Festival Extra WOOL na Covilhã

Até dia 25 de outubro a Covilhã acolhe mais um WOOL – Festival de Arte Urbana da Covilhã. São duas as paredes do centro histórico que serão renovadas com uma pintura assinada pelos artistas Pantónio e Samina.

Esta é uma edição de pequena dimensão devido aos cortes orçamentais que o Festival sofreu, apelidando-se Extra Wool, já que a organização não quis deixar de fazer algumas intervenções e contribuir para revitalizar o Centro Histórico da Covilhã.

Os artistas são convidados a captar a essência do que é o local e a cidade.

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As paredes a serem intervencionadas situam-se na Rua Direita e junto à Igreja de Santa Maria.

Esperam-se trabalhos de grande qualidade à semelhança de outros que já existem e que foram distinguidos como sendo das melhores e mais populares peças de arte urbana.

O WOOL – Festival de Arte Urbana da Covilhã propõe-se utilizar diversas paredes da cidade como suporte para intervenções de artistas urbanos com o objetivo de potenciar este tipo de evento no interior, aproveitando para despertar o interesse da comunidade pela cultura e a arte contemporânea, dotando de uma nova aparência estética os locais intervencionados e permitir construir um roteiro de arte urbana na cidade.

O processo de criação pode ser acompanhado ao vivo pelo público.

O nome do Festival está intimamente ligado ao passado têxtil da cidade, e o facto de ser em Inglês – WOOL – que em português quer dizer Lã, proporciona ainda a possibilidade do jogo de palavras com o seu quase homófono WALL que quer dizer Parede em Português.

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Pantónio nasceu nos Açores e desde cedo que é um apaixonado pela arte, tendo já ganho vários prémios pelos seus trabalhos. Em 2011 e 2012 participa no Festival de Arte Urbana Walk&Talk Açores, na residência artística ARTUR e na exposição colectiva de artistas urbanos, “Além Paredes” da Galeria António Prates. Em 2013 expõe série de pintura, em Lisboa, chamada “IR” e seguidamente “IRA”. Desde então, têm circulado por todo o mundo pintando grandes murais, integrando projectos de destaque! Um trabalho para se acompanhar bem de perto pelo centro da Covilhã, na Rua Direita.

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Samina está a trabalhar no centro histórico da cidade (Rua das Portas do Sol nº 87) e por lá deixará a sua marca única, com um trabalho que procura diferentes e empolgantes formas de expressar a sua visão de espaço e que permanentemente desafia a técnica do stencil, resultando em obras complexas e emocionantes, que refletem igualmente o conflito entre a geometria rígida e a forma natural do ser humano.

Um trabalho que se baliza entre as suas raízes na Arquitetura, o seu interesse pelo Design Gráfico e os anos de constante procura de algo novo pelas ruas de Lisboa.

Desde 2010, colaborou com inúmeros artistas em vários projetos de destaque que decorreram em países com Espanha, França, Países Baixos, Brasil, Turquia e Índia.

 

O Borrego é Rei na Carrapichana

Somos apaixonados pela nossa gastronomia e não poderia ser de outra maneira, já que vivemos numa região onde os produtos ganham outro sabor e onde a generosidade da natureza torna os nossos alimentos mais ricos e generosos.

Há que celebrar a nossa gastronomia e não apenas no queijo! Na Carrapichana, localidade de Celorico da Beira, nos dias 24 e 25 de outubro o Borrego é rei e as gentes os seus mais fieis súbditos que aguardam por este fim-de-semana dedicado a esta iguaria, ansiosos por fincar o dente nos mais diversos pratos inspirados nesta carne doce e tenra.

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O Borrego é motivo de festa rija na Carrapichana, seja no prato ou por cozinhar!

O programa está recheado de momentos com destaque para o Seminário do produtor/agricultor no sábado, o II Todo-o-Terreno Lusco Fusco, um Live Cooking proporcionado por “temperos.com” e ainda um concerto com os Red Mustang.

No domingo os destaques vão para a caminhada “Trilhos do Borrego”, Concurso Rebanho mais bem enfeitado e o concerto do Quim Barreiros às 16h30.

