Venha daí esse caloiro!

Reúnem-se os vultos em bandos, caminhando com passos boémios e cânticos que entoam estridentes e cheios de vontade que os outros os oiçam.

Cantam com alma de capas negras traçadas ao ombro. Rosto orgulhoso erguido. O futuro pode esperar, está em construção. Até lá podemos ser uma mistura de adolescentes em corpo adulto. Façamos hoje o que podermos para amanhã sermos parte da máquina que faz Portugal andar. Deixemos as preocupações de lado por uns dias porque esta semana iremos dedicar as nossas esperançosas e promissoras mentes à boémia e à festa. Vamos receber novos membros neste nosso pequeno grande clã. A nossa tão amada Academia! Acalmem-se os nervos, acelerem os corações e preparem-se os fígados porque vem aí a Recepção ao Caloiro!

De 17 a 24 de Outubro a Covilhã veste-se de negro e dá as boas vindas aos novos alunos da Universidade da Beira Interior. Novos membros de uma das maiores Academias no Interior.

A festa rija começa no dia 18 com a Serenata cantada com emoção pelo Grupo de Fados da UBI, porque as festas da Academia têm de começar com respeito pelo traje e nada melhor que os cantares de estudantes para carregar de simbolismo a semana que promete ser de folia.

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Não há festa de estudantes sem cerveja, é tradição e, como diz a sabedoria popular, a tradição é para respeitar, por isso, o dia 19 será dedicado à Festa da Cerveja com Virgilio Faleiro, Sons do Minho, Edgar Marquez e no Palco Alternativo Dj Pérez, todos preparados para animar a malta até ao amanhecer (ou entardecer para alguns).

No dia 20 terá lugar o desfile da Miss e do Mister UBI, Rui Unas ft. Van Breda fazem a festa com Mr. Viziny, no palco alternativo No Maka também à mistura numa noite que promete ser animada.

A Latada sairá à rua no dia 21 de outubro numa noite dedicada ao verdadeiro espírito académico com as Tunas Académicas da UBI a garantirem que as capas vão andar ao rubro.

Os Diabo na Cruz visitam a Covilhã no dia 22, com concertos do Cavendish, Bassbrothers ÉsseSB e Grognation no palco alternativo.

A 23 de outubro Agir é o senhor da noite académica, com atuações previstas de Karetus, Diana Martinez, Riverdeck e no palco alternativo, 21 Namillion Hosted by Philly Gonzalez.

Os D.A.M.A atuam no dia 24 seguidos de Diogo Piçarra, Namari Overule, Mauro Barros e Crise no palco alternativo.

Os caloiros são bem recebidos pela Academia da UBI, numa festa que promete ser de arromba. Aproveitem para se divertirem porque o resto do ano deverá ser dedicado a estimular e desenvolver essas mentes brilhantes, ou pelo menos, até à próxima festa…

 

A Síntese da Música no TMG

O inicio do outono é cheio de música na Guarda com o Teatro Municipal a abrir as suas portas à 10ª edição do Síntese, Ciclo de Música Contemporânea da Guarda, numa organização que junta o Município da Guarda o TMG e o Grupo de Música Contemporânea – Síntese.

Esta que é já a décima edição irá abrir com a tertúlia “A Música Contemporânea e os Públicos – Relações Sociais e Culturais” que irá juntar várias personalidades ligadas à música no Café Concerto às 22h00 do dia 23 de setembro, numa conversa moderada por Carlos Canhoto e Rogério Peixinho dois músicos/compositores do Síntese – GMC.

Este ciclo decorre até dia 31 de outubro, sendo que a 8 do próximo mês, no Pequeno Auditório do TMG pelas 21h30, o ciclo recebe o italiano Cláudio Jacomucco, um dos mais conceituados acordeonistas europeus da sua geração e um reputado compositor e professor, num concerto único em Portugal que contará no programa com obras da sua autoria e ainda de outros compositores como Giorgio Tedde e Grabriele Manca.

Continua o ciclo no dia 14 de outubro com a sua componente pedagógica com os Ensaios Abertos do Síntese – GMC para as escolas com sessões às 10h30 e Às 14h30, no Pequeno Auditório.

No dia 16 há concerto no Pequeno Auditório, com os Galegos Vertixe Sonora num espetáculo único que alia a música electrónica à componente cénica e performativa.

A 31 de outubro o ciclo encerra com um concerto do grupo homónimo que estreia em palco várias obras especialmente escritas para a ocasião, pelos compositores Fernando Lapa, Jaime Reis e Anne Victorino de Almeida, às 21h30 no Pequeno Auditório.

A rentré do TMG é cheia de música. Consulte o programa para os próximos meses em www.tmg.com.pt.

 

 

 

Pelos caminhos entre Castelos

Tenho a cabeça a entrar em modo outono e mal posso esperar que chegue esta estação.

Não me julguem mal, tal como a maioria dos portugueses, eu até que gosto da primavera, posso ser, sim, condenada por não gostar do verão mas, como já diz a sabedoria popular, “gostos não se discutem”.

Porque é que gosto do outono? Porque a paisagem se enche de cores maravilhosas! As diferentes tonalidades ocres da paisagem pintam tudo demonstrando como a natureza é caprichosa. Adoro aqueles dias em que se começa a sentir frio e a sensação de conforto que um casaco de malha proporciona é maravilhosa. E a comida? Os frutos do outono são uma ode à gastronomia!

Mas, confesso, o que mais me impressiona não é o voltar a sentir o cheiro e o calor da lareira. O que mais me deixa extasiada são as mil cores do outono. As folhas e os seus tons quentes em contradição com o vento que carrega ares mais frescos. O bailado das aves. As tonalidades do entardecer. A palidez da lua da manhã e as primeiras névoas. É o preparar da natureza para o longo descanso que a espera nos meses gelados do inverno.

Esta é, a par da primavera, uma das melhores alturas para se passear pela Serra. Caminhadas mais temperadas que nos permitem contemplar a transformação que se desenrola aos nossos olhos. N

a primavera temos a oportunidade de assistir ao acordar da montanha. Ao chilrear dos pássaros cheios de energia. O desabrochar das flores. Os tons frescos e vivos que anunciam o tempo mais vivaço!

Por outro lado, o outono, dá-nos a oportunidade de apreciar a preparação da montanha para o descanso, numa beleza madura, tranquila e serena.

Sugiro, para o próximo mês de outubro, uma caminhada entre Castelos Medievais, os de Trancoso e de Linhares.

Duas localidades cheias de história e paisagens deslumbrantes. Seguimos esta etapa da Grande Rota, com cerca de 43 km, num tempo estimado de 10h15, mas não se assustem, são muitas horas mas o percurso é de dificuldade baixa.

Saímos de Trancoso pelo lado sul entrando em terra batida e descendo em direção a Miguel Choco onde seguimos por Vendo do Cepo, entrando no vale da ribeira de Muxagata.

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Os planaltos junto de Trancoso estão cheios de elevações que, ora são rochosas, ora estão cobertas de pinhal, onde podemos apreciar os campos fechados por sebes arbóreas, constituídas, essencialmente, por carvalho negral.

O Vale da Muxagata é rico em paisagens agrícolas, sendo ladeado por amieiros.

Dos pinhais e giestais sobranceiros podemos ouvir o piar de gralhas-pretas e do peto-verde.

Ao longo dos caminhos e dos lameiros surgem sebes vivas na forma de pilriteiro ou até trovisco-fêmea.

Ao pé da ribeiro podemos encontrar pintarroxos, pintassilgos, cartaxos, rolas, melros pretos e outras espécies que nos encherão o passeio de música.

Ao longo deste vale passamos pela Aldeia Nova e por Muxagata, acompanhando a ribeira até a mesma desaguar no rio Mondego.

No cimo do vale, quando já nos aproximamos de ambientes mais serranos, podemos ter a sorte de observar a águia-de-asa-redonda ou o picanço real. Aqui cruzamos a linha do comboio e a autoestrada, pela passagem inferior seguindo o rio Mondego para jusante atravessando-o num açude para de seguida subirmos a encosta que nos levará até a EN16. Cruzando esta estrada seguimos em direção a sul, cruzando as localidades de Mesquitela, Carrapichana e Figueiró da Serra em direção a Linhares da Beira, cujo Castelo já nos acompanha, ao longe, no alto da sua colina, sobranceiro e majestoso, pela calçada Romana.

Nesta região encontramos alguns dos campos agrícolas mais antigos da Serra da Estrela.

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Chegados a Linhares sugiro que subam ao Castelo. Descansem, respirem fundo e sintam-se parte dessa natureza sem fim que se estende aos vossos pés. É uma tela viva e em constante mutação, de cores quentes que nos fazem sentir acolhidos. Se começarmos a nossa aventura pela manhã cedo, conseguimos chegar a este local a tempo de ver o sol pôr-se. Aprecie o ocaso que no outono se revela mais esplendoroso por estas bandas!

 

Fontes: Aldeias Históricas de Portugal

 

 

 

Vindimar em Viseu é uma Festa!

Setembro é época de vindimas.

Começam a sentir-se os sabores que antecipam a próxima estação e é altura de colher os frutos do trabalho feito durante a primavera e o verão, preparando-nos para os rigores do inverno. Se há uma cultura que em Portugal se destaca é a da vinha, berço dos néctares que levam o nome da nação mundo fora e que nos alegram os espíritos e a alma, pelo menos a dos apreciadores e se há algo importante são as vindimas.

A Vindima foi sempre mais que uma simples atividade inserida na cultura da vinha ou no processo de feitura do vinho, era um momento de celebração entre todos os envolvidos. O vinho e as vinhas estão de tal modo intricados na cultura das nossas gentes que já são uma extensão dos portugueses.

Na região centro as vindimas também são celebradas e em Viseu, por estes dias, são motivo de grande festa! É já entre os dias 18 e 21 de setembro que a cidade do Dão, com mais de 2000 anos de história e património, celebra a sua identidade vinhateira, e de toda a região, com mais uma edição das Festas das Vindimas.

festa vindimas

Em Viseu, durante quatro dias os visitantes terão ao seu dispor várias experiências e eventos que prometem enaltecer os sabores da terra, os vinhos e a tradição.

A esta Festa juntam-se 12 Quintas onde os visitantes são convidados a ajudar na campanha da vindima, colhendo e ficando a conhecer os diferentes processos envolvidos nesta atividade. Pode participar inscrevendo-se através do email vindimas@cmviseu.pt. As Quintas aderentes são as Quintas de Turquide, Vinha Paz, Vale das Escadinhas, Quinta de Reias, Cruzeiro, Perdigão, Cabriz, Paço dos Cunhas de Santar, Casa de Santar, Quinta Pedra Cancela, Quinta de Lemos e Casa da Ínsua.

Falemos do programa desta grande festa das vindimas! No dia 18, a partir das 18h00 tem lugar a abertura do Mercado de Vinhos & Lavradores com Brinde ao Dão e um Showcooking pelo Chef Diogo Rocha da Mesa de Lemos. Às 22h00 animam-se as hostes com o Baile das Vindimas no Club Viseu com The Ray Band seguido do Dj António Arede.

O dia 19 amanhece com as vindimas nas 12 Quintas aderentes às 10h00.

Às 17h00 atua o Trio Lima Jazz no Mercado 2 de Maio e às 20h00, no mesmo local, é a vez de Carlos Viçoso fazer a festa.

Os portugueses “Deolinda” animam todos no Adro da Sé num grane concerto às 22h00, e às 00h30 a Casa do Miradouro é o anfitrião da Dão Party que contará com a presença das Dj Master Sisters e Dj Tiago Fragateiro.

O dia 20 arranca com a II Meia Maratona do Dão às 10h30 e às 17h00 no Mercado 2 de Maio assista a Pisa Petiz, com laboratório da UVA (Escola Superior Agrária de Viseu), às 18h00 no mesmo local pode participar nas conversas em torno da temática “Somos do tamanho dos mitos que vemos”. Às 21h30 atuam os Tranglomando.

O dia 21 será dedicado às comemorações do dia do Município com um concerto no Mercado 2 de Maio com a Banda Índice.

As vindimas acontecem um pouco por todo lado. É a celebração da vida. Parte integrante da nossa cultura. Participe e traga a família, há valores e tradições que devemos passar de geração em geração!

 

Conheça o outono do TMG

O verão começa a despedir-se e as rotinas alinham-se para mais uma temporada, o mesmo acontece no TMG.

Depois de alguns meses de interregno para dar lugar à programação estival de outras instituições da Guarda, o TMG – Teatro Municipal da Guarda regressa com uma programação pensada para os últimos meses do ano.

A programação inclui a realização do X Síntese – Ciclo de Música Contemporânea da Guarda que começa já no dia 23 de setembro com uma tertúlia, num ciclo que integra concertos de Claudio Jacomucci no dia 8 de outubro e dos espanhóis Vertixe Sonora no dia 16.

No âmbito do dia da Música será apresentado nos dias 1 e 2 de outubro o espetáculo “Sonoguarda – Dicotomias do Silêncio”, um projeto que envolve um grupo sénior de 12 mulheres e quatro homens que são desafiados a “transportar para o público narrativas sonoras”.

A Luz e a música contemporânea dão o mote ao cartaz dos próximos 4 meses no TMG que está recheado de exposições, teatro, documentários, uma conferência e um concerto que convida o público a testar o sentido da audição vendando-lhe os olhos.

Estas são atividades inseridas no ciclo dedicado à Luz integrado no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Luz com a primeira atividade a ter lugar dia 21 com um documentário intitulado “Nagoygatsy” de Godfrey Reggio seguido da exposição itinerante “Janelas de Luz” patente durante de 2 a 21.

Entre os dias 3 e 29 de novembro poderemos visitar a exposição de fotografia de Miguel Claro, “O Céu estrelado do Alqueva”, que irá orientar, no dia 28 de novembro, uma oficina de astrofísica sobre “Escrever com a luz das estrelas”.

No dia 18 de novembro sobe ao palco a companhia Teatro Serra de Montemuro com a peça “Jardim das Estrelas e no dia 20 o público do TMG poderá assistir ao “Concerto para olhos vendados” de Luís Antero a partir de sons autóctones do concelho da Guarda.

Ainda para os próximos meses está prevista a rodagem de um ciclo de cinema alemão que conta com a colaboração do Goethe Institut.

O público do Teatro Municipal da Guarda pode reservar na agenda as datas de 25 de setembro para o concerto de Manuel João Vieira,17 de outubro para o concerto de Rodrigo Leão e a data de 27 de novembro para o concerto de Sara Tavares.

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Para realçar no Teatro, reserve as datas de 21 de novembro para assistir à atuação dos Gambozinos e Peobrados e Trigo Limpo Teatro ACERT com a peça “Em memória – ou a vida inteira dentro de mim”, no dia 12 de dezembro sobem ao palco do TMG Maria Rueff e Joaquim Monchique com a peça “Lar Doce Lar” e nos dias 17, 18 e 19 de dezembro não perca a atuação do Teatro do Calafrio com o trabalho “Bartleby”.

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Há muito para ver, sentir e viver no Teatro Municipal da Guarda que continua a dar cartas no panorama cultural da região.

Fotografia: Fernando Guerra; facebook oficial Rodrigo Leão

O Mercado de Belmonte é Kosher

É bem conhecida a influência e presença judaica na região, com algumas terras a destacarem-se como é o caso de Trancoso, Guarda e, claro está, Belmonte, esta última considerada a única comunidade peninsular herdeira legitima da antiga presença histórica dos judeus Sefarditas.

Durante toda a época da inquisição conseguiu preservar muitos dos seus ritos, orações e relações sociais, apesar da pressão para a diluição na sociedade católica portuguesa, muitos dos belmontenses cristãos-novos continuaram a casar-se apenas entre si durante séculos.

É reconhecida oficialmente este comunidade já em 1989 e inaugura a sua sinagoga em 1996, precisamente numa das ruas da antiga judiaria. Em Belmonte existe, igualmente, um cemitério judaico e um Museu que retrata a história da presença Sefardita em Portugal, seus usos e costumes e que integra um memorial sobre as últimas vitimas da inquisição.

Existe uma Rede de Judiarias de Portugal, as Rotas de Sefarad, uma associação que procura defender o património urbanístico, arquitectónico, ambiental, histórico e cultural, relacionado com a herança judaica no país. Esta Rede é constituída por 30 municípios, a sua maioria concentrados na região da Beira Interior.

Belmonte orgulha-se e abraça esta cultura encarando-a, igualmente, como uma boa forma de promover o seu território, cultura e tradições, sendo um dos municípios que mais impulsiona a cultura judaica em Portugal.

Possui uma Sinagoga, um Museu dedicado à herança Sefardita e, muito em breve abrirá um Hotel 100% Kosher, o Hotel Monte Sinai, de três estrelas que terá todas as condições especificas para a comunidade “Kosher”, nomeadamente no que toca à gastronomia.

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E também na gastronomia que Belmonte aposta quando divulga a cultura Sefardita promovendo alguns eventos como o que vai decorrer já neste fim-de-semana. O Mercado Kosher que vai na sua quinta edição, realiza-se no domingo dia 13 de setembro e vai dar a oportunidade aos visitantes de adquirirem e ficarem a conhecer as especificidades da gastronomia Judaica que obedece a algumas regras.

O termo Kosher ou Kasher refere-se a alimentos que foram preparados de acordo com as leis judaicas, puramente espirituais, da alimentação e que têm origens bíblicas. Entre as carnes de animais terrestres poderão ser Kosher apenas as provenientes de animais ruminantes com casco totalmente fendido, que demonstra que não podem agarrar presas com as patas, sendo as mais consumidas as de boi e carneiro.

O porco, embora tenha o casco fendido, não é ruminante daí não ser Kosher, assim como a maioria do animais terrestres.

Entre as aves podem ser consumidas as domésticas como a galinha, peru, ganso e pato, mas nunca as selvagens e de rapina.

Estes animais só podem ser abatidos conforme os preceitos da religião, ou seja, sem que o abate cause sofrimento. As carnes devem ser inspecionadas quanto a doenças e imperfeições internas, passando depois por um processo no qual são salgadas e ficam de “molho” até que todo o seu sangue seja removido.

A proibição de comer sangue estende-se também aos ovos, que devem ser cuidadosamente verificados antes do consumo a fim de se assegurar a inexistência de manchas de sangue na clara ou gema.

Os vegetais podem ser consumidos desde que passem por um rigoroso processo de higienização, garantindo que não existem insetos.

A certificação de produtos Kosher passa pela colocação de um selo específico na embalagem e podem ser consumidos alimentos industrializados desde que exista essa indicação de certificação Kosher. Nestes casos, aditivos como óleos e temperos também devem ser verificados. Há ainda outras regras como a combinação de alimentos, já que não se devem juntar carnes com ovos, leite ou derivados.

Em Belmonte, neste domingo, poderão ficar conhecer esta cultura no Mercado Kosher que decorrerá no Largo do Castelo e que conta com um programa animado onde não faltará a música, arte e teatro.

O contributo dos judeus portugueses para a história do mundo foi enorme, desde a ciência náutica que há mais de 500 anos deu ao país um avanço decisivo para o início da globalização, à evolução da economia mundial e da medicina, muitos foram os sectores em que o papel dos sefarditas nacionais se tornou preponderante.

Fui à Feira de Nelas provar Vinho!

Este fim-de-semana fui até Nelas. Tinha um motivo especial. Havia Feira!

Não uma Feira daquelas a que estamos habituados e que ocorrem quinzenalmente ou semanalmente. Não uma Feira com animações e muitas luzes e vendedores como a de S. Mateus em Viseu. Fui a Nelas a uma Feira dedicada ao Vinho, em concreto, ao vinho da Região Demarcada do Dão.

Sou apreciador de vinho – sublinhe-se o apreciador porque não sou muito conhecedor. Sou capaz de distinguir um bom vinho de um feito à “pressão” e vendido a granel, mas não me façam perguntas difíceis como: quais os taninos que sente? Ou quantas castas saboreia? Sei dizer se é encorpado e se é bom ou é mau, pelo menos ao meu paladar.

Fui então até Nelas de mente aberta e curiosidade desperta.

Já me tinham falado dos vinhos e conhecia um ou outro das muitas noticias acerca de prémios que têm vindo a arrecadar, cá e lá fora. Decidi provar por minha conta e risco e lá fui até Nelas.

Foi uma agradável surpresa o espaço situado no Largo do Município, em frente à Câmara Municipal.

Umas dezenas de tendas alinhadas com a centralidade das mesmas ocupada por vários produtores da região, uns mais conhecidos que outros. Logo à entrada adquiri o meu copo de balão e bolsa para o guardar e assim desocupar as mãos ao longo do meu périplo pelos stands.

Confesso que me apetecia apreciar todos os vinhos e ficar à conversa com alguns dos anfitriões, mas não consegui, provei alguns e vinhos houve acabaram nas “cuspideiras” outros não tive coragem de recusar de tão deliciosos que são.

Há alguns que me surpreenderam pela sua leveza outros pelo seu carácter, perfume e sabor intenso.

Fiquei a saber o nome de algumas castas e apreciei um Touriga Nacional maravilhoso e quando me dirigi à Praça da Alimentação tive a oportunidade de comer um conjunto de sandes (vitela, bacalhau e requeijão com doce de abóbora) com assinatura de um Chef da região que, harmonizado (aprendi este termo na Feira e, para quem não sabe, significa, basicamente, casar o vinho com o que comemos num equilíbrio de sabores) com um tinto que me fez as papilas gustativas baterem palminhas de contentes!

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Voltei à minha demanda pela Feira.

