A Aventura do Desert Spirit está de volta!

Os amantes dos 4×4 podem bater palminhas de contentes, a aventura do Desert Spirit por terras do Reino de Marrocos está de volta!

Durante 10 dias, de 25 de março a 3 de abril, do próximo ano os aventureiros poderão conhecer as maravilhas que tornam este país tão apetecível na expedição do Desert Spirit!

Esta é uma expedição que promete proporcionar aventuras inesquecíveis e pondo à prova a camaradagem e o espírito de equipa, numa viagem turística onde a adrenalina não faltará.

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Marrocos é muito mais que deserto!O Desert Spirit sabe disso!

Possui uma tradição e cultura riquíssimas e está recheado de paisagens de cortar a respiração!

O programa deste ano, pensado para 10 dias, irá arrancar de Portugal rumo a Tetouan, num percurso de cerca de 800 km, onde se juntarão todos os participantes da expedição à caravana. Tetouan fica situada entre as montanhas e o mar e possui uma das mais completas e intocadas medinas de Marrocos.

No segundo dia da expedição os aventureiros viajarão até Midelt, num percurso com 450km que conta com paragens na cidade “Azul Turquesa” de Chefchouen, ideal para os amantes da fotografia, já que é uma cidade que surpreende pela sua arquitetura, artesanato e tradição marroquina.

Está ainda programada uma paragem em Volubilis, um conjunto de ruínas romanas que é, provavelmente, o sitio arqueológico melhor preservado do Norte de África.

Chegados a Midelt os participantes terão a oportunidade de apreciar paisagens deslumbrantes já que esta cidade se situa junto aos maciços montanhosos do Médio Atlas e do Alto Atlas Oriental.

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Não há tempo para descanso, Marrocos espera pelos visitantes e o terceiro dia conta com 270 km para percorrer, numa viagem que ligará Midelt a Merzouga, uma oportunidade fantástica para apreciar algumas das mais belas paisagens do Reino de Marrocos rumo ao deserto.

Merzouga é uma pequena aldeia Berbére no deserto do Sahara conhecida por se situar junto ao Erg Chebbi, o maior conjunto de dunas de Marrocos com cerca de 5km na sua extensão máxima e 22 km de comprimento e com dunas que chegam aos 150 metros de altura.

O quarto dia desta expedição será passado a explorar o Erg Chebbi, fazendo o gosto aos jipes, levando-os ao extremo e elevando a adrenalina ao máximo.

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No quinto dia os participantes sairão de Merzouga e partirão em direção a Zagora, no sul do país, onde terão a oportunidade de passar uma noite diferente, dormindo em Bivouacs, tendas marroquinas em pleno deserto onde poderão ver as estrelas como nunca as virão, numa experiência inesquecível.

O dia seguinte levará os participantes até Boumalne Dadès, uma localidade situada no vale do rio Dadès e que deslumbra os turistas pela sua arquitetura, com inúmeros casbás construídos em taipa envolta no verde luxuriante de um extenso palmeiral.

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Ao sétimo dia os participantes acordam em Boumalne Dadès e partem rumo a Ouazazarte, a Porta do Deserto, passando pela deslumbrante região do Vale das Rosas.

Ouazazarte é muito conhecida por ser um dos locais preferidos dos realizadores cinematográficos para a rodagem de filmes relacionados com o deserto, um cenário natural único que viu películas como “Laurence das Arábias” ou “Kingdom of Heaven” ganharem vida.

O dia seguinte será passado rumo a Marraquexe, com passagens por Aît-Ben-Haddou, uma cidade fortificada na antiga Rota das Caravanas entre o Sahara e Marraquexe constituída por um grupo de várias pequenas fortalezas, ou casbás, chegando a ter dez metros de altura cada uma!

A manhã do nono dia de viagem da expedição Desert Spirit será passada a conhecer a cidade de Marraquexe, a “Cidade Vermelha” e a mais importante cidade imperial. Este é um loval que implora ser explorado, com uma parte antiga cercada de muralhas com ruas pejadas de lojas e vendedores. Este é um importante centro económico e possui o maior mercado tradicional, muito vocacionado para o turismo.

