Há Queijo e depois há o verdadeiro Queijo!

Sou fã de Queijo. Não sou especialista, entenda-se, nem muito lá perto. Sou fã. Daquelas pessoas que come e até vai perguntando como se faz e quais as diferenças de uns para os outros, mas no final apenas uma coisa me interessa, afincar-lhe o dente, seja acompanhado de pão ou não.

Já provei alguns queijos ditos famosos, o Camembert e o Roquefort franceses, os italianos Parmigano-Reggiano ou o conhecido Mozzarella di Bufala ou os suíços Gruyère ou o Emmentaler que alguns amigos que por estas terras vivem me apresentaram e que por terras lusas se podem facilmente adquirir num qualquer supermercado. Se são de “confiança” ou “dignos da representação” isso já não sei, mas a verdade é que, e aqui pela Serra da Estrela sabemo-lo muito bem, os ditos “queijos industriais” ou feitos para comercialização, não possuem o sabor genuíno, e isso, meus amigos, é uma grande lastima, mas já lá vamos a essa temática.

 

“O que não falta no mercado é queijo e todos os países têm os seus e defendem com unhas, ou garfo, e dentes o seu produto rotulando-o como sendo o melhor do mundo!”

 

O que não falta no mercado é queijo e todos os países têm os seus e defendem com unhas, ou garfo, e dentes o seu produto rotulando-o como sendo o melhor do mundo! Portugal que é um país pequeno tem dezenas de queijos de Denominação de Origem Protegida (que atesta a genuinidade e qualidade) de vários cantos da nação, todos eles dignos do titulo de “melhor do mundo”. Há o Limiano, o queijo de Serpa, o Queijo da Ilha, o de Cabra Transmontano ou ainda o Terrincho, entre muitos outros, que não vou enumerar aqui porque não vale a pena, até porque eu quero falar apenas de um.

Há um queijo especial. Absolutamente delicioso e que para mim merece o titulo de “melhor queijo do mundo”, pelo menos do meu mundo, dentro da gama de queijos que já provei claro. Um queijo que tanto me delicia na sua componente mole, amanteigada a escorrer do prato, como no seu estado mais duro, que se come em lascas e que arde na língua como pimenta implorando um gole de um bom vinho! Só há um lugar no mundo onde ele é produzido e, como já devem ter reparado, chama-se Queijo Serra da Estrela.

Numa pequena investigação descobri que existem dois tipos de Queijo da Serra da Estrela DOP, o velho e o Serra da Estrela. Ora este último, o Queijo Serra da Estrela é um Queijo curado, de pasta semimole, amanteigada, branca ou ligeiramente amarelada, com poucos ou nenhuns olhos, obtido por esgotamento lento da coalhada após coagulação do leite de ovelha cru, estreme, pela ação do cardo. Já o Queijo Serra da Estrela Velho é um queijo de pasta semidura e extradura, ligeiramente quebradiça, untuosa, de cor alaranjada / acastanhada, com poucos ou nenhuns olhos, obtido por maturação prolongada (no mínimo 120 dias) do primeiro queijo que aqui falamos. Um dos fatores que torna estes queijos únicos, além das mãos cheias de sabedoria que os confecionam, é o leite do qual é feito e que vem de raças muito especiais de ovelhas, são elas as raças Bordaleira Serra da Estrela e/ou Churra Mondegueira.

O Queijo Serra da Estrela DOP mantém a forma tradicional de fabrico e revela características que se atribuem ao leite e, portanto, à forma tradicional de maneio das ovelhas, é aqui que reside a grande diferença entre o verdadeiro Queijo Serra da Estrela DOP e aquele que se encontra nas grandes superfícies comerciais e que, na sua maioria, é confecionado com leite proveniente de Espanha, o que acaba por desvirtuar o sabor.

 

“Quando vim viver para a Serra admito que era daquelas pessoas que dizia gostar de queijo e apreciar o da Serra da Estrela, mas não conhecia o verdadeiro sabor, mais intenso, com personalidade própria que nos faz saborear a serra de um só trago.”

