Vinhos da Serra da estrela, o difícil é escolher

Hoje vamos beber um vinho, ou vinhos.

Um copo de delicioso vinho, ou vinhos! Alentejano? Nada disso. Beirão e bem Beirão. Um vinho que seja produzido por terras abençoadas pela Serra da Estrela. O problema é que não sei que vinho beber.

Sabemos que Portugal é terra de bom vinho e que começamos a dar cartas por esse mundo fora. Temos néctares variados e não são apenas os que são produzidos ali para os lados do Douro ou para os lados do Minho ou mesmo a sul no Alentejo a trazerem prémios para casa! Se formos até terras do Dão há verdadeiras pérolas a ganharem os maiores galardões por esse mundo fora no que diz respeito ao vinho. Lembro-me, por exemplo, da Quinta de Lemos trazer para casa diversas medalhas de ouro, prata e bronze em março passado no China Wine and Spirit Awards – Best Value, com vários vinhos da sua casa.

Ainda em março, mas por terras alemãs, no concurso Mundus Vinis, um dos mais conceituados concursos internacionais, os Vinhos Lagares do Cerrado de 2012 e Quinta do Cerrado 2013 trouxeram para casa a medalha de ouro, assim como os vinhos Quinta do Escudial Colheita Selecionada 2010, Opta 2013 e Titular Touriga Nacional de 2012.

Mas não é apenas o Dão que produz bons vinhos na região da Serra da Estrela.

Os vinhos da Beira Interior também somam medalhas, com duas de ouro e seis de prata na XVIIª edição do “Wine Masters Challenge 2015”, realizada recentemente no Estoril.

Entre mais de 5.000 vinhos de vários países, o júri atribuiu o ouro aos tintos “Quinta dos Termos Grande Escolha” (2011) e “Quinta dos Termos A surpresa de Virgílio Loureiro” (2011). A Adega do Fundão obteve quadro medalhas de prata com os tintos “Praça Nova Reserva” (2010), “Alpedrinha” (2012), “65º Aniversários” (2009) e “Fundanus Prestige” (2011). Esta distinção foi ainda concedida aos vinhos tintos “Quinta dos Termos Vinhas Velhas” (2011) e Quinta dos Termos (2012). Por regiões, a Denominação de Origem Beira Interior ficou no quinto lugar com 8 medalhas.

Portanto, o difícil mesmo está em decidir qual o vinho que vamos beber hoje! Podia, até, começar por pensar no que vai acompanhar esse vinho. Queijo? Enchidos? Um prato à base de cabrito ou borrego? Uma mariscada…. Não ajuda na decisão, até porque todos estes vinhos têm corpo, aroma e sabor para acompanhar este tipo de petiscos, não fossem todos filhos da mesma terra.

Tenho um problema, eu sei. A única certeza que tenho é a de que hoje vou ouvir o estalar de uma rolha, verter um delicioso néctar para um copo, desfrutar dos seus aromas e deliciar-me com o sabor de um bom vinho Beirão. Qual? Logo, mais tarde, saberei!

Tânia Fernandes

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