À tarde os participantes viajarão rumo a Tanger numa jornada com cerca de 570 km.

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O último dia acordará em Tanger, uma cidade costeira com uma história muito rica e bastante vocacionada para o Turismo. Situa-se no norte de Marrocos na costa atlântica e na entrada ocidental do estreito de Gibraltar que une o Atlântico ao Mediterrâneo e que liga Marrocos a Espanha.

É esta a nossa porta de saída de África rumo a terras lusas.

 

A vertente solidária

Esta expedição, à semelhança de edições anteriores, tem como objetivo potenciar o sentido da camaradagem e espírito de equipa, proporcionando uma aventura inesquecível.

No entanto, apesar do seu carácter turístico e lúdico, esta é uma expedição com um sentido bastante solidário, onde os participantes teráo a oportunidade de deixar alguns bens, como vestuário e presentes, às populações mais carenciadas que vão encontrando ao longo do caminho.

Marrocos é um país de contrastes que abre os horizontes humanitários de quem o visita, e nesta expedição os participantes irão vivenciar e conhecer realidades muito diferentes das nossas. É uma espécie de contributo por parte da expedição às gentes que os acolhem.

A Desert Spirit 2016 tem um custo de 730€ por pessoa, valor que contempla toda a organização logística e assistência na expedição, assim como acompanhamento médico.

Estão inseridos no preço os custos de 8 noites em Hotel em quarto duplo e uma noite em Bivouac, além de 9 jantares em restaurante (bebidas não incluídas), pequenos almoços e a viagem em Ferry que liga Portugal a Marrocos.

Pode participar qualquer pessoa que tenha um jipe, e mesmo que não tenha, pode entrar em contacto com a organização e será encontrada uma solução.

Acompanhe todas as novidades desta aventura em www.facebook,com/desertspirit.

A Desert Spirit é dinamizada pela HeartBeat em conjunto com Tiago Saraiva e Paulo Dias da Guarda.

 

 

O Padre libertino de Trancoso

Sabemos que estas são terras de histórias contadas de voz em voz, por tantas vozes que já não se sabe se algumas delas são verdade ou mito, aliás, a linha entre essas duas razões é ténue o que as torna, na minha opinião, ainda mais interessantes. A que vos vou contar agora fez-me rir deixando-me, igualmente apreensivo quanto ao resultado da mesma sendo, provavelmente, das mais hilariantes e inacreditáveis que se conta por estas terras. Aconteceu em Trancoso e envolveu um padre!

Conta a história que, ali para os lados de Trancoso, o pecado e a santidade andavam de mãos dadas numa altura em que a nação forjava a sua história e as pessoas andavam em carroças.

Trancoso era um centro importante por estas bandas, local onde se fazia a Feira Franca que por si só atraia muita gente à região. No entanto, consta que estas terras, apesar dos visitantes, não era muito apetecida pelos povos e, por isso, pouco habitada.

Sabemos que, antigamente, o Clero e seus representantes, eram lei, e com a lei ninguém se mete, muito menos com a de Deus. Nem sequer as pessoas se atreviam a questionar, não fosse um raio cair-lhes na cabeça, ou a mão do bispo.

Por cá, um dos representantes da Santa Madre Igreja era um homem de seu nome Francisco Costa, Padre Francisco Costa, Abade de Trancoso.Um homem da igreja que podia ter sido como qualquer outro padre, doutrinando a fé e encaminhando o seu rebanho pelos desígnios do Senhor.Pois consta que este Padre Francisco Costa gostava muito de doutrinar, mas não a palavra do Senhor, e o seu trabalho árduo não era orientado para o rebanho, bem, pelo menos não para todo o rebanho já que, ao que parece, os homens escaparam à libido deste homem que conseguiu uma prol de 275 filhos (outros dizem 299 filhos), de 54 mulheres!

E é que não havia “rabo de saia” que escapasse às suas “orações”, incluindo irmãs, uma tia e a própria mãe.