 

Quando vim viver para a Serra admito que era daquelas pessoas que dizia gostar de queijo e apreciar o da Serra da Estrela, mas não conhecia o verdadeiro sabor, mais intenso, com personalidade própria que nos faz saborear a serra de um só trago. “Procura um Queijo diretamente no produtor ou vê se é DOP (Denominação de Origem Protegida)”, disseram-me, e confesso que procuro sempre comer os “caseiros” aqueles que são feitos um pouco na clandestinidade, já que estas coisas da segurança alimentar (que respeito e admito serem importantes), vieram desvirtuar um pouco o sabor original dos produtos que passa, muito, pela forma como são confecionadas e pelo amor que lhes é colocado no manuseio do mesmo.

O uso da Denominação de Origem obriga a que o queijo seja produzido de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações que determina quais as condições de produção de leite, higiene da ordena e conservação do leite e fabrico do produto.

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Quem conhece o verdadeiro sabor do Queijo Serra da Estrela sabe que aquele que se encontra no supermercado não é o melhor representante. Quem por aqui vive tem o seu produtor favorito ou a sua loja de queijos de eleição que garante que aquilo que leva para casa é genuíno, o mesmo se aplicando ao requeijão, sobre o qual um destes dias conversaremos! Eu também tenho o meu produtor e loja favoritos e já dei por mim a discutir animadamente com alguns amigos qual o melhor produtor enquanto comemos um belo queijo, defendendo as nossas escolhas como se de um clube se tratasse. Há discussões também em torno do melhor, se o duro ou o amanteigado. Eu acho que cada um tem a sua época, prefiro o mole na estação mais fria e o duro no verão. E há, ainda, outro motivo de discórdia entre os apreciadores do queijo Serra da Estrela, como o cortar? Há quem retire as cintas que o impedem de colapsar no seu próprio peso de amanteigado deleite, o corte ao meio e o deixe escorrer em todo o seu esplendor pelo prato, outros há, como eu, que preferem retirar um “chapéu” no topo do queijo e ir retirando à colherada o seu delicioso interior até restar apenas uma oca casca. Qual a forma que você prefere?

Tânia Fernandes

A Dança Contemporânea em Viseu

Viseu aposta na cultura e o Teatro Viriato é o seu farol.

A cultura nas suas mais diversas formas. Para a semana a aposta vai para o corpo e a beleza que podemos extrair dele. A dança na sua ascensão e mística! New Age, New Time, uma mostra de dança contemporânea que durante uma semana vai dar a conhecer, na sua quarta edição, as mais recentes criações coreográficas que marcam a atualidade da dança em Portugal.

Este será mais que um encontro entre coreógrafos e programadores, entre interpretes e público.

Este ciclo convoca o público para a celebração da dança contemporânea.

A par da dança o público terá a oportunidade de assistir à projeção de um vídeo coreográfico pensado pelo coreógrafo Romulus Neagu com edição de Constantin Georgescu que reflete sobre a motricidade do corpo na dança e na natação, num trabalho que explora a potencialidade corporal que existe nos movimentos e diferentes ambientes onde ele se desenvolve.

Complementando este trabalho o público poderá apreciar a instalação de João Dias, com coprodução do Teatro Viriato, que simula um dos objetos do vídeo, uma piscina, na qual são projetadas imagens de movimento que o público pode manipular com as suas próprias mãos.

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No dia 21 vá até ao Teatro Viriato e deixe-se deslumbrar, a partir das 21h30 com “A Tecedura do Caos” de Tânia Carvalho, um trabalho que tem como motor a obra de Homero “A Odisseia”.

Neste espetáculo a viagem de Ulisses, a obstinação e a esperança do Herói, a sua frustração e a dor pelo adiado regresso a casa convoca a busca incansável dos doze interpretes pelo movimento. Tentar transpor algo como a “Odisseia” para o território da dança é sinónimo de provação, por isso Tânia Carvalho mantém uma infidelidade crua, mas firme ao texto de Homero, e invoca a sua esfera mais obscura ao mesmo tempo que tenta reagir instintivamente às exigências da dança e do movimento.

A crítica internacional especializada tem-se rendido à coreografia e à capacidade de construção de movimento por parte desta coreógrafa.

No domingo, a partir das 18h00 pode assistir ao espetáculo “Pastiche” de Luiz Antunes e Sérgio Diogo Matias, que neste trabalho revisitam o léxico e os processos criativos de coreógrafos emblemáticos da chamada “nova dança portuguesa”. É uma proposta pertinente e arriscada que resulta de forma positiva num exercício documental que ajuda à construção de uma memória coletiva da escrita coreográfica portuguesa.

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“Trovoada” invade o palco no dia 24, às 21h30, com Luís Guerra a articular, nesta nova criação, o seu universo estético com duas composições musicais originais interpretadas ao vivo pela pianista Joana Gama.

Em palco, uma figura algo negra e misteriosa movimenta-se entre sucessivos ambientes sonoros e cortes de luz, que criam a expectativa de que algo, por exemplo da dimensão do “Big Bang”, está prestes a acontecer.

Às 21h30 do dia 26 “Stretto” de Romulus Neagu onde um homem desalinhado tenta percorrer o caminho do silêncio, enquanto o movimento degrada-se, desarticula-se e o sentido perde-se num abstrato inconsequente. Um solo de dança que resulta do encontro entre três artistas de áreas diferentes, Romulus Neagu, João Dias e Ulrich Mitzlaff, que aprofundam pensamentos transversais e partilham, através de um universo performativo e visual intenso, um alinhamento de vivências individuais transformadas num amontoado de sensações físicas e afetivas.

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“Pântano” de Miguel Moreira encerra este ciclo às 21h30. Uma clara alusão a um espaço construído por peregrinos, pessoas que resolvem fazer uma profunda reflexão enquanto se deslocam. Ao longo de todo o espetáculo é transmitida uma postura de solidão e sacrífico que emociona mas que também conduz a uma zona de desconforto, despertando a urgência de reflexão sobre qual o lugar que cada um ocupa no mundo.

Os bilhetes para o New Age, New Time custam 5€ por espetáculo e 15€ para quem quiser assistir a todo o programa.

 

 

Vamos ao Cinecôa

Vila Nova de Foz Côa enche-se de filmes de 20 a 22 de novembro com o CineCôa – Festival Internacional de Cinema de Foz Côa.

Uma grande alegria para cinéfilos, e não só, que durante três dias poderão assistir a filmes oriundos de Espanha, Brasil, Estados Unidos, Guiné-Bissau, Luxembrugo, México, Ucrânia e, claro, Portugal, num total de 20 filmes que compõem a edição deste ano do Cinecôa.

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O programa desta edição do Cinecôa aposta na qualidade e diversidade, com enfoque para o publico infanto-juvenil.

A manhã do primeiro dia é dedicada ao público mais jovem com a projeção do filme de animaçãoo “Até ao Tecto do Mundo” de A. Valente, C. Silva e V. Lopes.

À tarde o público poderá assistir à Longa Metragem de Comédia de Jorge Montereal “Famel Top Secret”.

Há ainda espaço para o Documentário com os trabalhos “Preserves” de B.Rich dos EUA e “A Campanha do Creoula” do português André Valentim Almeida.

À noite terá lugar a homenagem a Tino Navarro, produtor cinematográfico natural de Vila Flor.

O dia 21 de novembro arranca pelas 10h00 com a projeção do Filme da UTAD, “Viagem pelo Côa”.

Às 15h00 no rodarão os documentários “Ar” de Romina Quiroz, do México, “Aves, Paixão Europeia” dp português Lardyanne Pimentel e “A Beira da Europa” de Bernardo Cabral.

Às 17h00 roda a Longa Metragem “Era uma vez na Ucrânia” de Igor Parfenov seguida do filme “Killies” de David Rebordão.

À noite é exibido o filme “Pecado Fatal” de Luís Diogo, e a encerrar a noite, sobe ao palco Daniela Galbin que fechará a noite com um concerto.

O domingo começa pelas 10h00 com o filme “Viagem pelo Côa” e às 15h00 abre-se espaço para a comédia com os filmes “Atocha 70” de Irlanda Tambascio (Espanha), “Reverso” do brasileiro Francisco Colombo e “Os Gajos Famosos” de Adolf El Assal do Luxemburgo.

Às 17h00 é a vez dos documentários entrarem na tela com “Vaqueiros Encantados” de Marcia Paraíso e Ralf Tambke do Brasil e “África Abençoada” de Aminata Embaló.

Na noite de domingo dia 22, o encerramento do festival será marcado com um cine-concerto pelo compositor, guitarrista e cineasta Joaquim Pavão.A partir do seu último filme “Miragem”, as imagens e os sons irão invadir o Auditório Municipal de Foz Côa, onde decorre todo o festival.

Vários realizadores irão apresentar os seus filmes, sendo vários estreias nacionais e em estreia mundial será apresentado a última obra da realizadora brasileira Lardyanne Pimentel.

A iniciava cinematográfica, conta com a participação de instituições do ensino superior na área dos audiovisuais, é uma organização da Câmara de Vila Nova de Foz Côa.

Cogumelos invadem região

A chuva caiu e encheu as nossas florestas de pequenos tesouros gastronómicos que fazem as delicias destas gentes.

Esses pequenos fungos, cogumelos, são uma maravilha e um acompanhamento fantástico para os petiscos da região e é por isso que, por cá, se celebra o cogumelo com honras de rei da festa.

 

Míscaros – Festival do Cogumelo em Alcaide

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Até dia 15 de novembro, na aldeia do Alcaide no Fundão, decorre o Míscaros – Festival do Cogumelo numa iniciativa da Câmara Municipal do Fundão, da Liga dos Amigos do Alcaide e da Junta de Freguesia desta localidade.

Quem visitar a aldeia nos próximos dias poderá aproveitar os passeios micológicos e ficar a conhecer melhor este fruto da natureza que traz muita ciência e que deve ser bem conhecido, para bem da nossa saúde.

Neste festival os visitantes poderão, ainda, degustar diferentes formas de confecção de cogumelos nas tasquinhas típicas especialmente preparadas pelas gentes da terra e aproveitar para saborear outras especialidades da região.

Este é um Festival de consciência ecológica e por isso não haverá material de plástico, sendo que os visitantes terão de utilizar pratos e talheres de madeira, e um copo reciclável.

Este é um festival que contará com passeios micológicos orientados por José Matos e Anabela Marisa Azul, um mega almoço de arroz de míscaros, Live Cookings com os Chefs Mário Rui, Joe Best, Duarte Batista, Henrique Mouro e Ricardo Costa, que irão decorrer no Cooking Arena e ainda com os Chefs de Palmo e Meio.

 

CISE promove curso

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Passando para o lado norte da Serra da Estrela, os aficionados dos cogumelo podem ir até ao CISE, em Seia, que nos dias 14 e 15 promove o curso de identificação de cogumelos. Esta será a 7ª edição do Curso de iniciação à identificação de Macrofungos, orientada por Mauro Matos.

Este curso integra sessões teóricas com várias apresentações que permitirão aos participantes ficarem a conhecer mais aprofundadamente os componentes do cogumelo, reprodução e processo de formação, assim como reconhecer as diferentes entre os comestíveis e os tóxicos, o gula micológico, entre outros aspetos.

Este curso inclui, ainda, uma componente prática com uma saída de campo à Serra da Estrela. Informe-se no site do CISE e participe!

 

Passeio Micológico em Fornos de Algodres

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Em Fornos de Algodres, no próximo dia 14, também se vai falar de cogumelos, nas XXIII Jornadas Micológicas da Confederação Europeia de Micologia Mediterrânica, organizadas pela Associação Micológica a Pantorra.

A Confraria da Urtiga e a União das Freguesias de Juncais Vila Riuva e Vila Soeiro do Chão aproveitaram e organizam uma expedição ao fantástico Reino Fungi, constituído por organismos incríveis que possuem uma enorme capacidade de adaptação e de colonização dos diferentes ambientes terrestres, sobrevivendo em condições adversas à maioria dos seres vivos.

Esta aventura conta com a participação dos micólogos Francis Fouchier, Ita Paz Conde e Pierre Roux, que irão ajudar a desvendar alguns dos mistérios do mundo dos cogumelos!

 

Restaurantes da região em destaque

É sempre um orgulho para as gentes das Beiras verem os seus restaurantes reconhecidos e apreciados pelos visitantes. É um dos nossos melhores cartões de visita!

É, igualmente, sabido que os portugueses no geral adoram comer e, por isso, e de modo a divulgar a boa gastronomia nacional, o jornalista Paulo Salvador, tem andado numa demanda pelo país dando a conhecer alguns dos melhores restaurantes deste nosso jardim à beira mar plantado. Claro que andou aqui pelas Beiras e claro que se maravilhou.

O seu roteiro, intitulado “Mesa Nacional”, uma rúbrica que passava na TVI, sobre os mais surpreendentes restaurantes portugueses chega agora a livro, onde há destaque para alguns restaurantes da região.

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Começamos pelo O Malhadinhas em Vila Nova de Paiva, conhecido pelas suas “únicas trutas de escabeche bem feitas”, apanhadas “no rio mais limpo da Europa, o Paiva”.

Há também destaque ao Restaurante O Sacristão em Campia, Vouzela, onde segundo o jornalista, se podem degustar as tentações da carne de Lafões.

Em Linhares da Beira destaca o Restaurante “Cova da Loba”, onde a D. Alice, mulher de poucas palavras e muita ação, prepara petiscos que nos fazem voar.

Ainda no distrito da Guarda, em Valhelhas, destaca-se o Restaurante Vallécula, “uma casa serrana onde se namora com o que vem para a mesa”.

No Sabugal há outro recanto gastronómico digno de reparo por parte de Paulo Salvador, o Restaurante Zé Nabeiro, no Soito, localizado no epicentro da antiga rota do contrabando raiano, conhecido pela sua iguaria, servida apenas duas vezes por semana e que atrai portugueses e espanhóis, a Canja de Cornos. No Sabugal há ainda destaque para o Restaurante Robalo onde se sente “o chamamento do cabrito”.

Para nós não é novidade. Sabemos que estes restaurantes são de excelente qualidade.

Este é um livro ótimo para quem gosta de andar pelo país à descoberta, servindo de roteiro gastronómico. Já está nas bancas e nasceu de três fatores, segundo o jornalista: uma paixão, um conceito e uma aceitação. A gastronomia, a divulgação de restaurantes onde só se levam os amigos e o entendimento da Direção de Informação da TVI de que este era um produto televisivo original.

O sucesso da rubrica “Mesa Nacional” tem sido tal que, no verão deste ano, foi para o ar a segunda edição e “muitos dos proprietários dos restaurantes retratados viram a sua vida mudar de um dia para o outro”.

Por cá sugiro que façamos as nossas visitas, acompanhados, claro, dos nossos amigos!

Venha daí o Festival “Y” na Covilhã

A arte atravessa tempos conturbados no nosso país e a região centro não é exceção mas, nem assim, a vontade esmorece e fazem-se esforços tremendos para que a população aqui residente tenha acesso a esta parte tão especial a vida.

Na Covilhã, de 12 a 16 de novembro, o Y – Festival de Artes Performativas, vem mostrar a sua resiliência e, apesar das dificuldades, irá apresentar este ano oito espetáculos, dando a oportunidade às pessoas da região de assistirem a eventos de qualidade.

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O Y – Festival de Artes Performativas aposta na multidisciplinaridade com espetáculos de música, dança e teatro que serão apresentados no auditório do Teatro das Beiras.

KIN, da autoria de David Marques, um espetáculo de dança, abrirá o Festival no dia 12 pelas 21h30. No dia 14 de novembro, às 15h30, sobe ao palco a peça de Teatro de marionetas “O Soldadinho” pela companhia de Teatro de Ferro. Às 22h00 segue-se um tributo ao guitarrista francês Django Reinhart, pelos Django Tributo Sexteto de Hot Jazz.

Às 21h30 do dia 17 sobe ao Palco a Companhia Calafrio, da Guarda, com a peça “Empresta-me um revólver até amanhã”.

Em estreia, a reconhecida bailarina Madrilena Tânia Arias, apresenta no dia 19, pelas 21h30, o espetáculo de dança e performance “Danza más, cabra”.

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A companhia Casa da Esquina leva à cena, no dia 24 às 15h00, a peça “O meu País é o que o mar não quer”, um trabalho que fala da emigração jovem e, que por isso mesmo, será apresentada aos jovens das escolas secundárias do concelho. Às 22h00 sobe ao palco o TGB Trio com um concerto de Jazz.

Sofia Dinger fecha o Festival com “A Grande Ilusão” no dia 26 de novembro às 21h30, numa performance que apela ao universo do cineasta Jean Renoir, classificada pelo Expresso como uma das fez melhores peças de 2014.

Os bilhetes para o festival custam 5 euros com descontos de 50% para menores de 25 e maiores de 65, assim como para estudantes, desempregados e sócios do Teatro das Beiras.

O Y – Festival de Artes Performativas vai já na sua 12ª edição e este ano contará com uma extensão denominada “Híbridos”, que decorrerá nos meses de novembro, dezembro e janeiro com um programa que conta com sessões de literatura, cinema e música gratuitos e que pretende levar à reflexão e ao debate em torno da afrodescendência no nosso país, um tema que foi escolhido em consonância com facto de a ONU ter proclamado os anos de 2015 a 2024 como a Década Internacional dos Afrodescendentes.

O Borrego da Marofa tem Festival

Há muitas formas de o cozinhar, todas elas deliciosas.

Em Figueira de Castelo Rodrigo, de 9 a 21 de Novembro o Borrego da Marofa é quem manda nas panelas e os paladares serão em torno das suas carnes.

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O Festival do Borrego da Marofa vai apenas na sua segunda edição mas promete ser mais um grande sucesso, dando a conhecer o concelho, o património, as gentes e tradições e, ainda, proporcionar a quem visitar estas terras, momentos gastronómicos únicos associados a paisagens e roteiros maravilhosos!

Um dos grandes atrativos desta iniciativa será a “Rota das Adegas”, durante os dias 14 e 15 de novembro, onde os participantes poderão fazer parte de almoços e jantares onde o Borrego, nascido e criado na região é a estrela principal, harmonizado com os belos vinhos que por aqui se produzem.

No dia 21 de novembro terá lugar o Jantar na Adega de Castelo Rodrigo aberto a quem se inscrever pelo 961 329 860.

No Mercado Municipal estará patente uma Exposição e venda de Produtos regionais e há vários restaurantes que irão aderir a esta iniciativa com pratos à base de Borrego capazes de convencer o mais céptico dos comensais, como os Restaurantes A Cerca, Arco-Íris, Dias, Estalagem Falcão de Mendonça, Girassol e Restaurante Transmontano.

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Mas não é só de Borrego que vive este Festival, há espaço para a música, e de qualidade, com o concerto acústico dos Blind Zero no dia 21 de novembro pelas 23h00 no Pavilhão dos Desportos!

Visite Figueira de castelo Rodrigo, prove estes deliciosos petiscos e passe um fim-de-semana cheio de sabor, cultura, barriga e coração cheios!

 

Domingo é dia de Enoturismo

Enoturismo é um segmento da atividade turística que se baseia na viagem motivada pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e das tradições e cultura das localidades que produzem esta bebida.

É algo que vai além do simples facto de se beber um bom vinho. O Enoturista aprecia paisagens, utiliza os equipamentos de gastronomia, hotelaria e diversão.Gosta de se envolver nos vinhedos e nas suas histórias encarando as viagens que faz como experiências para os 5 sentidos. Não é, necessariamente, um consumidor de vinhos, é sim um interessado na produção e cultura das regiões e do vinho. Gosta de falar com os produtores, tocar nas garrafas e texturas. Apreciar as nuances de um vinho e as histórias que ele conta.

Domingo assinala-se o Dia do Enoturismo, uma atividade que tem vindo a ganhar cada vez mais expressão na nossa região.

Nelas não é indiferente a estas atividades relacionadas com o vinho e no domingo, pelo terceiro ano consecutivo, associa-se a este evento que é promovido pela Rede Europeia de Cidades de Vinho (RECEVIN) em parceria com a Associação de Municípios Portugueses de Vinho (AMPV).

Este é um dia dedicado ao turista que aprecia o mundo dos vinhos e por isso há várias Quintas a associarem-se a este evento, abrindo as suas portas aos visitantes para provas e visitas às adegas, são elas a Caminhos Cruzados, Casa de Santar/Paço dos Cunhas, Fidalgas de Santar, Lusovini, Quinta da Boiça, Quinta da Fata, Quinta de São Simão, Quinta do Carvalhão Torto, Quinta do Mondego, Quinta do Sobral, Quinta do Tralcume e Vinícola de Nelas.

As atividades previstas para este dia não se limitam apenas a visitas e provas nestas Quintas, sendo que o Espaço da Federação dos Viticultores do Dão irá acolher, a partir das 15h00 uma Prova de Vinhos Comentada em Harmonização com o Chocolate e produtos Regionais sob orientação da Enóloga Patrícia Santos.

A CVRDÃO promove a exposição fotográfica “O Vinho e a Vinha na Região do Dão” e entrega de prémios do XIV Concurso Internacional de Vinhos “La Selezione del Sindaco”.

Este domingo visite Nelas e seja um Enoturista!

Noite das Caçoilas no Sabugueiro

Este sábado suba até à aldeia mais alta de Portugal e entre num mundo onde a tradição gastronómica se veste de encanto e nos remete a um local onde o tempo parou.

Sabugueiro é terra de pastores, de gente rija e resiliente, como só poderia ser face aos rigores que a natureza aqui imprime. gente com tradição como as Caçoilas!

No sábado tem lugar a Noite das Caçoilas, um evento que começa pela manhã com as mãos experientes das mulheres da aldeia que vão amassando o pão e depois o colocam no forno comunitário, até porque é esse o espírito que se vive neste dia, a sensação de comunidade, partilha de sabores e de saberes.

Na sua essência, a Noite das Caçoilas reflete o ritual que as pessoas da aldeia repetem em dias de festa e que está assente na preparação das carnes de cabrito, chanfana ou borrego, temperada em caçoilas de barro e assadas no forno comunitário. Este é um trabalho moroso, que exige paciência e sabedoria e que com estes eventos, passa de geração em geração para que o sabor não se perca pela memória das gentes.

O pão é preparado pela manhã, um pão de centeio de sabor único, como o é o restante pão que se faz por esta Serra. À tarde começam a chegar as caçoilas de carne que são, igualmente, confecionadas no forno comunitário.

Os comensais podem deliciar-se com estes petiscos a partir do final da tarde, numa partilha de sabores e tradição, mantendo vivos os laços que unem estas gentes que vivem no Sabugueiro.

Pantanha, o Hotel que nos revela o Dão

Aquele sitio das Termas é idílico, recolhido e formoso.Muito aconchegado onde corre o Mondego, sem pressa, de mansinho, descendo lá do alto, das Penhas Douradas, cortando, como que a canivete, penhascos duros de granito, traçando o seu caminho e o seu destino entre meandros cobertos de vegetação luxuriante.

Foi nesta paisagem que encontrei o Hotel Pantanha que associa harmoniosamente o conforto moderno ao charme do passado. Caldas da Felgueira situa-se no extenso planalto beirão da região Demarcada do Vinho do Dão e fronteira à Serra da Estrela.

 

“Imaginei as noites de Inverno aconchegados no Bar com um copo de vinho junto à lareira ou então a bebericar o chá das 5 acompanhado de biscoitos caseiros, pão de ló (a receita antiga da avó da dona do Hotel) requeijão e outros doces de perder a cabeça.” 

 

Tive direito a visita guiada pelo Hotel na companhia de quem o conhece melhor.

Os apartamentos e suites são espaçosos, distintamente decorados e com todas as comodidades que o mundo moderno exige.

Cada apartamento tem o seu pormenor de decoração, oferecendo um ambiente único de calma e requinte.

Há sempre um miminho para os hóspedes que nos surpreendem e que vão desde flores a bombons.

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E aquela pequenez das Caldas da Felgueira, encerra, no entanto, um “mundo” pitoresco afigurando-se como um admirável recanto de paz.

Dormimos calmamente.

Na Manhã seguinte depois do pequeno almoço, recheado de produtos magníficos como o requeijão, queijo fresco, pão centeio e fruta, servido no quarto, fomos fazer uma caminhada até ao Rio Mondego que fica a 500 metros,  uma área privada de 3 hectares a Quinta da Bugueira e visitamos o  pónei Rouxinol, o animal de estimação do Hotel Pantanha.

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Verdade seja que a beleza mora por estas terras e estar na Felgueira é mesmo satisfazer anseios de libertação do espírito até porque todo aquele ambiente acolhedor é sedativo, carinhoso e saudável.

Aqui encontramos saúde para o corpo e para a alma.

Este é um local onde podemos desfrutar de momentos repousantes.

O Hotel da Pantanha possui vários programas de animação que vão passam por passeios turísticos, visitas a queijarias( 4 kilometros e ver fazer o queijo), visitas a Museus, circuitos pré-Históricos, aldeias históricas, Btt, caminhadas, desportos náuticos, animação infantil, jogos tradicionais, e em setembro podemos mesmo ir fazer a vindima ou provar vinhos nas adegas parceiras do Hotel.

À tarde pedimos ao Hotel uma bela cesta de piquenique com produtos seleccionados, desde sandes de presunto e queijo da serra, garrafa de vinho, sumo laranja, limonada e canapés variados.

Fomos passear e apreciar o que de melhor a natureza tem para nos oferecer.

Ao final do dia, que se tornou mais fresco, tivemos a oportunidade de apreciar um bom vinho do Dão junto à lareira.O crepitar o seu fogo embala o corpo e o espirito invadindo-nos uma sensação de conforto e paz que nos faz querer voltar mais vezes.

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O Hotel Pantanha localiza-se a 50 metros da Estância Balnear Caldas da Felgueira, tem um elevador com acesso ás Termas e o Spa.

Ótimo para passar uns dias com a família, seja em que altura for, no inverno pela beleza e proximidade com a Serra e no Verão pode sempre fazer uso da piscina do Hotel e apanhar uns banhos de sol maravilhosos!

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Nas Caldas da Felgueira há sempre algo de novo ou de diferente a descobrir. É sempre a natureza que prende e enfeitiça quem por ali passa a acaba por voltar deixando correr os passos por aqueles caminhos onde a solidão se revela a melhor das companhias.

Conheça este Hotel em www.hotelpantanha.com e não deixe de o visitar!

 

Laura Loureiro