Mas há muito que ver, fazer e provar nesta que é já a nona edição do Festival do Borrego, como animação ambulante, Feira de Artesanato e Produtos Regionais, Música Tradicional e Folclore.

Nos próximos dias 24 e 25 de outubro, prepare o apetite e venha deliciar-se no festival do Borrego promovido pela Confraria do Borrego na Carrapichana em Celorico da Beira.

Venha daí a Semana do Caloiro da Guarda

E lá vão eles de capas negras traçadas, celebrando a vida de estudante na cidade mais alta. Vem aí a festa que dá as boas vindas aos novos estudantes do Instituto Politécnico da Guarda, venha daí o Caloiro.

A Semana do Caloiro está marcada para a semana de 2 a 9 de Novembro e conta com um cartaz cheio de animação que irá garantir bons momentos aos estudantes e a quem quiser deslocar-se ao Pavilhão Municipal e passar bons momentos com o verdadeiro espírito académico.

A Semana do Caloiro arranca com o Arraial da Cerveja no Bar Académico, e o dia 3 é dedicado ao Caloiro, também no Bar Bacalhau, com o Dj Left e Oliver Clark a animarem os estudantes.

Os momentos mais altos da Semana do Caloiro começam a partir do dia 4, quarta-feira, com uma noite comandada pelas Tunas, com a Egitunica e a Copituna a reinarem nesta festa que ainda contará com a participação dos À Meia Noite nas Eólicas e Virgilio Faleiro.

Na quinta-feira o Pavilhão Municipal recebe o Quim Barreiros, um dos mais apreciados artistas nacionais pelos estudantes e que tem sempre presença garantida nestas festas. A noite contará ainda com atuações dos Banco de Jardim e Insert Coin.

O dia 6, sexta-feira será preenchido pelos guardenses The Undercovers e Hi-Fi. O cabeça de cartaz da noite é Juvencio Luyiz, e atuarão ainda Diego Slash e É Nóis.

AGIR é o nome em destaque para sábado, numa noite que contará ainda com a participação de Dj Left, XPTO e os Meninos do Rio.

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Os mais resistentes tem ainda a noite de domingo para esgotar a energia restante com o Baile do Caloiro no Bar Bacalhau.

Podem comprar os bilhetes na secretaria da Associação Académica da Guarda. O bilhete geral custa 23 euros para sócios da AAG.

 

 

OuTonalidades traz PZ à Guarda

Até dezembro o país vai ser invadido com música ao vivo!

Está aí mais um OuTonalidades, o circuito português de música ao vivo que volta a palmilhar o país de lés-a-lés, através de uma alargada rede de espaços abetos à diversidade das músicas que se fazem em território nacional.

A Guarda não foge à regra e associa-se ao OuTonalidades, recebendo no Café Concerto do teatro Municipal da Guarda o Portuense PZ, num concerto com entrada gratuita, na próxima quinta-feira 22 de outubro.

PZ é Paulo Zé Pimenta e começou a fazer música no seu quarto com um computador, um sampler e um ou dois sintetizadores. Agora diz que faz música desfragmentada, cortada aos bocados entre as perdas de memória. PZ vai construindo a sua identidade neste seu mundo multifacetado e multidisciplinar. A coerência é dividida em mundos paralelos que vivem em dimensões próprias.

 

O OuTonalidades segue, assim, a sua missão de incentivo à circulação da música ao vivo em espaços de café-concerto, bares associativos ou pequenas salas.

Este é um evento reconhecido entre promotores e artistas que, resistindo aos tempos adversos, continuam a fazer do OuTonalidades uma marca anual incontornável da sua intervenção cultural e artítica.

O circuito é coordenado pela d’Orfeu Associação Cultural, em colaboração directa com inúmeros parceiros (Municípios, Teatros, Associações), na consolidação de uma grande rede de programação que junta grupos emergentes e reconhecidos, todos de inegável qualidade, para grandes noites de Outono.

Inserido na iniciativa o Café-Concerto do TMG irá receber, ainda, os concertos de We Bless This Mess no dia 12 de novembro e de Lavoisier no dia 3 de dezembro.