Um escândalo tal que, para além da excomunhão este homem mereceria arder no recôndito dos infernos para gáudio do Belzebu em pessoa, ou em espírito.

Aos 62 anos, o prior de Trancoso, vê os seus atos travados e julgados, tendo sido condenado a ser degredado (e esta parte da história é real já que os documentos podem ser encontrados na Torre do Tombo) de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, numa morte que deveria ter servido de exemplo tamanha fora a sua ofensa a deus e aos homens.

Acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos, de cinco irmãs teve dezoito filhas, de nove comadres teve trinta e oito filhos e dezoito filhas, de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas, de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas.

Dormiu com uma tia, Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.

Um total de duzentos e setenta e cinco, sendo cento e quarenta e oito do sexo feminino e cento e vinte e sete do sexo masculino.

Esta é uma história capaz de fazer corar as pedras da calçada.

Um escândalo para a época, ou para qualquer época diga-se. Seria de supor que perante tamanha desfaçatez, vergonha e libertinagem, a sentença fosse aplicada o quanto antes.

Pois não foi.

Estávamos nos finais do século XV, numa terra nos recônditos da nação governada por El Rei D. João II, o “Príncipe Perfeito”, cognome atribuído pela forma como exerceu o poder, e digamos que para Francisco Costa, este Rei caiu-lhe na perfeição já que pelas mãos dele viu a sua sentença ser anulada.

E aqui pensamos: “ora o Rei era chamado de Príncipe Perfeito pela forma como governava, foi piedoso e não quis que o homem morresse, numa espécie de pensamento modernista abolidor de mortes por tortura e em asta pública”, pois não foi bem esse o motivo. A razão que levou El Rei D. Joao II a “perdoar” os vis atos do Padre foi mais sui generis.

Francisco Costa, Abade de Trancoso, foi perdoado e mandado em liberdade aos dezassete dias do mês de março de 1487, com o fundamento de, vejam só, ajudar a povoar esta região da Beira Alta, tão despovoada no tempo. Este infame homem saiu em liberdade e tornou-se numa espécie de herói local, é só visitar Trancoso e contar-vos-ão esta história.

Se ele voltou às rezas ou se estes são factos reais, isso não sei, mas tenho para mim que, a ser real esta história, a contagem de filhos feitos em tudo o que mexia não se ficou pelos 275 ou 299!

Visite o Interior, agora foi o New York Post

Ultimamente é com muita satisfação que leio algumas noticias referentes ao nosso país, em especial na nossa região, sejam noticias acerca de prémios ganhos por unidades hoteleiras, rankings ou vinhos que ganham cada vez mais reconhecimento.

Efetivamente, Portugal está na moda e a região centro vai seguindo as pisadas com Lisboa e Porto a serem, cada vez mais, relegados para segunda opção no que toca a destinos turísticos.

Desta vez, foi do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos da América, que Portugal está no escrutínio de olhos especializados nestas andanças das viagens, com o New York Post a elaborar uma lista com 10 razões para visitar terras lusas, com o centro do país a destacar-se e com a nossa região a ter 4 motivos de interesse para este tabloide.

Na categoria apelidada de “Luxo que podem pagar” o destaque vai para as Casas do Côro em Marialva que o New York Post descreve como sendo “um romântico hotel vínico de luxo construído a partir de um pequeno aglomerado de casas de pedra cuidadosamente restaurado” e nós, por cá, só temos a acrescentar que, de facto, esta é uma das unidades hoteleiras de referência na região e que vale mesmo a pena visitar e, acima de tudo, usufruir, seja em que altura do ano for.

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Numa outra categoria, a que intitulam “Almoços, líquidos (e sobremesas) encontramos a Casa da Ínsua, em Viseu, classificada, pelo jornal, como sendo um local onde de pode apreciar vinho, uma vez que o hotel tem produçãoo própria, nós acrescentamos que a Casa da Ínsua tem muito mais que vinho para oferecer, é uma unidade hoteleira cheia de história e charme, ideal para uma escapadinha romântica!

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O New York Post destaca, ainda, numa categoria a que chamou de “Chance de voltar aos tempos medievais” o Restaurante D. Sancho na Aldeia Histórica de Sortelha.

