Abaixo os castelhanos! Vamos à Batalha!

Em tempos idos de cavaleiros e donzelas, cavalgavam  garbosos corcéis pelo burgo e bravos homens defendiam o reino dos inimigos que ameaçavam as terras de sua majestade.

Os mercados eram sítios animados e pontos de encontro de todas as pessoas, camponeses ou nobres.

Estávamos em 1385, em plena guerra de sucessão, os ânimos eram de guerrilha e foi neste ano se travou uma importante batalha entre as tropas portuguesas e as tropas castelhanas.

Vieram de Viseu com uma força de mil homens sendo recebidos no escampado próximo da Igreja de São Marcos por 300 valentes portugueses que bateram os castelhanos e recuperaram o saque que estes tinham vindo a fazer desde a entrada em terras lusas e conseguiram libertar os cativos.

Trancoso vai viajar até ao passado e assinalar a sua grande Batalha.

Nos dias 27, 28 e 29 de maio esta cidade recua no tempo e possibilitará aos visitantes terem uma ideia do que era Trancoso medieval, com workshops, visitas e exposições. Haverá ainda lugar para uma conferencia dedicada à batalha de Trancoso no espaço e no tempo e à representação teatral dos acontecimentos que antecederam a Batalha de Trancoso.

A zona envolvente e o castelo terão animação permanente com música e teatro. No dia 29 pela manhã inicia-se a recreação histórica da Batalha de Trancoso, com animação no Burgo, oficinas, mesteres e tabernas, no campo de São Marcos, à tarde, terá lugar a grande Batalha de Trancoso!

 

Conheça o Padre de Trancoso!

http://heartbeat.pt/padre-trancoso/

Ciclismo de nível internacional nas Beiras

É já nos dias 13, 14 e 15 que sai para a estrada o 1º Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela.

Esta prova está na categoria 2.1 internacional, a mesma categoria da Volta ao Algarve e da Volta a Portugal e vai ser uma ótima oportunidade para vermos grandes atletas do ciclismo na região como José Mendes (Bora-Aragon 18), Sérgio Sousa (Team Vorarlberg) e Edgar Pinto (Skydive Dubai).

Foram ainda convocados cinco ciclistas de equipas de clube portuguesas como João Fernandes e Vítor Valinho (Goldwin-Team José Maria Nicolau), Tiago Ferreira e Rui Oliveira (Liberty Seguros-Carglass) e Venceslau Fernandes (Moreira Congelados-Feira-Biciletas Andrade).

A prova terá a participação de treze equipas, oriundas de sete países. Entre os conjuntos presentes destacam-se duas formações continentais profissionais, a espanhola Caja Rural-Seguros RGA e a britânica One Pro Cycling.

A Seleção Nacional/Liberty Seguros irá participar com um coletivo misto de corredores elite – alguns dos lusos que correm no pelotão internacional – e de atletas das equipas de clube portuguesas.

Vão também alinhar as seis equipas continentais lusas – Efapel, LA Alumínios-Antarte, Louletano-Hospital de Loulé, Rádio Popular-Boavista, Sporting-Tavira e W52-FC Porto -, às quais se juntam as continentais Inteja MMR (República Dominicana), NASR-Dubai (Dubai), Lokosphinx (Rússia) e Amore & Vita (Itália).

Esta é uma prova com três etapas num total de 529,4 km e um perfil montanhoso.

No dia 13 a caravana irá percorrer 145 km entre Pinhel e Vilar Formoso. No dia 14 os ciclistas irão percorrer 198,6 km entre o Sabugal e o Fundão. O dia 14 é reservado À etapa rainha com 194,1 km que levará os ciclistas desde a Guarda até às Penhas da Saúde com o final da etapa a coincidir com a Torre.

A Associação de Municípios da Cova da Beira é a entidade promotora deste evento e pretende que esta se torne uma prova de referência internacional de realização anual, servindo como um dos cartões promocionais da região.

 

Guarda com semana cheia!

Maio arranca animado na cidade da Guarda com festa académica e com a Feira Ibérica de Turismo a prometerem dias animados, mesmo que o S. Pedro esteja a prometer pregar algumas partidas!

Na Quarta-feira a escadaria da Sé enche-se de estudantes na Monumental Serenata e a noite continuará no Pavilhão Municipal com uma noite dedicada à Academia com as Tunas do IPG a fazerem a festa. Na Quinta-feira a festa continua com Dengaz e na sexta Mikkel Solnado visita a cidade mais alta. O sábado promete arrebatar muitos suspiros às meninas com David Carreira a ser o senhor da noite da Semana Académica da Guarda.

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Mas a semana na Guarda não se restringe apenas à grande festa dos estudantes do ensino superior que no domingo benzem as suas pastas.

Já na Quinta-feira arranca a FIT – Feira Ibérica de Turismo da Guarda que irá trazer milhares de visitantes ao Parque Urbano do Rio Diz que contará com centenas de expositores e com um programa recheado de eventos como concertos, a começar pelos The Dixie Boys Band na Quinta-feira, Edu Miranda Trio na Sexta-feira, Átoa no Sábado e On the Soul no Domingo.

Mas há muito mais para ver na FIT, desde showcookings, instalações Artísticas, música tradicional portuguesa e deporto a par de dezenas de provas de degustação, animação infantil permanente, ateliers artísticos, concursos, mostras de produtos regionais e artesanais e exposições de fotografia num programa que irá garantir animação permanente entre o dia 5 e 8 de maio.

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Se motivos faltassem para visitar a cidade mais alta, deixamos aqui alguns para que o faça já esta semana. Maio arranca cheio de energia na Guarda!

Onde anda a Bandeira azul?

Maio começou com a Primavera a dares ares da sua graça, trazendo sol e temperaturas agradáveis que nos fazem sonhar com uns dias de verão estendidos numa toalha com o pé a refrescar-se nas águas de uma qualquer praia.

Estamos longe do litoral e, por isso, longe das praias salgadas e dos grandes areais dourados mas não é por isso que deixamos de ir à praia, vamos é a outras menos salgadas, com areais mais pequenos e águas mais frias, mas envoltas numa beleza estonteante, com frondosas sombras e águas cristalinas de uma pureza celestial. São as nossas praias fluviais e na região do interior centro há várias que no verão atraem milhares de pessoas!

Já foram anunciadas as Praias galardoadas com a Bandeira azul e, mais uma vez, na região e envolvente da Serra da Estrela são várias as que recebem este selo de distinção que atesta a qualidade dos seus espaços e da sua água.

No distrito da Guarda as Praias Fluviais de Valhelhas, no concelho da Guarda e Loriga no concelho de Seia voltam a ver a Bandeira Azul ser hasteada.

No distrito de Coimbra, o nosso destaque vai para o concelho de Pampilhosa da Serra onde são três as praias galardoadas: a Praia Fluvial da Barragem de Santa Luzia em Casal da Lapa, a Praia Fluvial de Pampilhosa da Serra e a Praia do Pessegueiro. Ainda no Distrito de Coimbra encontramos em Oliveira do Hospital a Praia Fluvial de Alvôco das Várzeas que volta a ver a Bandeira Azul na sua Praia.

 

Praia Fluvial de Valhelhas

O Rio Zêzere é o rei desta praia que todos os anos faz as delicias de milhares de pessoas vindas de todo o país e estrangeiro.

É uma praia que todos os anos tem novidades e que possui um espaço magnifico para um dia em família com boas sombras, uma área para piqueniques, campismo, Bar de apoio, Campo de jogos, Rampa submersa de acesso à água, área relvada e uma área para banhos fabulosa tanto para adultos como para crianças.

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Coordenadas:

Latitude: 40o 32’ 9.32’’N (40.535922)

Longitude: 7o 16’ 1.39’’ W (-7.267054)

 

Praia Fluvial de Loriga

Em Loriga, no concelho de Seia encontramos esta que é considerada uma das mais belas praias fluviais de Portugal.

Inserida numa paisagem maravilhosa, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, esta praia é um santuário para os amantes da natureza. P

ossui ótimas estruturas de apoio e oferece a possibilidade de praticar várias atividades de aventura e passeios pedestres.

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Coordenadas:

Latitude: 40o 19’ 38.11’’N (40.327253)

Longitude: 7o 40’ 42.48’’ W (-7.678467)

 

Praia Fluvial de Santa Luzia

No concelho de Pampilhosa da Serra a meio caminho entre as duas aldeias do Xisto (Fajão e Janeiro de Baixo) e encostada ao complexo do Açor encontramos esta praia de águas cristalinas ideal para passeios de barco.

Durante a época balnear existe uma piscina flutuante que permite podermos nadar e disfrutar da frescura destas águas em plena segurança.

Na zona podemos ainda utilizar a ciclovia, o circuito de manutenção, vários caminhos pedestres, um campo polidesportivo e até um halfpipe de skate para os mais jovens.

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Coordenadas

Latitude: 40o 3’ 6.15’’N (40.051708)

Longitude: 7o 30’ 45.51’’ W (-7.512642)

 

Praia de Pampilhosa da Serra

Este é um dos principais atrativos de Pampilhosa da Serra, e atrai, todos os anos, milhares de pessoas às suas águas.

O Rio de Unhais é o senhor da praia e proporciona momentos de diversão e banhos refrescantes que ajudam a aguentar o Verão quente da serra. Esta é uma praia com classificação de praia acessível.

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Coordenadas

Latitude: 40o 2’ 49.82’’N (40.051708)

Longitude: 7o 56’ 56.22’’ W (-7.94895)

 

Praia Fluvial do Pessegueiro

Uma praia à qual ninguém é indiferente, com condições de apoio ao banhista que tornam este um dos locais mais procurados na região durante o verão.

É composta por praia, bar de apoio e dois bungalows.

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Coordenadas

Latitude: 40o 1’ 50.16’’N (40.0306)

Longitude: 8o 0’ 43.36’’ W (-8.0126)

 

Praia Fluvial de Alvôco das Várzeas

Situada num vale verdejante na margem da Ribeira do Alvôco, junto a uma ponte medieval e com vista para a Serra da Estrela esta praia oferece um cenário fantástico para uns momentos de descontração em família.

Possui um parque de merendas, bar e restaurante, campo de jogos e a possibilidade de praticarem diversos desportos como natação, canoagem, passeios pedestres ou de btt.

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Coordenadas

Latitude: 40o 21’ 34.98’’N (40.359716)

Longitude: 7o 51’ 41.99’’ W (-7.861663)

 

Entretanto Portugal está de parabéns já que se encontra no topo a nível mundial no que diz respeito à atribuição de Bandeiras azuis às suas praias.

São já 30 anos de atribuição de Bandeiras azuis pela Associação Bandeira Azul da Europa. Este ano vamos vê-las em 314 praias nacionais, mais 15 do que no ano passado, ultrapassando, pela primeira vez, a barreira das três centenas, o que corresponde a cerca de 55% das praias designadas como tal. Portugal com este número, torna-se o quinto país com mais galardões conferidos de entre os 54 países a que atribuem as bandeiras, atrás de Espanha (578), Turquia (436), Grécia (395) e França (379).

Em Portugal 22 das Bandeiras atribuídas estão em Praias Fluviais.

A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade ambiental atribuído anualmente às praias e portos de recreio e marinas que se candidatam e que cumpram um conjunto de critérios.

Os Critérios do Programa Bandeira Azul estão divididos em 4 grupos: Informação e Educação Ambiental, Qualidade da água, Gestão Ambiental e Equipamentos e Segurança e Serviços.

Fotografias: portugalencamion.blogspot.com; cm-pampilhosadaserra.pt; aldeiasdoxisto.pt

 

 

 

 

 

 

 

Maio é mês de Festival do Vinho do Douro Superior

Portugal é muito mais que vinho verde ou alentejano e o douro vai muito além do vinho do Porto. Prova disso está na quantidade de vinhos que ganham prémios e que não se enquadram neste estereótipo enraizado, principalmente, nos apreciadores e conhecedores de vinhos do estrangeiro. De modo a quebrar preconceitos e estereótipos e divulgar o que de bom se faz no que toca a vinhos cabe às entidades competentes apostar em eventos que projetem os vinhos das suas regiões e demonstrem o potencial das suas produções, não apenas para os consumidores dos restantes territórios mas também para os habitantes das regiões onde são produzidos.

Um bom exemplo da aposta na promoção dos seus vinhos e no cimentar de uma posição estratégica nesta área é o festival de Vinho do Douro Superior promovido por Vila Nova de Foz Côa, que com este certame procura demonstrar a qualidade dos vinhos da região do Douro Superior.

De 20 a 22 de maio, Vila Nova de Foz Côa, que procura cimentar a sua posição como capital do Douro Superior, promove a 5ª edição do Festival do Vinho do Douro Superior onde o vinho produzido na região é o foco principal mas onde há lugar para outros produtos que definem o Douro Superior.

Para este ano o destaque do programa do evento que decorrerá no ExpoCôa, vai para o seminário “Douro Superior: Fronteiras da Liberdade” que reunirá vários especialistas que debaterão questões como o conflito entre a tradição e a inovação, a adaptação do terroir, a categorização do vinho do Porto e o que define a identidade do Douro. No dia 20 terá lugar um colóquio que irá reunir várias personalidades relacionadas com o vinho e que se centrará sobre a temática: Douro Superior: Fronteiras da Liberdade”, como o jornalista Mário Zambujal, luís Sottomayor, João Brito e Cunha, Chef José Cordeiro, o escanção Pedro Ferreira, o enólogo Manuel Lobo Vasconcelos ou Manuel Novaes Cabral, Presidente do IVDP.

Mas nem só de vinho se faz este festival e os visitantes poderão degustar centenas de iguarias que representam toda a região. São cerca de 70 os produtores de vinho presentes e a entrada é livre!

 

Japão rende-se a Monsanto

No alto do seu monte vigia as terras em seu redor.

Envolta em lendas e magia, Monsanto, foi considerada, mesmo que no tempo “da outra senhora” a Aldeia mais Portuguesa de Portugal, titulo que não incomoda e que até lhe faz jus.

Quem a visita percebe que está num pequeno mundo quase intocável onde se respira tradição e onde nos sentimos em casa.

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Somos apaixonados pelas nossas Aldeias Históricas e Monsanto é uma das mais apreciadas pelos portugueses e não só! Até os japoneses se renderam aos encantos deste pequeno mundo! A distinção veio da Associação de Agências de Viagem do Japão que considerou Monsanto como uma das mais belas aldeias da Europa!

Foram mais de 300 os agentes e profissionais do turismo japonês a distinguirem a aldeia pela sua extraordinária beleza, história e riqueza cultural.

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Com esta distinção a aldeia de Monsanto passa a integrar uma publicação onde figuram as 30 vilas e aldeias europeias consideradas pelos japoneses como sendo as mais belas do velho continente.

A publicação tem mais de 100,000 exemplares e dará um ótimo contributo para a divulgação da aldeia e do património de Idanha-a-Nova num mercado que tem mais de 120 milhões de potenciais turistas!

Por cá sabemos que Monsanto é um dos pequenos tesouros por entre os muitos que a região possui e esta distinção enche de orgulho todos aqueles que por aqui vivem!

Um passeio por Castelo Branco

Para o próximo fim-de-semana sugerimos uma visita à região de Castelo Branco com paragem obrigatória para explorar a cidade.

O seu nome deve-se à existência de um castro luso-romano, Castra Leuca, no cimo da Colina da Cardosa e de onde cresceu a povoação. A História de Castelo Branco está intimamente ligada à história dos Templários sendo que, hoje, é uma das cidades mais importantes do interior de Portugal, pela sua posição geográfica.

Esta é uma região muito rica em histórias e património, mas é na cidade que nos vamos focar.

Quem visita uma qualquer cidade deve começar por conhecer o seu passado, passeando pelos seus Centros Históricos, em Castelo Branco não é diferente.

Percorra as suas ruas que, em muitos casos, evocam profissões, e aprecie a cada passo, os pormenores arquitectónicos interessantes dos seus muitos portais quinhentistas, ou conjuntos cheios de memórias e histórias como a Praça Velha (Casa do Arco do Bispo, Domus Municipalis, Palácio dos Motas e Celeiro).

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Sé Catedral

 

Castelo Branco tem muitos Monumentos que nos prendem o olhar e nos fazem voltar ao passado, como a Igreja de S. Miguel, elevada à categoria de Catedral no século XVIII, e onde podemos apreciar os predominantes elementos do Barroco e do Rococó e as pinturas de Pedro Alexandrino ou a imagem de S. Miguel na sua fachada.

Do alto do seu Castelo pode ter uma vista maravilhosa sobre a cidade. Erguido pelos templários, este Castelo foi delimitado por uma linha de muralhas e torres.

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Jardim do Paço Episcopal

 

Descontraia no Jardim do Paço Episcopal, um dos mais paradigmáticos jardins Barrocos do país, encomendado por D. João de Mendonça, Bispo da Guarda no inicio do século XVIII, e onde se destaca a conjugação do verde com as estátuas em pedra que se encontram no jardim e que seguem percursos temáticos, abordando figuras e simbologias religiosas, históricas e mitológicas.

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Museu Francisco Tavares Proença Júnior

 

Passear pelas cidades deve ser encarado como uma viagem cultural. Conheça os seus monumentos e também os seus Museus.

Em Castelo Branco pode visitar o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, a funcionar no edifício do antigo Paço Episcopal e que possui uma área de exposições temporárias e outra dedicada a exposições permanentes onde encontra parte do espólio do Paço, arqueologia, paramentos e colchas antigas.

O Museu possui, ainda, uma biblioteca especializada em Arqueologia e História da arte assim como uma Oficina-Escola de Bordados Regionais.

O Museu Cargaleiro, no Solar dos Cavaleiro no Centro Histórico, é outro dos espaços que pode visitar em Castelo e que resulta de uma parceria entre o Município e a Fundação Manuel Cargaleiro e procura proporcionar a novos públicos o contacto com a arte, fazendo circular por este espaço as diversas coleções que compõe o acervo da Fundação.

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Bordados típicos de Castelo Branco

 

Mas Castelo Branco é muito mais que Monumentos.

A sua riqueza artesanal é enorme com destaque para as Colchas de Castelo Branco e que, em tempos idos, eram o orgulho do enxoval das noivas da região tornando-se num ícone dos variados Bordados de Castelo Branco.

Estas colchas são bordadas a fio de seda em pano de linho e simbolizam o amor e o casamento que se quer feliz ou, no caso da Albarrada, o lar e a árvore da vida. Os pássaros juntos representam o casal e os encadeados a cadeia indestrutível do matrimónio. Nestes bordados o homem é representado pelos cravos enquanto que as rosas são alusivas à mulher. Mas são muitos mais os símbolos e simbologias bordadas nestas colchas que pode encontrar em Castelo Branco e que existem desde meados do século XVI.

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Calçada

Quanto caminhar pelas ruas albicastrenses olhe para onde pisa.

Também as calçadas são dignas da sua atenção. Um trabalho artesanal meritório de contemplação e que segue a linha secular da tradição portuguesa com desenhos alusivos ao que se pode encontrar nas famosas Colchas de Castelo Branco.

Se gosta de passear em família não deixe de levar os mais pequenos ao até ao Parque da Cidade, junto ao Jardim do paço episcopal. Aqui elas poderão correr e ser crianças em segurança. Este Parque possui fontes e espelhos de água que transmitem frescura e canteiros com produtos hortícolas e ervas aromáticas que nos remetem para o passado do Parque, outrora horta do Paço. É uma ótima oportunidade de dar a conhecer aos mais pequenos os produtos da terra.

Não deixe de visitar castelo Branco e as suas maravilhas e segredos escondidos. Se vier com tempo, passeie também pela região que está cheia de lugares e monumentos surpreendentes, sejam naturais ou não, como as Aldeias Históricas de Idanha-a-Velha e Monsanto, ou mais a norte a Aldeia de Castelo Novo. Ou então as Aldeias de Xisto como Martim Branco e Sarzedas, Álvaro, Figueira, Pedrogão Pequeno, Água Formosa e Foz do Cobrão.

Por cá, é sabido, também se come bem. Sugerimos que prove as Empadas de Castelo Branco o Cabrito Estonado ou Recheado, ou até mesmo ensopado, sem esquecer os Maranhos, as papas de Carolo, Tigeladas, Broas de mel, Biscoitos de azeite, o Bolo de Festa ou os Borrachões.

Traga apetite, vontade de passear e muita, muita curiosidade!

Fotografia: Visit Centro de Portugal

 

Viseu desafia artistas de rua

A arte urbana tem vindo a assumir, cada vez mais, um papel de destaque como forma de pensar as cidades modernas, conferindo-lhes cor, luz e novas vidas a edifícios cinzentos e cabisbaixos.

Para muitos pode ser vista como vandalismo, mas, afinal, quando falamos em arte urbana, não falamos em Graffiti de tags, falamos de autenticas peças de arte, sejam pintura ou escultura ou apenas simples instalações, entre muitas outras formas que procuram o seu lugar no espaço público.

A arte urbana tem uma forte componente critica e procura que quem a observa seja forçado a pensar.

Viseu percebeu o impacto e a importância que a arte urbana tem na cultura e na expressão artística de uma cidade, e tem feito desta modalidade um dos seus cartões de visita, destacando-se no panorama nacional no que diz respeito a esta forma de ver e pensar a arte, a par de outras cidades como a Covilhã ou o Fundão.

Quem passeia pelas ruas de Viseu pode apreciar este movimento e constatar o efeito estético que têm na urbe. Consciente dessa importância, a Viseu Marca e o Município de Viseu desafia os artistas de Viseu a integrarem o 2º Festival de Street Art que decorrerá, na cidade, de 19 a 22 de maio.

O Festival de Street Art será o evento-âncora dos “Tons da Primavera” e até dia 2 de maio os artistas de Viseu podem enviar a sua candidatura para integrarem o leque de criativos que vão participar no Festival e que conta com artistas nacionais e internacionais.

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Trabalho realizado na edição do ano passado do artista AKACORLEONE

 

A tela serão as paredes exteriores do Pavilhão Cidade de Viseu (antigo Inatel) e os concorrentes deverão apresentar uma maqueta inspirada em marcas que compõem a identidade da cidade, tendo de escolher pelo menos uma de entre as seguintes: “Cidade Vinhateira”, “Cidade Jardim” e/ou “Cidade de Grão Vasco”, no ano em que o Museu nacional Grão Vasco assinala o seu centenário.

Este iniciativa pretende integrar os talentos locais e a sua formação com os artistas nacionais e internacionais consagrados ou muito experientes.

Os interessados deverão enviar a maqueta do trabalho para streetart@viseumarca.pt, através do envio de imagens ou apresentação em PDF até ao máximo de 3MB, e deverão incluir além da maqueta, uma sinopse dos projetos (max. 500 caracteres) e a indicação dos materiais necessários ao desenvolvimento do trabalho.

O Júri é composto pelo gestor da Marca Viseu e pelos artistas Akacorleone e Kruella D’Enfer. A seleção final será anunciada a 6 de maio e as obras deverão ser feitas entre 19 e 22 de maio, excepto aquelas que exijam mais tempo de execução.

Ruínas ganham vida a três dimensões

Quantas vezes ao visitar um monumento antigo não imaginamos como terá sido. Qual o seu aspeto? Teria sido grandioso?

A imaginação começa a voar perante as ruínas e as histórias que ouvimos acerca desses locais acabam por necessitar de um enquadramento arquitectónico para que as possamos “visualizar” melhor.

A Beira Interior está cheia de monumentos antigos, alguns em ruína, restando apenas as memórias e algumas pedras que nos fazem questionar como teriam sido nos seus tempos áureos.

Pois bem, agora já podemos ter uma preciosa ajuda na tentativa de visualizar como terão sido alguns dos mais interessantes monumentos da região, graças ao trabalho de alguns alunos do curso de Arqueologia da Universidade de Coimbra que foram desafiados, na cadeira de Informática Aplicada à Arqueologia, a reproduzir um conjunto de edifícios romanos e medievais emblemáticos da região em 3 dimensões.

Os edifícios foram escolhidos pela sua situação atual, ou seja, procuraram reproduzir edifícios que se encontram alterados na sua aparência original, o que torna este trabalho ainda mais interessante pois exigiu estudo e pesquisa, por parte dos alunos, acerca da história destes monumentos e das características de outros semelhantes existentes na região.

Foram dez os edifícios a serem “reconstruídos” por parte dos alunos da licenciatura, com recurso ao programa livre SketchUp.

 

Templo Romano de Idanha-a-Nova

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Este é um edifício que se encontra bastante degradado, restando apenas o pódio, reutilizado como base da Torre de Menagem do Castelo Templário de Idanha-a-Nova.

Tiago Cordeiro, autor deste projeto, serviu-se de dados recolhidos em escavações arqueológicas desenvolvidas entre 2007 e 2008, como referencia para o seu modelo a 3 dimensões.

 

Fortificação de Castelo Novo

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Lara Leonor Duque desenvolveu o projeto relacionado com a Fortificação de Castelo Novo, cujo traçado sofreu muitas alterações ao longo do tempo, faltando alguns troços de muralha. A Torre de Menagem está bastante danificada preservando a sua primitiva altura apenas em parte. Outros elementos originais estão, atualmente, muito descaracterizados em relação à sua versão original.

A aluna fez o seu modelo tendo em consideração alguns estudos realizados entre 2002 e 2004.

 

Templo Romano de Orjais

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Este foi outro dos edifícios sujeito a estudo e à reconstituição do que seria no passado. Ricardo Ferreira foi o responsável por trazer o Templo Romano de Orjais, na Covilhã, à vida, ou pelo menos ao papel.

O seu atual estado é de ruina quase completa, restando apenas o pódio, alguns muros em socalco e testemunhos de uma escadaria frontal que desceria do terraço.

A referencia de Ricardo para este trabalho foram as escavações desenvolvidas no local em 2001. José luís Madeira já tinha feito alguns desenhos em 2013 e Ricardo serviu-se deles como base para o seu trabalho.

 

Castelo de Belmonte

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Este é um dos mais emblemáticos monumentos da região e ex-libris de Belmonte. Margo Van Puyvelde assina este projeto a 3 dimensões. Este castelo encontra-se em relativo bom estado de conservação, faltando apenas o adarve e as ameias de grande parte do recinto. Já não existem, igualmente, os edifícios palacianos no seu interior.

O modelo foi inspirado tendo por base as escavações arqueológicas desenvolvidas entre 1992 e 1994 e propõe uma fortificação dominada por vários edifícios palacianos e outras estruturas de apoio ao reduto, apara além da torre de menagem.

 

Castelo da Guarda

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Ricardo Lobo é o responsável pela reconstrução do Castelo da Guarda do qual resta apenas Torre de Menagem, estando a base de referencia para este trabalho em estudos arqueológicos realizados nos anos 90.

A proposta de Ricardo apresenta uma fortificação com espaço interior exíguo que não albergaria muitas estruturas de apoio, apenas apresentando adarve na sua face virada para Leão.

 

Igreja de Santa Maria em Castelo Mendo

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As ruínas da Igreja de Santa Maria de Castelo Mendo são um dos mais místicos monumentos da região. Joana Gabriel desenhou uma versão a 3 dimensões que nos remete ao que poderia ser o seu aspeto original apenas tendo como referências o seu estado atual.

 

Castelo de Almeida

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Todos conhecemos a fortaleza de Almeida, uma das mais belas e bem conservadas da Península Ibérica, no entanto, Almeida, também tem um Castelo, ou pelo menos ruinas do que outrora fora um Castelo, já que o mesmo sofreu uma explosão tremenda aquando das invasões napoleónicas. David Magalhães é o autor desta reconstituição feita tendo por base um desenho do século XVI.

 

Castelo de Monforte do Côa

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Em Figueira de Castelo Rodrigo encontramos os vestígios do que outrora foi o Castelo de Monforte do Côa. Atualmente restam apenas o embasamento da muralha e das torres. Inês Carolina Alberto baseou o seu modelo numa proposta de planta da extinta fortificação publicada em 2014, já que este Castelo nunca foi alvo de intervenções arqueológicas e existem poucas referencias acerca dele em artigos científicos.

 

Igreja de Stª Marinha de Moreira de Rei

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A Igreja de Stª Marinha de Moreira de Rei fica no concelho de Trancoso e foi o alvo do projeto de Luís Oliveira. O monumento encontra-se com bom estado de conservação, faltando-lhe alguns elementos decorativos na fachada sendo que o seu campanário foi restaurando recentemente, pelo que o modelo teve por base o atual estado do edifício, até porque nunca foram realizadas escavações arqueológicas no local.

 

Castelo de Numão

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Este Castelo fica no concelho de Vila Nova de Foz Côa. José André Guimarães é o autor deste projeto em 3 dimensões. Era composto por uma cerca amuralhada de planta oval irregular, reforçada originalmente por 15 torres, das quais apenas restam 6, algumas delas adossadas pelo exterior. As estruturas religiosas e habitacionais que existiam no seu interior estão arruinadas. Este projeto teve por base as escavações realizadas na capela e necrópole de S. Pedro entre 1999 e 2001, e resumiu-se à muralha defensiva e à Igreja de Stª Maria.

 

Apesar de não terem sido desenhados com o intuito de respeitarem fielmente o traço original, estes trabalhos permitem que tenhamos uma ideia de como foram esses edifícios, oferecendo-nos um contexto visual precioso e levantando questões que merecerão futuras revisões nas investigações que se façam sobre estes exemplares de arquitetura romana e medieval na região.

Este é também um projeto que demonstra o interessante que é o Património arqueológico da Beira interior, muitas vezes esquecido, servindo de divulgação dos próprios monumentos e um meio de cativar os jovens formandos para as terras do interior.

Continuamos a viagem?

http://heartbeat.pt/cinco-castelos-beiras/

Feira de S. Mateus confirma mais 4 grandes nomes!

A Feira de S. Mateus em Viseu não precisa de apresentações, mais não seja porque é a mais antiga Feira Franca do país.

Nos últimos anos a Feira de S. Mateus assumiu uma posição de atração de excelência, sendo um dos cartões de visita de Viseu, trazendo milhares de pessoas à cidade de Viriato durante o mês de agosto.

É o maior evento da região e conjuga a cultura contemporânea com a tradição da região. É mais que uma Feira e começa a ser encarado como uma espécie de Festival de Verão com a duração de um mês.

Os trabalhos em torno da edição deste ano já estão a ser feitos e já há nomes confirmados num cartaz que se espera ser de arromba tal é a altura da fasquia colocada nas edições anteriores.

Para este ano já estão confirmados vários nomes que constituem o panorama musical nacional como David Carreira, Dengaz, C4 Pedro e Mico da Câmara Pereira.

Mas há mais, a organização confirmou mais quatro nomes que com certeza irão chamar milhares de pessoas ao recinto da Feira: a 7 de agosto sobem ao palco os The Gift, a 11 de agosto o grande Rui Veloso, dois dias depois a 13 de agosto a voz inconfundível de Mariza invade a Feira de S. Mateus e a 27 de agosto os Amor Eletro fazem a festa!

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O cartaz começa a desenhar-se e com grandes nomes. O difícil mesmo será organizar a nossa agenda para poder assistir a todos os espetáculos, mas nada que seja impossível fazer. Por isso vá reservando muito espaço na agenda para os dias entre 5 de agosto e 11 de setembro!