Os vencedores do Festival Cine ’Eco 15

O cinema ecológico invadiu Seia na passada semana em mais uma edição do Cine’Eco, cujo vencedor foi o filme filipino “Paraíso” com assinatura de Nash Ang, que dá a conhecer o efeitos do Grande Tufão Haiyan.

Trata-se de um documentário ao estilo “cinema direto” que mostra a vida das pessoas e crianças filipinas, um mês após a passagem do Super Typhoon Haiyan em 2013, um dos mais fortes registados na Terra como consequência das mudanças climáticas.

O filme brasileiro “Tapajós: Um Rio em Disputa”, de Marcio Isensee e Sá, foi o vencedor do Prémio Lusofonia e retrata a luta das populações locais contra a construção de sete barragens previstas pelo governo federal na bacia de uma das mais belas paisagens do oeste do Pará e que irão afetar a vida dos ribeirinhos e indígenas.

O Prémio Antropologia Ambiental foi atribuído ao filme canadiano “Todo o Tempo do Mundo”, de Suzanne Crocker, sobre a experiência radical de uma família, um casal com três filhos, que viveu nove meses numa cabana na mata gelada do norte do Canadá, sem eletricidade, água corrente, comunicações e relógios.

Este filme venceu, também, o Grande Prémio da Juventude.

O Prémio Educação Ambiental foi atribuído ao filme “Contenção” de Peter Galison & Robb Moss, um didático ensaio sobre os perigos da energia nuclear, as matérias e resíduos indestrutíveis que vão perdurar indefinidamente na natureza.

A animação espanhola “João e a Nuvem” foi a vencedora do Prémio Curta-Metragem Internacional. Uma curta de Giovanni Maccelli que conta a fabula de um menino que faz amizade com uma nuvem e viaja pelo mundo cinzento dos adultos.

O prémio Séries e Documentários de Televisão, foi atribuído ao filme sueco “Passar-se de Carl Javér, um mosaico histórico sobre a comunidade alternativa criada no século XX, em Ancona na Suíça e que antecipa o modo de vida do movimento hippie dos anos 60.

“A Doença da Murchidão do Pinheiro da Europa”, de Paulo Leitão e Tiago Cerveira, de Oliveira do Hospital, foi o vencedor do Prémio Lusofonia Panorama Regional, e é um filme sobre a prevenção e combate a esta doença que tem afetado estas árvores características das nossas paisagens, filme que recebeu ainda o mesmo galardão atribuído pelo Júri da Juventude.

A edição deste ano do Cine’Eco encerrou com a realização da Conferência Alterações Climáticas, no CISE- Centro de Interpretação da Serra da Estrela que contou com a participação de Carlos Filipe Camelo, Presidente da Câmara Municipal de Seia, Francisco Ferreira da Quercurs, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Francisco Teixeira da Agência Portuguesa do Ambiente.

 

 

A serra pelo Olhar do Manuel

“Boa tarde Manuel! Continuamos muito interessados em fazer um artigo acerca do teu trabalho! Fico a aguardar!”. “Olá. Obrigado. Já comecei, mas nem sempre tenho paciência para escrever, sou mais de imagens…”.

Quando, em junho, vagueava pelo facebook num daqueles passeios comuns, que na maioria das vezes nos leva a lugar algum, encontrei uma fotografia, partilhada por alguém, já não me lembro quem. A fotografia prendeu-me o olhar, não apenas pelo que retratava (uma paisagem da Serra da Estrela), mas como a retratava. Ia para além da simples captação de uma paisagem. A luz, o enquadramento, mas principalmente, o que me fazia sentir, foi inspirador. Virei o ecrã e mostrei à minha colega que, tal como eu, ficou uns segundos a olhar para aquela imagem e deixou sair um “uau”.

Procurei mais trabalhos do Manuel Ferreira, até que encontrei a página do facebook dele, com um leque de imagens semelhantes àquela que me tinha levado ali.

Todas elas me contavam uma história diferente.

Todas elas me davam vontade de as escrever.

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Não foi difícil chegar à conversa com o Manuel Ferreira que, prontamente, nos cedeu algumas fotografias para ilustrarmos a região de Folgosinho, aldeia que lhe é muito querida também. Mas nós queríamos mais que fotografias, queríamos conhecer o olhar que as captou. Lá conseguimos convencer este homem, que escreve com imagens a confessar-nos, com palavras, qual era o segredo por trás da magia que conseguimos sentir nas suas fotos.

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É um homem de imagens com paixão pela natureza.

Licenciado em Geografia, viu o seu amor pela fotografia crescer aquando da necessidade de fazer alguns registos paisagísticos naturais. Foi nesse contexto que comprou a primeira máquina fotográfica, uma Mustek de 4 Megapixels, companhia nas saídas de campo de algumas cadeiras do curso.

Para realizar a tese de final de curso, onde fez o levantamento fotográfico e georeferenciação, cartografando digitalmente vários percursos pedestres, TT e BTT do concelho de Gouveia, compra uma Konica Minolta (Bridge) e a paixão cimenta os seus alicerces, mas manteve-se tranquila, reacendendo a sua chama quando Manuel se torna o fotografo de serviço da passagem de ano 2012-2013.

É a partir desta altura que a fotografia se assume como parte integrante da sua forma de estar na vida.

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Manuel Ferreira define-se como uma pessoa observadora, atenta ao meio envolvente e a fotografia é a melhor forma de se expressar.

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A Serra da Estrela sempre fez parte da vida deste fotografo e as suas ligações ao meio fazem com que Serra seja um elemento inspirador que tem alimentado e consolidado o seu interesse pela arte de fazer fotografia, e não há uma estação do ano, um dia ou mesmo uma hora que ele considere única para fotografar.

Todas os momentos são especiais na Serra.

“Há sempre algo para descobrir, para explorar, para captar”.

Confessa, no entanto, que o facto de estudar a natureza e a sua relação com a mesma lhe permitiu conhecer as suas dinâmicas, belezas e os seus sinais.

“A luz define e molda a paisagem, por isso a hora dourada, o nascer e o pôr do sol são, para mim, as horas do dia de eleição. O amanhecer, pelos tons ainda frios e a vista privilegiada que temos das Penhas Douradas sobre a meseta ibérica e pôr do sol pelo vasto horizonte (Lousã, Caramulo, Luso) e pelas cores quentes, do ano. Como é óbvio a neve na serra cria um certo êxtase e ânsia de fazer fotografias diferentes de todas as outras serras de Portugal, mas adoro o Outono pelas cores e tons, a primavera pela vida que acorda depois do Inverno e o Verão pelo dinamismo que ganham certas zonas, como praias fluviais. Resumindo, sempre diferente, sempre interessante, sempre motivado por fazer diferente dos outros olhares e mostrar o que esta Serra tem de melhor”.

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Apesar de ser um apaixonado pela Serra e pela fotografia, Manuel não é um daqueles aficionados que anda sempre com o equipamento à mão, não vá surgir o momento perfeito para uma fotografia, utilizando o telemóvel para o que chama de “registos de ocasião”.

Costuma sair com o propósito de fotografar, idealizando um cenário para a fotografia perfeita o que, segundo o mesmo, raramente acontece, acabando por transformar a sua visão numa tela em branco à espera de ser pintada, variando sempre com o estado do clima que, “como sabemos a estas altitudes está em constante mudança”.

Fotografar, para o Manuel, começa por ser um ato racional que rapidamente se transforma numa ação emocional assim que pega na máquina acabando por fazer várias fotografias do mesmo lugar com enquadramentos diferentes e esperando por uma luz ou uma sombra melhores, sendo que não existe um local que lhe seja favorito para fotografar, todos têm uma essência diferente conforme a altura do dia ou do ano.

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A paixão de Manuel pela Serra está visível nas suas fotografais, é algo quase papável, mas neste momento o seu modelo de eleição não é uma paisagem e imana uma luz muito própria que apela ao coração do Manuel como nenhum outro modelo o poderá fazer, o seu filho de dois meses.

Registos diferentes com emoções diferentes.

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Quando vemos uma fotografia do Manuel é inevitável não ficarmos presos a ela, guardando alguns momentos para entrarmos na mesma.

Não é apenas uma paisagem, muito menos uma fotografia bonita.

É o captar de um momento, guardado na perfeição de uma imagem.

Seja pela luz, seja pelo movimento, seja pela carga emotiva que uma paisagem pode despertar em quem a vê. Dá-nos vontade de entrar nesse quadro e lá nos perdermos. Se é isso que o Manuel pretende que sintamos nas suas fotografias? Acredito que sim.

Manuel Ferreira é daquele tipo de fotógrafos que capta com intenção, tentando que fique impressa na imagem a emoção que o fez tirar a fotografia naquele momento, com determinado ângulo, luz ou sombra. Tal como um poeta, mostra em imagem o que um poeta transmite em palavras. Não o faz por fazer nem por mero senso estético.

A Serra tem paisagem belíssimas, não é difícil encontrar um cenário perfeito para uma fotografia bonita, mas difícil é captar o que esse cenário nos faz sentir, e é aí que reside a arte de Manuel.

“Tirar fotografias é fácil, FAZER  fotografia requer algumas técnicas, respeitar algumas regras… cada um é livre de mostrar o seu olhar e de se expressar, mas como num texto, a maior parte das pessoas sabe escrever, mas será que toda a gente escreve bem?! Toda a gente interpreta da mesma maneira?! Não, na fotografia é a mesma situação, temos de fazer com que o público veja aquilo que queremos mostrar numa imagem só e para isso é necessário ter noção do ângulo fotográfico, da profundidade de campo e das demais variantes fotográficas, para que todos que a vejam, percebam o enquadramento e mais facilmente a interiorizem e apreciem”.

Mas mais que técnica é preciso ter emoção e é isso que captamos nos trabalhos deste fotografo.

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Há vários locais que Manuel Ferreira aconselha para captar boas fotografias como o Covão Dametade, Penhas Douradas, Bosque de São Lourenço, Vale Glaciar de Manteigas ou o Polo do Inferno. Apenas alguns dos locais desta vasta Serra.

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São fotografias que fascinam não apenas quem aqui vive.

Os seus trabalhos não nos fazem achar que é apenas uma fotografia bonita, é uma imagem que nos faz deixar sair um “uau” e isso é, para mim, o mais importante.

 

Tânia Fernandes

Fotografia: Manuel Ferreira

 

 

O Serra da Estrela é mais que um cão

É o melhor amigo do homem. Tem quatro patas, uma cauda e muito pelo. A energia deles parece inesgotável e têm o dom de alegrar o dia de quem não prescinde da sua companhia. Os latidos e uivos noturnos são um mal menor para quem sabe que o amor de um cão é para toda a vida.

Na Serra da Estrela há uma raça muito especial de cães.

Animais que são o exemplo perfeito desse dito que afirma que o “cão é o melhor amigo do homem”.

O Cão Serra da Estrela é mais que um amigo, é um compincha fiel, um companheiro que ajuda a que os longos dias dos pastores na Serra sejam mais fáceis de suportar. Um amigo que ajuda no trabalho e que com afinco e dedicação ajuda os pastores a controlarem os rebanhos. São animais resistentes de personalidade e meiguice forte. Crê-se que esta raça descenda dos antigos mastins do Tibete, tendo com o decorrer do tempo, adequando-se às necessidades de guardador de rebanhos nesta região montanhosa.

No próximo sábado decorre, no Cartaxo, o 1º Encontro Global do Cão da Serra da Estrela, num evento que pretende juntar criadores, comunidade científica e público em geral, num dia dedicado a esta que é uma das raças caninas mais antigas da europa. Este encontro contará com várias atividades como oficinas, uma mostra canina, palestras, tertúlias, concurso de fotografia, entre outras atividades.

Há já um portal dedicado ao Cão Serra da Estrela, em www.caoserradaestrela.net, onde se pode encontrar diversa informação acerca desta raça de instinto protetor e fidelidade ao seu dono.

O cão Serra da Estrela é um animal tranquilo, pouco excitável, embora mais enérgico e agitado quando é jovem. É um excelente cão de guarda, muito vigilante e sempre alerta.

Nos seus genes está a necessidade de liberdade, imposta pelos anos a guardar gado na vasta serrania, por isso pode ser um cão teimoso e muito independente, possuindo uma inteligência notável e, por isso, é fácil ensiná-lo.

Quem tem um cão Serra da Estrela fala da sua meiguice, reconhecendo que é um animal dócil, afetuoso e brincalhão, sendo paciente e cuidadoso com crianças, idosos e pessoas frágeis ou com deficiência.

Desde 2010 que existe a Confraria do Cão Serra da Estrela cujos objetivos passam pela valorização histórica, patrimonial, cultural, social, lúdica e de trabalho desta raça, a par da promoção e divulgação do cão Serra da Estrela.

É importante preservar aquilo que é nosso, e o cão Serra da Estrela é uma raça especial, por isso deve ser preservada.

É um ícone da região.

Quando pensamos nas imagens bucólicas da Serra é inevitável não adicionar ao quadro as ovelhas, o Pastor e o seu fiel ajudante. Não é estranho passearmos pelas aldeias desta Serra e vermos estes amigos de quatro patas pelas ruas, com ou sem ovelhas, alguns a gozarem os seus anos de “reforma”, deitados a desfrutarem dos raios de sol no inverno.

Os habitantes das aldeias reconhecem os seus cães e tratam-nos como habitantes da terra. É esse o carinho e o respeito que as gentes daqui têm por estes animais. São mais que cães são, verdadeiramente, amigos!

 

Fotografia: Manuel Ferreira

 

 

Aldeias Históricas reconhecidas

A Associação de Desenvolvimento Turistico – Aldeias Históricas de Portugal viu o seu trabalho ser reconhecido, mais uma vez, na Feira do Património realizada em Coimbra, recebendo o Prémio de Internacionalização.

Vai representar Portugal na Bienal AR&PA em Espanha. O Stand das Aldeias Históricas nesta Feira foi o mais votado pelo Público.

Esta Associação tem como objecto promover o desenvolvimento turístico da Rede “Aldeias Históricas de Portugal” da qual fazem parte Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso.

A Feira patrimonio.pt Millennium bcp é um evento pioneiro que pretende promover o sector do Património Cultural enquanto bem que cria valor económico e social, sendo factor de atracção turística, gerador de receitas e fomentador do emprego.

Este ano teve a sua terceira edição e decorreu no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, nos dias 9, 10 e 11 de Outubro sobre a temática “Internacionalização do Património”.

 

 

 

Sabores de Outono em concurso de fotografia

Estamos no outono e a região enche-se de sabores e celebrações em torno dos frutos da estação. Para os aficionados da fotografia Trancoso está a organizar o 1º Concurso de Fotografia em torno da temática “Castanha e Paladares de Outono”.

Este concurso de fotografia tem lugar até dia 25 de outubro e procura apelar à criatividade de todos aproveitando para promover a Feira da Castanha e Paladares de Outono que ira decorrer nos dias 6, 7 e 8 de Novembro no Pavilhão Multiusos de Trancoso.

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Para este concurso consideram-se fotografias que retratem os diversos sabores e paladares desta estação do ano na região. Pede-se um olhar único e original sobre a realidade envolvente.

Não é necessário ser profissional da fotografia mas deverão participar a titulo individual. São permitidas apenas duas fotografias que podem ser a cores ou a preto e branco.

Preparem as máquinas fotográficas e mostrem a beleza que existe nos sabores e paladares do Outono na região, enviem as fotografias, até dia 25 de outubro, em formato digital para o email, org.feiras@cm-trancoso.pt.

Os trabalhos selecionados serão premiados e expostos na feira da Castanha e Paladares de Outono.

 

 

Os cinco Castelos mais belos das Beiras

Já devem ter reparado que na Heartbeat temos uma enorme paixão pelas Beiras, seja pela comida, as suas gentes e paisagens, seja pelas suas terras e património histórico.

Por cá gostamos de histórias, de contar experiências e esperar, com isso, que a vossa curiosidade seja espicaçada ao máximo, ao ponto de reservarem nas vossas agendas um dia ou mais, para visitarem os quadros que vos pintamos com palavras.

Reunimos com o intuito de fazer uma lista com algumas das coisas que mais gostamos na região, mas o rol não parava e tivemos de separar por secções.

Tendo em conta que, por aqui, como disse, gostamos de história, decidimos fazer uma lista dos Castelos mais bonitos cá das Beiras. Não foi fácil a tarefa. Implicou alguma discussão, até porque cada um “puxa a brasa à sua sardinha”, mas no final da demanda lá conseguimos reunir um consenso e, embora com algumas birras pelo meio, fizemos uma pequena lista que contempla cinco Castelos que consideramos serem retirados de contos de fadas, lusitanos claro, os mais belos da região!

A lista para escolha é grande e, considerando que nos distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu contabilizamos 31 edificações, dessas escolhemos 5.

Compreendemos que a nossa lista possa não reunir consenso entre os nossos leitores, o mesmo aconteceu por aqui, mas tivemos de tomar uma decisão e eis os 5 Castelos que, para a HeartBeat, são os mais belos da região:

 

Castelo de Belmonte

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Esta é a coroa de Belmonte, no distrito de Castelo Branco, um castelo medieval com ligações aos Descobrimentos portugueses e ao Brasil já que os seus alcaides pertenciam ao famoso navegador Pedro Álvares Cabral.

Trata-se de um castelo que possui vários estilos arquitectónicos, com traços românicos, góticos, manuelinos e setecentistas que demonstram as “aventuras” que viveu.

No alto dos seus 650 metros, este castelo vigia a vila e as terras circundantes, com vistas para a Serra da Estrela. Este Castelo está bastante bem conservado e é utilizado para vários eventos, tendo sido construído, no seu interior, um anfiteatro.

 

Castelo de Trancoso

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Do alto do seu planalto surge como um soldado protetor da nação.

Em Trancoso é rei e senhor. Lutou estoicamente ao lado dos cristãos contra os muçulmanos pela manutenção das fronteiras da nação. Aqui D. Dinis recebeu por esposa D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa.

Um castelo de estilos românico e gótico, os seus muros são reforçados por cinco torres. É um ponto de referencia turística nas Beiras. Aqui podemos ter uma ideia das batalhas que decorreram na região em tempos idos.

 

Castelo do Sabugal

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Este é um dos mais emblemáticos Castelos da região. Conhecido, também, como o Castelo das Cinco Quinas devido ao formato incomum da sua Torre de Menagem.

Domina a povoação e controlava a travessia do rio Côa.

Foi cárcere do poeta Brás Garcia de Mascarenha, célebre pelas suas aventuras.

Aquartelou as tropas inglesas que combateram napoleão. Sofreu as vicissitudes da história, mas hoje ergue-se imponente e é um dos ex-libris da região.

 

Castelo de Sortelha

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Numa pequena povoação onde a imaginação é convidada a fluir sem limites encontramos um Castelo que convida a sonhar.

No alto do seu monte vigia as terras que se estendem a seus pés, tão bem entrosado na paisagem e na arquitetura da aldeia que parece ter sido forjado pela própria natureza.

Aqui o mundo estende-se ao nosso olhar e as suas muralhas envolvem a aldeia num abraço protetor.

 

Castelo de Penedono

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Em Penedono, Distrito de Viseu, encontramos uma pérola medieval que parece saído de um conto de fadas.

Em posição dominante sobre a povoação, este pequeno castelo foi forte e residência senhorial.

Pequeno em estatura mas enorme na capacidade de nos fazer sonhar. A maior atração deste castelo são as vistas que proporcionam do alto dos seus 930 metros em relação ao nível do mar.

Seja qual for o Castelo que prefere, não deixe de o visitar de vez em quando. Leve a família e se tem filhos pequenos aproveite para viver pequenas aventuras recriando batalhas e salvando princesas!

 

Fotografias: Luis Morgado, Espirito viajante, pelaestradafora-maria,  Aldeias Históricas de Portugal.