Sublinhou que é “um fantástico restaurante onde ninguém fala inglês e a conta vem numa parte rasgada de papel, mas o vinho, bacalhau, pão e queijo local são bem-vindos”, se a conta vem ou não num pedaço de papel, isso não podemos atestar, quanto à comida, é impossível falhar nesse campo, já que a gastronomia local é do melhor que há, em relação a Sortelha é, de facto, uma máquina do tempo que vale a pena ser utilizada vezes sem conta!

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“Você pode pedir boleia e não ser assassinado” é o nome de uma outra categoria (pelos vistos muito importante para os leitores do New York Post), e aqui o destaque vai para a região do Douro, “um lugar onde se pode vivenciar uma verdadeira aventura”, com menção à Quinta da Pacheca em Lamego e à Quinta do Tedo em Folgosa, apresentando estes locais como referencia onde se podem degustar “Tawny’s dos anos 20”.

Portugal é de facto muito bonito e esta região merece ser explorada ao máximo. Esperemos que venham mais críticos à região e que a promovam com a qualidade e realidade que ela merece. Ficamos à espera da próxima critica!

Praias de Loriga e Unhais são as favoritas

O verão já acabou, com ele os dias quentes e solarengos de perna alçada numa qualquer esplanada ou pé metido nas frescas águas de uma qualquer praia fluvial desta nossa tão bela região.

Esta é a altura para balanços e um dos que foi efetuado tem a chancela da DECO e diz respeito aos resultados de um ranking feito na plataforma Mais Praia e que contou com 20 mil visitas que avaliaram as melhores praias do país, salgadas e doces.

No topo do ranking na lista de Praias Fluviais encontramos a Praia da Albufeira da Tapada seguida da Praia de Loriga em Seia e de Unhais da Serra na Covilhã. Estas “medalhas” de prata e de bronze enchem-nos de orgulho, atestando a qualidade da praias fluviais da região.

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As votações consideravam aspetos como a qualidade da água, limpeza e acessos numa escala de 5 estrelas. A plataforma apresentava, igualmente, as condições de cada praia e os resultados das análises oficiais à água.

Ambas as praias, uma em cada lado da Serra, são locais fantásticos para quem quer passar bons momentos nos dias mais quentes. Por este ano já não há mais verão, voltaremos em 2016 a mergulhar nestas praias!

Lugares que parecem cenários de filmes

Já sabemos que por estes lados da Serra mais alta de Portugal Continental, e arredores, as paisagens são arrebatadoras, deslumbrantes e inspiradoras.

Esta terra é uma verdadeira musa para os artistas de diversas áreas e, segundo o site VortexMag, um portal de língua portuguesa dedicado à divulgação de temas relacionados com a sociedade, cultura, viagens , tecnologias e vídeos, a nossa região conta com 4 de 12 lugares que o site considera incríveis e parecerem cenários de filmes. Falamos das Aldeias Históricas de Piodão e Monsanto, Foz d’Égua e Loriga.

Claro que não podemos discordar desta seleção, considerando que se fossem os 20 cenários incríveis que parecem cenários de filmes, na lista iriam constar mais uns quantos “made in” Serra da Estrela e arredores absolutamente inspiradores.

A VortexMag convida, então, a um périplo por estes 12 cenários (Palácio da Pena, Piódão, Foz d’Égua, Monsanto, Forte de S. João Baptista, Algar de Benagil, Loriga, Azenhas do Mar, Monsaraz, Quinta da Regaleira, Vilarinho de Negrões e Ponte da Misarela), e nós sugerimos uma paragem mais prolongada pelos quatro que este site selecionou e que mais perto de nós estão.

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O Piódão fica numa encosta da Serra do Açor, em Arganil, surpreende pela sua geografia que nos recorda um presépio.

De cor negra envolta numa beleza natural impressionante, esta aldeia parece ter sido feita com o único propósito de nos fazer sonhar, lá ao pé encontramos a aldeia de Foz d’Égua, pertencente à freguesia do Piódão, aqui confluem a ribeira de Chãs com a do Piódão, num cenário que nos desperta a imaginação e nos faz sonhar com histórias de fadas e elfos.

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Monsanto, a “aldeia mais portuguesa de Portugal”, também faz parte da rede das Aldeias Históricas de Portugal, fica a nordeste das Terras de Idanha, aninhada na encosta de uma elevação escarpada, local de história ancestral, por onde a presença humana se faz sentir desde o paleolítico e que nos convida a perdermo-nos pelas suas ruas e sonhar.

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Para os lados de Seia encontramos Loriga, bem no meio da Serra da Estrela, encovada numa paisagem fenomenal com assinatura da Serra da Estrela.

Para lá chegar percorremos uma estrada que nos demonstra alguma das mais belas paisagens deste pequeno pedaço de mundo. Loriga é conhecida como a “Suíça Portuguesa” devido, precisamente, à sua extraordinária paisagem e localização geográfica, rodeada de montanhas onde o site destaca a Penha dos Abutres a 1828m de altitude e a Penha do Gato a 1771 metros, estando este cenário abraçado por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga ou “Courelas” ou “Nave” e a Ribeira de S. Bento.

Fica prometida, para breve, uma lista com os cenários mais bonitos da região, numa lista feita por nós, deixando já de antemão o aviso que somos muito tendenciosos nisto de falar destas terras, pelo que a lista deverá ser enorme!

Fotografia: Aldeias Históricas de Portugal

Conheça Piódão:

IMAGINATURE em novembro em Manteigas

Preparem as vossas máquinas fotográficas ou as vossas Câmaras de Vídeo e agucem o vosso espírito criativo! Vem aí o IMAGINATURE!

Manteigas organiza, nos dias 21 e 22 de novembro o II Festival de fotografia e Vídeo, o IMAGINATURE 2015, numa altura privilegiada para captação de fotografias de natureza deslumbrantes, com a Serra a assumir as suas vestes outonais e a luz a proporcionar fotografias únicas.

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O IMAGINATURE tem como objetivo promover e valorizar o património paisagístico envolvendo os amantes da fotografia de paisagem natural. Contará com sessões teóricas, saídas de campo, workshops e exposições.

Está já confirmada a presença de Marco Santos Marques, fotografo profissional que nutre uma enorme paixão pelo mar e pela montanha levando-o a especializar-se na fotografia de natureza.

É autor do livro “Os Direitos da Terra” e formador de cursos de fotografia, admitindo que o que mais o atrai na fotografia é a possibilidade de criar e improvisar, construir imagens, fazer alguém imaginar e tornar os momentos mais felizes.

 

 

Outono é Quente em Viseu

O Outono já chegou e, embora com a promessa de baixa de temperaturas no inicio de outubro, consta que para os lados de Viseu, esta estação do ano seja quente, pelo menos no que respeita à arte, com um programa que exalta a música, teatro, dança e fotografia.

O Outono Quente é um Festival que pretende comemorar as artes e que se desenrola numa tenda gigante instalada no Parque Aquilino Ribeiro em Viseu.

De 7 a 11 de outubro são vários os espetáculos a decorrer e não apenas na tenda gigante, por exemplo, a peça de teatro “Amá-la com Histórias da Beira” pelo Teatro Onomatopeia, que poderá ser vista no dia 7 na Escola Básica Aquilino Ribeiro. No dia 8 da Cáritas Diocesana de Viseu. No dia 9 no Lar Viscondessa de São Caetano. No dia 7 terá lugar uma Oficina de Leitura “Dito (e)feito dirigido aos alunos do Ensino Secundário, numa produção do Teatro Onomatopeia. Para este dia está também prevista uma conversa com João Oliva em torno das Artes, Educação e Comunidade. No final do dia pode assistir, na Tenda Gigante, à Peça de Teatro Clown in Libertá pelo Teatro Necessário de Itália.

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O dia começa com Isabel Moura Brito Desafiando Histórias no Centro de Acolhimento: Uma mão por um sorriso.

Neste adia haverá ainda lugar para o lançamento do Livro “Pé de Meia Memória” de Ekaterina Malginova na Tenda Gigante. Poderá ainda conversar com Jorge Fraga sobre a temática “Fazer Teatro em Viseu. Faz sentido?. A noite de dia 8 está reservada para a música com espetáculos de Amélia Muge e Filipe Raposo Quarteto.

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No dia 9 há Malabares pelos Ares com os Tribal na APPACDM. Histórias com Café por Olinda Beja na Tenda Gigante. Uma conversa com Amélia Muge acerca dos Desafios da Música portuguesa. Música com Microband de Itália, a orquestra sinfónica mais pequena do mundo, num espetáculo com muito humor para toda a família. Para o dia 9 está ainda previsto o concerto dos Tugoslavic Orkestar com músicos de Portugal, França, Eslovénia e Itália.

Amanhece o dia 10 de outubro com Ana Morgado que nos vai dar a conhecer o Lu Jong, um tesouro tibetano nascido das tradições budistas e que constituem uma prática do budismo tibetano.

Também na Tenda Gigante irá ter lugar o Pátio das Cantigas por Gira Sol Azul que promete uma experiência sensorial dedicada ao público infantil. À hora de almoço poderá ficar à conversa com Luca Domenicali e Danilo Maggio acerca de Teatro e Música. À tarde entra em cena o Teatro Mais pequeno do Mundo com Cinco Verões – Os maiores êxitos, seguida da Oficina “Marcha dos Sonhos” por Fraga e Mariana Veloso onde os participantes poderão partilhar os seus sonhos para a construção de relações entre personagens surpreendestes. À noite há música com a Associação Gaita de Foles e a Fafarra Káustica.

O último dia deste Festival Outono Quente arranca na companhia de Ana Morgado que vai apresentar o mundo do Reiki, seguido de um Peddy-paper fotográfico com Paula Magalhães. Ainda da parte da manhã poderá trazer o seu bebé e praticar yoga. À tarde há mais uma apresentação do Teatro mais pequeno do mundo seguido de dança aberta a todos os curiosos pela dança. Para os escritores de palmo e meio haverá uma Oficina de escrita criativa em torno de uma Aventura num Casarão Misterioso. O Festival termina a dançar com os Monte Lunai e as Danças Tradicionais Europeias na Tenda Gigante do Parque Aquilino Ribeiro.

O Festival Outono Quente é organizado pela Zunzum – Associação Cultural de Viseu.

O Atelier do Aquilo Teatro

Para aqueles que queiram fazer parte ativa e integrante de um processo criativo.

Queiram criar familiaridade com a Arte e despertar o interesse e curiosidade em relação a esta, contrariar os tabus e colmatar os medos associados a estar em palco e enriquecer a sua curiosidade com experiências novas, tornando-se um eventual espetador ou alguém que se alimente da Arte, o Aquilo Teatro na Guarda apresenta o Atelier de Expressão Dramática que irá decorrer entre outubro de 2015 e maio do próximo ano.

O Aquilo Teatro pretende dar a conhecer um Mundo que não é tão complicado quanto se possa imaginar, com uma clara e mais aberta relação do individuo consigo e com o outro, conhecendo-se e aceitando-se, tornando-o capaz de olhar e sentir a vida de outra maneira.

Não se trata apenas de um Atelier, é uma experiência única, mais psicológica, sensorial e artística, aberta a todas as pessoas acima dos 10 anos de idade.

Espera-se, através do plano de ações que se propõe neste Atelier, gerarem-se bases para que quem participa possa criar uma distância em relação a si mesmo conhecendo, assim, as suas capacidades, potencialidades e limites, podendo a partir desta etapa, ser ele próprio e capaz de se propor criativamente, tornando-se um mais possível espectador de Arte porque, agora, está mais próximo dela.

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O Atelier tem inicio a 12 de outubro e termina em meados de maio com a apresentação de um espetáculo.

Contará com um leque de formadores para as diferentes áreas como Antónia reis no Teatro, Bruno Brazete na área de Movimento e Expressão Corporal, Rosa Martins na Concepção e Construção de Figurinos e Adereços, Alberto Lopes no mundo da Sonoplastia e António Freixo na área da Lumunotecnia.

Serão 8 meses onde, através do teatro, se irá ao encontro da voz, do texto e da literatura, e através do movimento e das ações físicas se chegará à música e com ela à dança, conseguindo, deste modo, passar pelas diferentes formas de Arte ou expressões artísticas.

O atelier terá lugar no Auditório da Câmara Municipal da Guarda, uma vez por semana, com duração de duas horas. O custo é de 27€ mensais.

 

O Interior celebra o Turismo

O turismo tem assumido um papel cada vez maior para o desenvolvimento económico do país.

Na região interior, se reveste de uma importância fulcral apoiado pelas enormes potencialidades, nas mais diversas vertentes, que aqui existem, sejam elas na área do património natural ou edificado, seja na gastronomia ou nas condições geográficas e climatéricas que diferem este território das restantes.

A aposta no turismo e a consciencialização do papel que ele tem para o desenvolvimento futuro da região está bem patente nas atividades e ofertas que têm sido dinamizadas um pouco pelos principais núcleos urbanos aqui existentes.

Para assinalar o Dia Mundial do Turismo no próximo dia 27 alguns municípios irão dinamizar Postos de Turismo, Museus e Centros Históricos com iniciativas que pretendem dar a conhecer aquilo que de mais turístico têm para oferecer.

O lema para as celebrações deste ano é “Mil Milhões de Turistas, Mil Milhões de Oportunidades” e, numa ação simbólica, o município de Almeida irá oferecer um Kit Promocional a todos os turistas que procuram os Postos de Turismo de Almeida e Vilar formoso, bem como um desconto de 50% em todas as publicações que se encontram à venda nestes espaços.

Na Guarda o dia 27 será assinalado com uma série de visitas guiadas, visitas encenadas e percursos em tuk-tuk no Centro Histórico enquanto que o Welcome Center acolherá os visitantes de uma forma especial, proporcionando a todos os que visitarem a cidade no domingo experiências e sensações únicas. Estão ainda previstas visitas guiadas ao Museu da Guarda e será ainda possível explorar a Torre de Menagem.

Belmonte vai receber os visitantes com uma Prova de Cerveja Artesanal Cabralina no Posto de Informação Turística.

Haverá ainda espaço para Artesanato ao Vivo com trabalho em Burel e oferta de um Kit de promoção turística do Centro de Portugal, ação que será igualmente feita em Manteigas pelo Posto de Informação Turística desta Vila. Em Seia os visitantes do Posto de Informação Turística de Sabugueiro poderão, além de receberem o Kit de promoção, degustar alguns produtos regionais.

Viseu também assinala o Dia Mundial do Turismo com uma mostra de produtos regionais como o azeite, mel, vinho e rosmaninho, havendo lugar, ainda, para uma demonstração de sabonetes tradicionais e a oferta do Kit de promoção turística do Centro de Portugal. Durante o dia os turistas poderão usufruir de um passeio em comboio turístico. Está ainda prevista uma visita guiada à Mina do Cume em Bodiosa havendo, ainda, espaço para uma peça de teatro intitulada “Volfrâmio – cenas duma aldeia de camponeses-mineiros” no Convento de S. Francisco em Orgens.

Por terras de Idanha-a-Nova também se assinala, no domingo, o Dia Mundial do Turismo com os Postos de Informação Turística de Monfortinho, Idanha-a-Velha, Idanha-a-Nova, Monsanto, penha Garcia, Proença-a-Velha e Segura com degustação de produtos regionais e oferta do Kit promocional e oferta de um percurso pedestre GR10/GR12 aos primeiros 30 visitantes de cada um dos Postos. Está ainda programada uma visita temática a Idanha-a-Velha.

 

 

Na companhia do Zêzere

Nasce fresco e cheio de vida, numa cantoria singela, no alto da Serra da Estrela, junto ao Cântaro Magro o correndo por ela abaixo num frenesim juvenil esculpindo a paisagem à sua volta. Chama-se Zêzere e é rio.

Rio de histórias e segredos, rodeado de algumas das mais belas paisagens que este Portugal pode ter.

Desce da Serra num bailado tão seu, calcorreando vales e deixando as suas marcas por terras de Manteigas, Covilhã, Guarda, Fundão, Pampilhosa da Serra, Vila de Rei, Oleiros, Sertã, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Ferreira do Zêzere, Abrantes e desagua em Constância onde se junta às águas do Tejo rumo à imensidão do Atlântico salgado.

Com a importância do Rio Zêzere bem patente, as Aldeias do Xisto, uma rede constituída por 27 aldeias distribuídas pelo interior da Região Centro de Portugal, lança, oficialmente, nos próximos dias 26 e 27 de setembro, a GRZ – Grande Rota do Zêzere, numa iniciativa que junta vários atletas que irão percorrer na integra o traçado da GRZ, desde o seu local de nascimento na Serra da Estrela rumo à foz em Constância.

Falamos de atletas como o alpinista João Garcia, o atleta olímpico de BTT, David Rosa ou o canoísta Emanuel Silva que venceu a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres.

Estes atletas irão inaugurar esta rota em estafeta com o transporte do testemunho que contem água do Covão D’Ametade e dos vários pontos de passagem ao longo do rio, sendo, depois, guardado no final do trajeto celebrando, assim, o Dia Mundial do Turismo.

A cada passagem e enchimento do testemunho com um pouco mais de água do rio, cada um dos Municípios parceiros desta Grande Rota do Zêzere irá celebrar a inauguração dos troços da rota que passam nas suas terras. Esta estafeta está aberta a todos os que queiram juntar-se a estes atletas.

O percurso terá inicio no Covão D’Ametade às 8h30, seguindo por Vale de Amoreira, Valhelhas, Ponte de Alvares, Camping Tortosendo, Adleia do Xisto da Barroca no Fundão. Seguem rumo a Dornelas do Zêzere na Pampilhosa da Serra, seguindo para Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo, Cambas, Abitureira, Sobral, Arrochela na Sertã, Sra. da Confiança, Ponte Filipina em Pedrógão Grande e descansa, neste primeiro dia de estafeta, em Bouçã – Foz de Alge em Figueiró dos Vinhos.

A etapa do dia 27 começa às 8h00 em Foz de Alge rumo a Dornes, Trízio, Zaboeira, Cabeça Gorda em Vila de Rei, Macieira, Penedo Furado, Fontes em Abrantes, Cabeça Gorda também em Abrantes e termina em Constância numa chegada conjunta Trail Running, BTT, Pedestre e Canoa.

Esta estafeta será feita em várias modalidades, Trail Running, BTT, Pedestre e em Canoa, num programa que pode consultar no site da Aldeias de Xisto. Trata-se de uma Rota Multimodal com 370 km de extensão por 13 concelhos, podendo ser feita a pé, de bicicleta ou de canoa, de forma contínua e encadeada, por troços ou circuitos multimodais, recorrendo a mais do que uma disciplina.

Existem 13 Estações Intermodais instaladas em locais próximos do rio e trata-se de estruturas multifuncionais de apoio que permitem aos utilizadores alternarem o modo de locomoção ao longo do itinerário sem que, para isso, tenham de sair do percurso para trocar o equipamento utilizado.

Nesta Rota foram desenvolvidos vários conceitos capazes de transportar este itinerário para um patamar superior aos que já existem no país e mesmo além fronteiras, sendo as Estações Intermodais um deles, mas há mais, como a existência de percursos complementares, sejam eles circulares como é o caso das Pequenas Rotas, em torno de pontos onde a GRZ passa, quer derivações a partir do itinerário principal que levam os utilizadores a áreas de interesse turístico.

Esta Grande Rota do Zêzere está aberta ao longo de todo o ano e pode ser utilizada por qualquer pessoa que terá a oportunidade de apreciar a beleza natural que envolve o rio Zêzere, seja a sua fauna ou flora, seja pelas atrações turísticas como barragens ou aldeias. Atreva-se a explorar este pequeno mundo!