabeça aos pés. Até o chão que se pisa é exemplo da melhor arte de trabalhar artesanalmente a pedra. Esta é, aliás, terra de artesãos cujas mãos hábeis criam figuras carismáticas que são marca da serra e que levam consigo o nome do mestre e da aldeia além-fronteiras.

Com uma notável aplicação em xisto, o pavimento permite que sobre ele se desenvolva um percurso acessível para pessoas com mobilidade reduzida.

Numa das mais bem sucedidas intervenções de requalificação da Rede das Aldeias do Xisto, não é de estranhar o surgimento de novos habitantes e o ambiente animado que aqui se vive em cada fim-de-semana. A animação com provas de BTT protagonizada a partir daqui, traz praticantes e uma movimentação que os habitantes já não estranham.

 

Pena

pena

A receber-nos um castanheiro secular.

A arquitetura da aldeia é o resultado perfeito da construção conjugando o xisto com o quartzito. As condições topográficas levaram a que a aldeia se desenvolvesse ao longo de um promontório, parecendo que o casario se encontra em desafio às leis do equilíbrio e à força da gravidade. A aldeia de Pena retira da água cristalina da ribeira todos os proveitos. Ali ao lado, os Penedos de Góis são uma proposta de aventura para os mais ousados.

 

Talasnal

talasnal

 

Provavelmente a mais carismática das Aldeias de Xisto do Grupo da Lousã, não só pela sua dimensão mas também pela sua posição, assim como pelos muitos pormenores das recuperações das suas casas, sem falar na gastronomia!

As videiras estão presentes nas varandas e a ruela principal acompanha o declive da encosta, num percurso íngreme. Dela derivam quelhas e becos, que criam um ambiente de descoberta que todos gostam de explorar à espera da surpresa de um novo recanto.

Descobrir esta aldeia representa mergulhar no mundo mágico da Serra da Lousã e embrenhar-se numa vegetação luxuriante por onde espreitam veados, corços, javalis e muitas outras espécies. Aqui reina a Natureza, sensível, que pede respeito. Mas que permite inúmeras possibilidades de lazer e de desportos ativos. Aqui sente-se o pulsar da terra e a sua comunhão com os homens quando se avistam ao longe as aldeias. Parecem ter nascido do solo xistoso, naturalmente, como as árvores.

 

Fonte: Aldeias de Xisto

Fotografia: ADXTUR

 

Continue a viagem:

https://heartbeat.pt/as-aldeias-do-xisto-do-zezere/

https://heartbeat.pt/acor-as-suas-aldeias-do-xisto/

https://heartbeat.pt/as-aldeias-de-xisto-do-tejo/

 

 

 

 

0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *