Belmonte já tem Festival de Cinema

A preservação da nossa cultura é essencial para a formação de um povo, e a cultura e tradições devem ser encaradas como extensões da alma das nossas gentes e que, infelizmente, começam a ser esquecidas ou negligenciadas por muitas pessoas por considerarem que se trata de atividades antigas e sem interesse para quem se considera moderno ou cosmopolita.

No entanto, e ainda bem, existem pessoas que respeitam as manifestações culturais e tradições das suas gentes e procuram encontrar meios de transmissão dessas mesmas culturas e tradições, contribuindo para a sua divulgação, promoção e preservação.
A exemplo disso, decorre até dia 11 de abril o Festival de Cinema Etnográfico de Belmonte. Esta é a primeira edição do Festival e conta com a colaboração da Universidade da Beira Interior e com o apoio da Apordoc e da RTP.

O festival de Cinema Etnográfico de Belmonte é o primeiro do género em Portugal, e nesta primeira edição não será uma mostra de competição mas sim uma seleção de filmes sugeridos por amigos, professores de escolas de cinema, colaboradores e programadores de outros festivais.

A Galiza é o convidado oficial desta primeira edição.

Tendo sido escolhido pela sua riqueza etnográfica muito semelhante à nossa, reunindo o facto de, atualmente, possuir uma frente de jovens cineastas bastante promissores, do que já é considerado o novo cinema galego. Assim sendo, o festival conta com a colaboração de José Manuel Sande Garcia, programador da filmoteca da Galiza que sugeriu um conjunto de filmes, alguns premiados e com menções em festivais como o de Cannes, Locarno, Doc Lisboa ou a Viennal na Áustria.

Para além de projeções, os espetadores terão, ainda, a oportunidade de assistir e participar em exposições, com destaque para a exposição 80 Anos 80 Imagens sobre Michel Giacometti no Museu dos Lanifícios – Covilhã e Para uma Memória de Michel Giacometti no Ecomuseu em Belmonte, assim como a um conjunto de conferências, tanto em Belmonte como na UBI, com enfoque para o tema sobre “O Novo Cinema Galego” por José Manuel Sande Garcia, a “Tradição Musical Portuguesa” pelo etnomusicólogo José Alberto Sardinha e ainda “Povo que canta, ou para que serve uma série nas vésperas de 1974” por Paulo Lima, para além de debates com realizadores, programadores de festivais e professores de escolas de cinema. Decorrerão ainda workshops sobre cinema de animação com alunos das escolas locais e música tradicional Portuguesa.

Para mais informações acerca do programa e do Festival o melhor mesmo é visitarem o site do evento em:

http://www.festivaletnocine.pt

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