Será um pássaro? Não, é a Taça do Mundo de Parapente!

Será um pássaro? Um avião? Não! São homens em parapente!

O céu das beiras vai encher-se de atletas, vindos dos quatro cantos do mundo, que ousam fazer seu o espaço destinado às aves, de 2 a 9 de julho! É a Taça do Mundo de parapente que irá decorrer em Linhares! Portugal foi escolhido para este ano acolher uma das três etapas europeias desta competição mundial. Os melhores pilotos mundiais irão competir nos céus da região.

Linhares é considerado um dos locais de elite para a prática de Parapente e serão dezenas os melhores praticantes de parapente e milhares de olhares da comunidade parapentista mundial para as sublimes paisagens da Serra da Estrela.

A taça do mundo não é coisa pouca, é vista como a “Formula 1” do Parapente. A prova começa no dia 2 de julho cm sessões de treinos e com a cerimónia de abertura.

Para esta Taça do Mundo esperam-se os 150 melhores pilotos do mundo (incluindo oito portugueses) e haverá um vencedor por cada uma das seguintes categorias:
a) Individuais (Open)
b) Mulheres (em teoria nada impede que uma mulher vença os individuais, mas nunca aconteceu)
c) Equipas (geralmente tem a ver com o clube ou a asa usada pelos pilotos, como na F1, aliança entre Marcas e Motores)
d) Nação (soma dos pontos conquistados pelos pilotos de cada país)

Os pilotos participantes são oriundos de todo o mundo, da Suécia à Austrália, da China aos Estados Unidos, da Coreia do Sul à Rússia e do Japão as Portugal.

Já sabe, de 2 a 9 de julho todos os narizes vão andar no ar!

 

Já conhece Linhares da Beira?

Marchas e Cavalhadas em Viseu

Venham daí os arraiais, as festas e a sardinha assada cujo aroma impregna o ar e nos lembra que os dias de calor estão aí!

Venham daí os bailaricos e os bairros cheios de gente, as decorações coloridas e os jantares na rua com o pão na mão e o caldo verde na tijela, comidos com gargalhadas e conversas animadas entre amigos! venham daí as Marchas e Cavalhadas!

Junho é mês dos Santos, uma celebração da amizade e da vizinhança!

festas populares

Em Viseu, como em qualquer canto deste país, os Santos Populares são celebrados com tradição, juntando num só cartaz eventos seculares e comemorações do território, com o evento que decorre até 24 de junho, chamado “Festas Populares”.

Nestas Festas encontramos o “Mercado dos Santos Populares que marca o arranque das festas, no Mercado 2 de Maio, num cenário de arraial popular onde a música e a sardinha assada e broa não faltam. Um Mercado para visitar e viver até sábado entre as 17h00 e a meia-noite.

Ainda destas “Festas Populares” faz parte a “Festa das Freguesias”, no Parque Aquilino Ribeiro, a partir do dia 17, onde cada uma das 25 freguesias do concelho tem um espaço para mostrar e dar a conhecer o que caracteriza o seu território e o que tem de melhor, com destaque, este ano, para os sabores e aromas tradicionais de Viseu.

A “Festa das Freguesias” decorre até dia 19.

Claro que não há Santos Populares sem as tradicionais marchas e no dia 18 de junho a cidade de Viseu volta a ser palco do desfile das Marchas Populares, que este ano conta com nove grupos participantes. Nesta edição, os 100 anos do Museu Nacional Grão Vasco e dos Paços do Concelho e os 500 anos da dedicação da Catedral de Viseu e da Santa Casa da Misericórdia de Viseu são os temas sugeridos.

Esta é também a altura das Cavalhadas de Teivas que atraem milhares de pessoas com o desfile previsto para o dia 19 e em Vildemoinhos no dia 24, como manda a tradição.

 

Alcongosta festeja a cereja!

Aí estão elas vermelhinhas, reluzentes e apetitosas, a deliciarem-nos o palato e a frisarem que o verão está aí à porta! Adeus Inverno!

Venham daí essas deliciosas cerejas e não há melhores do que as nossas rainhas Cerejas do Fundão!

Este fim-de-semana a festa está garantida mesmo que a produção de cereja seja mais tímida neste ano. Mas esqueçam lá o inverno rigoroso e a esquizofrenia do S. Pedro no que toca às coisas do tempo e vamos lá até Alcongosta a mais uma Festa a Cereja!

A festa promete ser de arromba com a Cereja como rainha da festa, com muita comida dedicada e inspirada neste fruto, com stands de artesanato, Animação de Rua, Tasquinhas, concertos e muitos passeios pelos pomares para que possamos sentir o verdadeiro significado que a cereja tem para as gentes da região.

É já amanhã que começa a festa com os Bombos de Alcongosta a chamarem as gentes.

As ruas estarão animadas com Gaitas da Beira, “Sons Pastoris” a cargo de alguns Grupos locais e regionais. À noite Jerónimo e Cro Magnon apresentação o seu mais recente trabalho em concerto.

festa cereja

Muita animação de Rua

As festas deste ano prometem muita animação de rua como a que irá acontecer na sexta-feira com a Fila Harmónica, A Banda, um grupo de Animação Teatral de Rua
ainda a espalhar a alegria os El Puntilho Canalha, vindos diretamente de Segóvia, Espanha, Xaral Dixie e grupos locais e regionais. No sábado invadem as ruas os Manta de Ourelos, Grupo de Folk Medieval do concelho da Covilhã , ainda os Xaral Dixie, El Puntilho Canalha e grupos locais e regionais.

No domingo haverá espaço para uma tarde tradicional com “Há Música no Adro” e grupos locais e regionais e ainda uma Arruada com a Banda Filarmónica Perovisense.

 

A Gastronomia é quem manda!

Uma esta dedicada à Cereja tinha de estar cheia de boa comida!

Do programa constam várias iniciativas como o Breakfast Market, a iniciativa Chefs de Palmo e Meio, com André Soares e Susana Falcão, o Live Cooking com o Chef João Alves, ou o Workshop de Cocktail, pela Escola Profissional do Fundão, a acontecerem na Sexta-feira.

A gulodice continua no sábado com o Breakfast Market, os Chefs de Palmo e Meio, com André Soares e Susana Falcão, Live Cooking com o Chef João Simões e o Workshop dedicado ao Gin de Cereja do Fundão.

No domingo repete-se o Breakfast Market, e há ainda espaço para os Chefs de Palmo e Meio, com André Soares e Susana Falcão e um Live Cooking com o Chef Diogo Rocha.

 

Música para todos!

A música também marca presença durante os três dias da Festa da Cereja em Alcongosta, com o concerto de Fado Lélé na Sexta e os The Soaked Lamb no sábado.

Motivos não faltam para irmos até Alcongosta no Fundão e matar as saudades de umas belas cerejas!

Os Santos do Bairro fazem milagres!

Ah Junho, Junho! Quem não gosta de Junho? Impossível não se gostar do mês que nos devolve o calor e nos enche o ar de deliciosos perfumes!

É o mês dos Santos Populares, dos arraiais, do inicio das férias do mais novos, da sardinha e dos convívios com os amigos, os vizinhos e aqueles que nunca vimos na vida!

Junho é um mês muito especial para os Portugueses e este ano juntamos a sardinha assada, o bailarico e com sorte, um europeu até à final com Portugal na liderança! Tudo augura para que seja um mês fabuloso!

Na Guarda a alegria sente-se como no resto do país, com os Bairros a unirem as pessoas e a prepararem as festas coloridas que irão animar os seus habitantes e trazer os vizinhos à rua!

Santo António vem cheio de alegria e a festa começa no dia 16 no Bairro de São Vicente, segue-se o dia 17 de junho com o Bairro da Luz a animar a cidade.

Alfarazes enche-se de cor e sabor no dia 18 e no dia 21 o Bairro do Bonfim assa as sardinhas para no dia 22 de junho a Sequeira alegrar a malta!

capa_santos_bairro

De 24 a 26 de junho na Praça do Município estarão patentes exposições de Artes e Ofícios e Stands Gastronómicos.

São João é rijo na cidade com a grande Feira a acontecer a 24 de junho nas zonas envolventes do Jardim José de Lemos e da Torre de Menagem.

Todos os Bairros irão animar as suas gentes e as que vierem com Feiras de Artesanato e com muita comida, mas cada um terá os seus eventos especiais, por exemplo, o Bairro de S. Vicente vai ter uma Arruada de concertinas e Animação de Rua com o Mikey e a Minnie, o arraial vai ser animado pelo conjunto “Quartz” e a noite aquecida pelo Dj Ruben Nave.

O Bairro da Luz vai apresentar a Boneca de Cristal a concurso e os “Renovação 3” darão o compasso para a dança, com a noite a terminar em torno da Fogueira de São João.

O Europeu vai marcar presença no Bairro de Alfarazes com a transmissão do jogo Portugal-Áustria em ecrã gigante. Os Tokadançar dão o mote à dança e a fogueira irá aquecer os presentes o resto da noite.

Na Póvoa do Mileu, que celebra o aniversário do Centro Social, a festa arranca com uma arruada de concertinas e com a apresentação da Boneca de Cristal a concurso, entre uma sardinha e um caldo verde divirta-se com o grupo de cavaquinhos do Centro Social da Póvoa do Mileu, e prepare-se para uma noite de Baile Popular.

No dia 21 o Bairro do Bonfim vai ser animado com jogos tradicionais, com o Grupo Jogo do Pau e poderá assistir ao espetáculo “A Vermelhinha”.

O Baile é da responsabilidade da Banda Blues Band da Guarda e à meia noite o Grupo Jogo do Pau fará um espetáculo de fogo.

Na Sequeira assista à apresentação de genérico da Marcha Popular da Sequeira e à apresentação da Boneca de Cristal a concurso, haverá ainda lugar à apresentação dos projetos musicais da Associação C.S.R da Sequeira e Rodas populares, com jogos.

A noite termina com um Baile Popular.

No dia 26 terminam as Festas dos Santos do Bairro com uma grande festa de encerramento que decorrerá durante todo o dia, com o Grupo “Gotinha de Água”, Fanfarra NemFaNemFum, Grupo de cavaquinhos do Mileu, apresentação das Marchas Populares, pela Associação Desportiva e Cultural de Alfarazes, Associação Cultural Social e Recreativa da Sequeira e Centro Cultural Social e Recreativo do Bairro da Luz, ainda um grande Baile com a Banda Kapital, o anúncio da Boneca vencedora e da Marcha vencedora deste ano.

A noite termina com a Queima da Boneca dos Santos Populares pelo Grupo Spirit.

Na Rota da Cereja

Estamos todos desejosos. Por esta altura, no ano passado, já tínhamos comido algumas. Este ano está difícil.

Começam a aparecer para nos satisfazer a gula.

São Pedro não nos ajudou este ano a podermos admirar a sua floração plena, mas o fruto já começa a despontar e esta é a altura mais deliciosa para sairmos ao caminho, de sapatilhas calçadas, mochila com algumas provisões e irmos passear pela Rota da Cereja.

Preparamo-nos para uma caminhada de quase 10km por entre cerejeiras e uma paisagem fantástica!

Começamos em Alcongosta e sabemos que este passeio durará cerca de 4 horas, podemos aproveitar para lanchar pelo caminho, sentados numa pedra a ouvir a natureza falar connosco – tem tanto para nos contar – e sabemos que no final voltaremos ao ponto de partida.

Em Alcongosta podemos admirar exemplares da antiga arquitetura doméstica, que é como quem diz, admiremos o casario que faz a identidade desta terra, com as suas varandas em madeira e paredes de pedra e terra.

A Igreja de Nossa Senhora da Anunciação é um edifício seiscentista digno de apreciação.

Aproveitemos para conhecer as suas capelas, a do Espírito Santo, datada de 1578, a capela do Mártir S. Sebastião e a do Calvário, marcas da fé destas gentes.

cerejeiras

A região da Cova da beira tem uma relação muito intima com a cereja, sendo conhecida em todo o país como um dos locais onde se cultiva aquelas que são, para muitos, as melhores cerejas do mundo – a Cereja do Fundão.

Quando floridos os cerejais são pequenos mundos de fantasia onde podemos sonhar com fadas e elfos, num mar de flores rosadas de uma beleza quase etérea.

Quando o fruto desponta o espetáculo é entre o verde e o vermelho, cores da nação, cores se puro sabor. Brilhantes cativam os nossos olhos e fazem-nos salivar!

Em Alcongosta a cerejeira é a árvore ícone da identidade da terra, e aqui a cereja é festejada com pompa e circunstância na Festa da Cereja que ocorre todos os anos e atrai milhares de pessoas em junho.

Mas nem só de cereja se vive em Alcongosta.

A cultura e as tradições são fortes por estas terras e a cestaria reserva em si segredos ancestrais e uma mestria de invejar.

As Cestas de Esparto são um dos ex-libris da terra, feitas através do esparto, uma planta recolhida na Serra da Gardunha, e a cestaria em verga de castanheiro são exemplos de antigos saberes e funções que podemos encontrar nas oficinas artesanais e nos “refogadouros”.

Caminhamos. Olhamos a paisagem. Comemos algumas cerejas. Colhemos outras que podemos guardar em cestos de verga ou esparto e sigamos a Rota da Cereja.

Ao longo do caminho encontramos alguns Miradouros onde podemos contemplar a paisagem que se estende até aos limites do sul da Serra da Estrela.

Passamos pela Casa da Floresta, antiga habitação de um dos guardas florestais da Gardunha e apreciamos a paisagem. Seguimos o caminho e passamos peça Quinta Serrana, pelo Souto do Mouro e pela Quinta de São Gonçalo.

Regressamos a Alcongosta.

cerejas

A Rota da Cereja é um calendário dos sentidos. Na Primavera, as cerejeiras vestem-se de branco a Gardunha num espetáculo único.

No verão o verde das árvores, pontuados pelo vermelho dos seus suculentos frutos atiçam a gula.

No outono os tons ocre, amarelo-alaranjado das folhas pintam a paisagem num quadro magnifico.

No Inverno a paisagem enche-se de neblina e os troncos cinzentos confundem-se com as pedras da paisagem num sono revigorante que as fará despontar na Primavera e começar tudo de novo.

Seia, a Porta da Serra da Estrela

A Serra da Estrela está cheia de encantos, segredos por descobrir, locais para nos perdermos na imensidão da natureza que nos arranca da nossa rotina e nos devolve o mundo.

São aldeias, vilas e cidades que apesar do estigma da interioridade que lhes teimam em conferir, se revelam pequenos universos singulares, de uma personalidade única que depois de descobertos nos fazem perceber que a palavra “interior”, aqui, ganha novos sentidos.

Há muito para encontrar na Serra da Estrela e cada um dos seus locais é mais, e tem mais, do que aquilo que podemos imaginar.

seiaaa

Vista de Seia

Na vertente norte da montanha encontramos Seia, um concelho grande em coisas para descobrir, locais para sentir e paisagens para nos perdermos.

Aqui é o teto de Portugal e qualquer altura do ano é boa para virmos até cá e perceber os seus encantos. Seja pela diversidade e beleza paisagística enquanto área de grande sensibilidade ecológica e um património biogenético único em Portugal, seja pela diversidade cultural que nos dá a conhecer a Serra, Seia é um local que merece a visita de todos os que a procuram como porta de entrada da Serra da Estrela.

No Inverno é a neve que chama as pessoas à Serra da Estrela e Seia é uma das principais portas de entrada.

Quando vier visitar a região, não se dirija diretamente à Torre.

Pare em Seia e descubra este concelho onde a ligação com a natureza se faz de forma privilegiada, marque um encontro com a gastronomia e as tradições e conheça o que torna a região tão especial. Sinta o vento fresco no rosto, aprecie a neblina que encobre a paisagem.

Descubra os cursos de água que cantam corredios pela montanha.

Pare o carro e veja o gelo que cobre as plantas.

O inverno na região é mais que neve e o frio lembra-nos que somos frágeis humanos, e quando entramos num restaurante ou café o calor que nos acolhe é mais que temperatura, é carinho, o corpo agradece e a alma reconforta-se.

Experimente os enchidos que nesta altura do ano são ainda mais deliciosos, e não se esqueça do queijo que derrete com o calor da lareira e cujo cheiro intenso nos lembra que a serra é genuína, tal como as suas gentes que têm sempre histórias para contar.

queijo

A Feira do Queijo é um dos eventos mais importantes de Seia

Em Seia guarde tempo.

Visite o Museu do Brinquedo ou o Museu da Eletricidade.

Conheça as tradições da região no Museu Etnográfico do Rancho Folclórico de Seia ou delicie-se no Museu do Pão. Passeie pelas ruas e conheça a Capela de S. Pedro e a Capela de Santo Cristo do Calvário, a Igreja da Misericórdia e a Igreja Matriz, a Fonte das Quatro Bicas, o Solar dos Botelhos, o Pelourinho, ainda a Casa das Artes e a Fonte da Casa das Obras.

E porque não ficar a saber mais acerca da Serra da Estrela?

Em Seia encontra o local ideal para isso mesmo, o Centro de Interpretação da Serra da Estrela – CISE, pode ser o ponto de partida para que depois no terreno, conheça as belezas que a Serra encerra.

museu eletricidade

Museu Natural da Electricidade

Na primavera a Serra enche-se de um verde luxuoso e flores que pintam as encostas.

Assista ao degelo e veja como a Serra acorda do sono do inverno, com os riachos a acompanharem o cantar dos pássaros num concerto único.

Respire o ar puro e sinta-se parte da natureza.

Passeie pela Mata do Desterro ou faça a Rota das Aldeias.

No verão o calor pode ser intenso mas há sempre uma fresca brisa para nos refrescar.

A Praia Fluvial de Loriga é a mais conhecida da região e a mais procurada, e este ano recebe, mais uma vez, a Bandeira Azul.

As suas águas frias e a paisagem envolvente fazem deste local um sitio privilegiado para uns dias longe da azafama das praias do litoral, mas há mais locais para descobrir junto aos rios, é só caminhar, explorar e deixar-se encantar.

No outono a montanha veste-se de cores!

O ocre, mistura-se com o verde o amarelo e o castanho num quadro que nos remete aos sabores e cheiros da estação.

As compotas, os enchidos, os licores e os cogumelos! Descubra-os em Seia e aproveite para comprar um cobertor de papa ou umas pantufas de pele para se preparar para o Inverno.

montanha

Explore a Paisagem da Serra da Estrela

Há muito para ver no concelho de Seia.

Muito para descobrir, seja em que altura do ano for! Marque encontro com a Natureza!

 

Fotografia: Guia da Cidade, CISE, Câmara Municipal de Seia

Visitamos o Falcão Medieval?

Portugal é um país cheio de história e histórias para contar.

Um pequeno mundo cheio de testemunhos que nos remetem a um passado que nos permite sonhar. Cavaleiros, princesas, reis e donzelas. Guerras de honra e mercados a borbulhar de vida e cheiros.

Os centros históricos são palcos para a imaginação e nela podemos viajar.

É com base neste imaginário e de forma a promover, potenciar e proteger os centros históricos, com a vantagem de poder servir como aulas de história vivas, que se fazem eventos como o que vai acontecer em Pinhel nos dias 3, 4 e 5 de junho.

A cidade Falcão vai transformar-se numa gigantesca máquina do tempo que nos levará até épocas medievais com um conjunto de atividades pensadas ao pormenor para que os visitantes, ou viajantes, tenham uma experiência enriquecedora e divertida.

feira medieval pinhel

 

A Feira Medieval da Cidade Falcão é mais que uma festa, é um evento que pretende reviver a história para que esta não caia no esquecimento, fazendo com que os habitantes e visitantes valorizem o património cultural de Pinhel.

Serão três dias em que a cidade se enche de uma vida teatral fascinante, com direito a que possamos passear e comprar no Mercado Medieval, provar deliciosos néctares nas Tabernas que percorrem o Centro Histórico, participar na Ceia Medieval, assistir ao Assalto ao castelo, ver o Voo do falcão, presenciar a Grande Batalha, deslumbrarmo-nos com Fogos de Artifício e com toda a animação que enche as ruas de Pinhel por estes dias.

Fim-de-semana para Estrela Grande Trail

É já este fim-de-semana, 21 e 22 de maio,  que os bravos e corajosos atletas se metem à montanha para percorrerem a dura prova deste ano do Estrela Grande Trail!

page6-1004-full

A prova arranca de Manteigas e percorre a Serra da Estrela em diferentes provas: a Estrela Grande Trail, uma prova de corrida em montanha de 90 km com 11000 metros de desnível acumulado e que consiste percorrer os trilhos no coração da serra.

A Estrela SkyMarathon®, uma prova de corrida em montanha de 46 km com 4400 metros de desnível acumulado.

E a Estrela, prova de corrida em montanha de 26 km com 3000 metros de desnível acumulado.

Para os menos dados ao desafio extremo existe ainda a Caminhada que dá a volta pelos trilhos da Green Tracks.

No dia 20 terá lugar o Briefing Ultra EGT®, Estrela SkyMarathon® e Estrela EGT, e no dia 21 começa o grande desafio, logo às 5h00, com a partida do Ultra EGT agendada para as 6h00 sendo que às 9h00 arrancam os atletas que participam no Estrela SkyMarathon com 46 km.

Às 10h00 começam a correr os participantes do Estrela EGT 26K, e passados 15 minutos os atletas da Caminhada.

page6-1028-full

As provas competitivas da Estrela Grande Trail são eventos exigentes, que ocorrem em semiautonomia em plena montanha.

É necessário estar em boa forma física e ter experiência neste tipo de eventos. os participantes têm que estar preparados para gerir as condições da corrida por vezes difíceis e a sua condição física e mental decorrentes da enorme fadiga. É, por isso, um desafio imperdível para os aficionados desta modalidade.

Esta é uma prova exigente e de grande beleza, decorrendo na Serra da Estrela utilizando muitos percursos que já fazem parte das pequenas rotas já existentes na montanha.

Os atletas irão percorrer o zonas do Parque Natural da Serra da Estrela nos parâmetros exigidos pelas entidades que gerem este parque.

page6-1031-full

Como em qualquer competição haverá prémios para os vencedores: Estrela Grande Trail® 90 km com troféu e prémio para os cinco primeiros homens e mulheres, na prova Estrela SkyMarathon® 46 km serão entregues troféus e prémios para os três primeiros homens e mulheres, na prova Estrela 26 km há troféu e prémio para os três primeiros homens e mulheres.

Esta é uma prova que terá classificação por categorias determinadas pela ATRP e classificação para a Taça Portugal de SkyRunning®.

 

Fotografia: Estrela Grande Trail

 

Recomendamos:

Covilhã, a Serra Cosmopolita

Quando nos aproximamos da Serra da Estrela pela sua vertente sul vemo-la no seu esplendor, trepando a Serra como quem quer chegar ao céu.

Distingue-se do resto da paisagem pela sua singularidade urbana, assumindo a sua posição de cidade serrana por excelência.

A Covilhã não passa despercebida, não apenas por ser a Porta de Entrada de quem procura o topo de Portugal Continental, mas pela sua soberania que de noite recorta em luz esta vertente.

É a cidade dos tecelões e que quer tecer o seu futuro em fios de sucesso, tal como já o fez no passado.

Quando chegamos à Covilhã sabemos que estamos na Serra da Estrela. Não porque o seu casario nos relembre isso, até porque falamos de uma cidade que se tem modernizado e pretende enfrentar o futuro como um núcleo cosmopolita que aposta na arte contemporânea e na ciência como motor impulsionador de desenvolvimento, mas porque sobe, e sobe muito!

Mas vamos até ao passado para percebermos o presente e o futuro desta “cidade de montanha”. Sabemos da importância que a industria em torno na lã teve no desenvolvimento da Covilhã, mas poucos (os de fora), sabem que este foi um dos mais importantes núcleos Judaicos do país, a par de Belmonte, Guarda ou Trancoso.

Assume-se que foi essa comunidade, muito numerosa na Idade Média, que impulsionou a industria em torno na lã, fazendo uso dos recursos que a Montanha disponibilizava e as suas características geográficas singulares, com as ribeiras da Carpinteira e de Goldra a fornecerem a preciosa água necessária a esta industria, e todas aquelas relacionadas com o incentivo advindo do pastoreio.

A industria foi-se desenvolvendo e a Covilhã marcou a sua posição no mapa económico nacional pela sua importância na área têxtil, a sua paisagem tornou-se “industrializada” e a cidade começou a crescer tanto fora como dentro das muralhas transformando-se numa cidade única em termos de evolução urbana, e assim foi até a década de 70 do século passado, altura em que a industria dos lanifícios sofreu um terrível revés.

Mas a Covilhã não se deixou quebrar, apostando no ensino com a conversão do Instituto universitário em Universidade e trazendo milhares de estudantes de todo o país à cidade.

O século XXI traz nova vida e novos projetos à Covilhã que aposta numa nova visão arquitectónica, com a construção de alguns equipamentos que demonstram essa visão de futuro como é o caso da vertiginosa Ponte Pedonal sobre a ribeira da Carpinteira, com 52 metros de altura, 220 metros de comprimento e 4,40 metros de largura, medidas que fazem dela uma das maiores de Portugal.

ponte-carpinteira-perfil

Ponte Pedonal

Uma ponte destinada ao ciclismo e à caminhada, construída sobre o vale da Carpinteira e as colinas de granito do fluxo do rio, onde as fachadas das fabricas vazias e as paredes de secagem de lã podem ser observadas, e que ziguezagueia no seu sinuoso desenho com uma tensa geometria que interfere com a orientação visual e com a percepção das alturas dominantes da Serra da Estrela e da vastidão da Cova da Beira.

Quem passeia pela Covilhã tem de preparar as pernas para o que o espera.Terá de subir e subir muito. Podemos sempre utilizar o Funicular Santo André que nos ajuda a subir 90 metros até ao topo da cidade, mas não é a mesma coisa.

Na Covilhã nasceram navegadores e cosmógrafos como Pêro da Covilhã, os irmãos Francisco e Ruy Falerio, ou o mestre José Vizinho, ainda homens das artes como Frei Heitor Pinto, Eduardo Malta, Cosra Camelo ou António Alçada Baptista.

Quando visitar a Covilhã não deixe de conhecer o Museu de Lanifícios.

Aqui encontramos o legado deixado por oito séculos de ligação à lã, sendo atualmente o centro de interpretação da Rota da Lã Translana que, com destaque para a Covilhã, não deixa de fora locais como Manteigas, Gouveia, Seia, Pinhel, Guarda e Penamacor.

museu

Museu de Lanifícios

O Museu de Lanifícios integra três grandes núcleos: o Núcleo da Real Fábrica de Panos, focalizado no período da pré e proto industrialização dos lanifícios (século XVIII), o Núcleo da Real Fábrica Veiga/Centro de Interpretação dos Lanifícios, com as valências de Núcleo Museológico da Industrialização dos Lanifícios (sécs. XIX e XX) e de Centro de Documentação/Arquivo Histórico dos Lanifícios, e ainda o Núcleo das Râmolas de Sol, um espaço ao ar livre constituído por um conjunto de râmolas de sol e um estendedouro de lãs.

Ao visitar o Museu é possível ficar a conhecer, para além dos edifícios das antigas fábricas, as colecções de máquinas, equipamentos, utensílios, produtos têxteis (lãs, fios, amostras têxteis, tecidos e peças de vestuário) ou ainda documentos textuais, cartográficos e iconográficos, patentes tanto na exposição permanente como em diversas exposições temporárias.

O Futuro

Mas a Covilhã não é daquelas cidades presas a um passado que fora de prosperidade, vivendo a pensar no que foi e não no que poderá ser.

Na Covilhã olha-se para o futuro e isso sente-se em todas as ruas, mesmo nas mais antigas, esta é uma cidade jovem, cheia de energia e que se quer destacar no panorama nacional, demonstrando que há muito no conceito de “cidade de montanha”.

É uma cidade que passa o exemplo de como nos podemos levantar e enfrentar o futuro por muito pesado que seja o presente. Isso vê-se nas fachadas das casas que outrora se deixaram ruir e que ganham nova vida – e que vida – com pinturas espantosas que demonstram que a Street Art é um dos meios para a renovação da cidade.

IMG_1549-cópia

Mural de Património da Covilhã

Estes murais são injeções de energia de uma beleza que comove, e aquilo que ainda é visto por muitos como uma arte marginal ou mesmo vandalismo, é encarado na Covilhã, por todos os seus habitantes, como um cartão de visita e como uma expressão de arte que reflete este reinventar que a cidade é!

A lã ainda vive na Covilhã, apesar de ter estado bem perto do fim. A industria reinventa-se e não chora as suas mágoas, muito pelo contrário, são vários os nomes que vincam a posição da lã, transformando-a em arte e em produto de qualidade superior, autenticas pérolas de design que refletem o modernismo da Serra da Estrela.

O Burel está na moda e é um produto que surpreende a industria e os criadores que encaram este tecido associado, antigamente, aos pastores, como um produto de elevada qualidade e muito nobre.

new-hand-lab-la

New Hand Lab

O New Hand Lab é o exemplo da visão de futuro da Covilhã para a lã.

Trata-se de uma empresa sustentável de tecnologia criativa e apaixonada, que apoia jovens designers, estilistas de moda fotógrafos e artesãos.

É um lugar feito por e para que os criadores locais possam desenvolver os seus trabalho, de forma completamente livre, tendo por base uma abordagem do séc. XXI.

Podíamos falar dos monumentos e das igrejas da Covilhã, ou falar das paisagens maravilhosas sobre a Cova da Beira que se vislumbram cá do alto e que inspiram quem as vê. Até podíamos falar das noites animadas nas ruas com bares e cafés que fazem as delicias da juventude que circula pela cidade. Mas não. Não falaremos acerca disso.

Não olhemos para o passado da Covilhã.

Pelo menos, não neste artigo.

Olhemos para o futuro, porque é lá que a Covilhã está. A “cidade de montanha” aposta no ensino de qualidade que se atesta na oferta da Universdidade da Beira Interior e nas parcerias que ela tem desenvolvido com as mais diversas entidades.

O futuro da Covilhã encontra-se no Parkurbis, o Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã e que é um instrumento de estimulo e de desenvolvimento da região, orientado para a criação de um clima de inovação permanente, potenciando a transposição para o mundo dos negócios, dos processos de conhecimento científico e tecnológico gerados nas instituições de investigação.

A UBIMEDICAL é também um dos exemplos da Covilhã orientada para o futuro. Trata-se de uma infraestrutura direcionada para a investigação científica e para o desenvolvimento tecnológico de incubação de projetos empresariais com transferência de tecnologia, instalação de start-ups e spin-offs de desenvolvimento de novos produtos.

A Covilhã é orientada para o que aí vem, mas não é por isso que esquece o que já foi.

A gastronomia regional continua a ser um dos principais aspetos que a prende ao passado serrano de outrora, e ainda bem que assim é para bem da nossa gula. Aqui encontramos os melhores queijos e enchidos da Serra da Estrela e a certeza é a de que, entre em que restaurante entrar, a comida será maravilhosa.

CasaHist

Casa da História

Também o turismo tem vindo a diversificar-se, apostando no facto de ser a cidade mais próxima da Torre, e mesmo que por aqui já não haja os nevões de antigamente ou as temperaturas sejam muito agrestes, a sua ligação à neve é ainda muito presente na memória dos turistas e continua, e continuará, a ser uma cidade de montanha, mas uma urbe que se quer moderna e cosmopolita mas sem perder a sua identidade, isso reflete-se no alojamento que tem disponível, com destaque para o restauro de edifícios com história, como o caso da Pousada Serra da Estrela ou da Casa com História que aposta no alojamento de charme e que é o perfeito exemplo do que a Covilhã é hoje – uma cidade de montanha, moderna, jovem e cosmopolita.

 

Fotografias: visitcentroportugal, casacomhistoria, sempreadescer.blogspot, wollfest.org, altiasi

 

 

A nossa Ecopista é a maior!

Quando o sol brilha e os pássaros cantam enchemo-nos de vontade de andar pelo mundo, observar o seu renascer, absorver todo o seu esplendor.

Somos afortunados, nós, os portugueses, porque vivemos num pequeno país cheio de contrastes e que nos dá o privilégio de usufruir de paisagens magníficas, seja com o mar no horizonte, seja com as mais belas e verdejantes planícies ou a mais bela das Montanhas.

Na região envolvente à Serra da Estrela existem pequenos mundos que nos fazem suspirar, e o melhor mesmo, é quando podemos passear por eles, e descobrir os seus encantos. Com esses factos em mente, várias entidades foram organizando Percursos Pedestres e ciclovias que nos permitem desfrutar destes pequenos mundos.

Uma das mais belas ciclovias é a Ecopista do Dão, a maior do país, com 49km.

1927673_1673938716181962_884764971740481176_n

Nos idos de 1988 a linha ferroviária que ligava Santa Comba Dão e Viseu foi desativada e para que não fosse engolida pela natureza decidiram transformar os carris num local onde todos pudessem usufruir da natureza envolvente, nasce em 2011 a Ecopista do Dão, a mais comprida de Portugal e, para muitos, a mais bela!

ecopista

Atravessando os Munícipios de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão este é um espaço onde os usuários ou visitantes podem apreciar o Dão em todo o seu esplendor.

Um projeto de enorme valor paisagístico, turístico e ambiental, que permite que o Homem se funda com a natureza. Seja para passeio ou para fins desportivos, esta Ecopista é uma das pérolas mais acarinhadas pela população local que a vê com orgulho e que a respeita.

cover ecopista

Quem por aqui se passeia ou faz desporto pode apreciar a Albufeira da Aguieira, em Santa Comba Dão, e a Serra do Caramulo, em Tondela, dois dos elementos incontornáveis do mosaico paisagístico da Ecopista.

Saindo de Santa Comba Dão a Ecopista acompanha o rio Dão e o seu afluente, o Rio Paiva, afastando-se mais à frente embrenhando-se na natureza onde podemos ver castanheiros, carvalhos e sobreiros, vinhas, campos de cultivo e aldeias, com a Serra do Caramulo a Norte e a Serra da Estrela a Sul.

A pé ou de bicicleta, esta Ecopista é um local que proporciona momentos de lazer inesquecíveis, revitalizando o corpo, mente e a alma.

As pistas verdes, ou Ecopistas, constituem um conjunto de percursos que tiram partido de antigas plataformas de ferrovias desativadas e podemos encontrar várias um pouco por todo o país, uma ótima forma de rentabilizar estes espaços e permitindo-nos usufruir da natureza e paisagens envolventes.

Este tipo de equipamentos constitui uma rede que se espera vir a cobrir todo o território português, procurando, igualmente requalificar o património edificado e devolver-lhes nova vida e função, como sejam as estações.

Aproveite os dias de sol que se avizinham e vá conhecer a Ecopista do Dão!

 

Gosta de caminhar?