CineEco, Cinema com consciência ambiental

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Tem-se assumido como um festival de referência e tem ganho cada vez maior projeção por este mundo fora.

Falo do CineEco que decorre todos os anos em Seia no mês de Outubro.

O CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, é o único festival de cinema nacional dedicado à temática ambiental, no seu sentido mais abrangente.

O formato do certame assenta num conjunto de atividades desenvolvidas ao longo de uma semana, incluindo várias atividades que vão desde concertos a conferencias passando por workshops, exposições e, claro, filmes em competição e vários ciclos de cinema.

O CineEco oferece cinema de qualidade e cinematografias pouco conhecidas e alternativas em relação ao mercado tradicional, procurando cativar novos públicos, sensibilizando-os para o cinema, a sua história e estética.

Para a edição deste ano que decorrerá de 10 a 17 de outubro na Casa Municipal da Cultura de Seia, já foi apresentada a seleção oficial, este ano inspirada na Encíclica do Papa Francisco, divulgada pelo Vaticano em Junho passado, com o nome “Laudato Si”,  sobre o cuidado da Casa Comum”, um importante manifesto que coloca, pela primeira vez, a Igreja Católica no centro do debate ambientalista e climático antecipando, de certa forma, a discussão da Conferência Mundial sobre as Alterações Climáticas, a ter lugar em novembro.

O CineEco deste ano conta com 80 filmes, de 20 países, repartidos por Longas e Curtas Internacionais, Séries e Documentários de Televisão, Longas e Curtas da Lusofonia e Panorama Regional.

‘A Hora do Lobo’ de Jean-Jacques Annaud, (o realizador de ‘Sete Anos no Tibete’, ‘O Nome da Rosa’ e ‘O Urso’), tem uma antestreia no CineEco, como filme de abertura antes de chegar às salas comerciais na semana seguinte.

O filme é uma ficção de aventuras, com preocupações ambientalistas no que diz respeito à história sobre uma espécie em riscos de extinção que durante séculos, incluindo na Serra da Estrela, estabeleceu uma relação de mútuo respeito com o Homem.

‘A Hora do Lobo’ conta a história de um estudante chinês no tempo do maoismo, que é enviado para o interior da Mongólia para ensinar a ler os pastores e os aldeões locais e fica a saber que a população de lobos está ameaçada pelas decisões de um funcionário do governo central.

‘Muros e o Tigre’, da realizadora Sushma Kallam, um documentário de 83 minutos, passado na Índia, que analisa a necessidade de equilíbrio entre progresso económico, inclusão social, defesa do ambiente e como integrar industrialização e agricultura de forma sustentável é o Filme de Encerramento.

Nas longas-metragens da Competição Internacional, destacam-se filmes que advogam as várias ramificações da crise ambiental mundial, que são abordadas no texto do Papa Francisco: mudar o nosso estilo de vida (‘Todo o Tempo do Mundo’, de Suzanne Crocker, Canadá ou ‘Ao Contrário (com légumes)’, de Anne Closset, Bélgica e ‘Global Shopping Village’, de Ulli Gladik, Áustria/Croácia), substituição dos combustíveis fósseis (‘Gelo Negro’, de Maarten van Rouveroy van Nieuwaal, Holanda/Rússia), biodiversidade (‘Contenção’, de Peter Galison & Robb Moss, EUA), água, energia e resíduos, (‘Planetário’, de Guy Reid, Reino Unido/EUA e ‘Movimento’, de Ellard Vasen, Holanda), poluição do ar (MaldiMare, de Matteo Bastianelli, Itália), tecnologia (Procurando Desesperadamente uma Zona Limpa’, de Marc Khanne, França), catástrofes naturais provocadas pelas alterações climáticas (Paraíso, de Nash Ang, Filipinas).

Estes e outros temas com enfoque ambiental, farão parte da vasta programação do CineEco 2015, que este ano assinala a sua 21ª edição com um conjunto de atividades paralelas e uma parceria estratégica com a empresa Endesa.

 

 

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