Eis que todas as luzes se apagam.

Num ecrã gigante surge um cronómetro em contagem decrescente.

Faltavam 5 minutos.

Eu sabia que havia um espetáculo previsto para essa noite, pensei que fosse uma espécie de concerto com gentes da terra, eis que o cronometro para e o vento começa a soar, no ecrã surgem imagens de vinhas e paisagens de Nelas, um vulto levanta-se do lado direito do palco (num cenário fantástico diga-se) e começa a entoar um poema, uma voz que reconheci à primeira palavra. Vítor de Sousa, recitava um poema acerca do Dão.

Prendeu-me de imediato a atenção.

Surgem bailarinos e mais atores em cena, contou-se uma história de amor entre melodias que, ainda hoje, ao final de 3 dias , continuam a tocar na minha cabeça.

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Um Musical que me espantou pelo enredo, som e coreografias e que terminou com uma surpreendente chuva de estrelas em jeito de fogo de artifício que maravilhou as centenas de pessoas presentes.

A noite terminou com mais uns stands e uma Wine Party onde serviam um cocktail de espumante, à descrição.

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Para casa trouxe umas garrafas de vinho para apreciar com alguns amigos e mostrar que há mais vinho em Portugal do que o Alentejano, do Douro ou o Verde.

Aliás, esta região começa a dar passos de gigante rumo ao reconhecimento da qualidade dos seus vinhos e isso é algo que muito me agrada! Trouxe conhecimento acerca de vinho, até fiquei a saber o nome de algumas castas como a Touriga Nacional, Jaen, Encruzado ou Alfrocheiro (nomes que ficam na memória).

Agora é só juntar um punhado de amigos, um prato de queijo da Serra da Estrela, outro de chouriça e outro de morcela, abrir umas garrafas que trouxe de Nelas e serei uma pessoa ainda mais feliz!

 

BFM

Maratona Fotográfica, preparar, apontar, focar, CLICK!

Vamos lá exercitar esse dedo indicador, os olhos e fazer uns bíceps porque há maratona fotográfica em Viseu!

Vem aí a época das vindimas e setembro é o mês do vinho e das uvas. Festas em torno da apanha da uva e nós gostamos muito disso, sendo que a região do Dão sabe celebrar as suas riquezas e nada melhor do que comemorar sob o olhar critico e artístico de quem gosta de captar o mundo por trás de uma lente fotográfica, para eles à uma Maratona em Viseu.

A Maratona Fotográfica arranca às 10h00 de sábado dia 19 de setembro e termina à 1h00 de dia 20. Uma verdadeira corrida para retratar o melhor do tema “Viseu cidade vinhateira”.

As inscrições estão abertas até dia 14 no balcão da FNAC, entidade parceira na iniciativa.

Para participar tem de ser maior de idade e só pode participar em nome individual.

Esta Maratona tem sete pontos de encontro para contagem do número de participantes (no máximo serão 100 e no mínimo 35). Em cada paragem será dado aos participantes um tema específico para que explorem fotograficamente.

É obrigatório que cada participante passe em seis dos sete pontos de encontro.

No entanto, não existe um percurso definido para os participantes, sendo esses pontos de encontro divulgados no início da Maratona (Ponto 1 será na FNAC de Viseu). Em cada ponto de encontro será fornecido um texto com a descrição do tema fotográfico a explorar que não estará, necessariamente, relacionado com a cidade de Viseu ou com o ponto de encontro.

Claro que este evento não podia passar à margem das Redes Sociais e por isso o Facebook do evento terá uma importância acrescida na Maratona. Cada participante deverá, em dois pontos obrigatórios para upload de imagens, escolher 3 das fotografias retiradas relativas à cidade e partilhá-las na página do Facebook criada para o evento.

Essa partilha será feita em cada ponto de upload, num total de 6 fotografias.

A que tiver mais “gosto” até às 13hoo do dia 20 de setembro será premiada.

Há 3 prémios a jogo, o primeiro de 2000€ em dinheiro, o segundo é um telemóvel Alcatel Idol 3 5,5 e o terceiro um Alcatel Onetouch watch BLK/RED.

O júri irá escolher a melhor fotografia com base na qualidade técnica, criatividade e consistência do conjunto.

Vamos lá então, apontar essa objetiva e disparar!

 

 

Muralhas que guardam segredos em Sortelha

Deixemo-nos levar pelos sons e pelos cheiros. Entremos num mundo de fantasia inspirado na história das gentes desta terra. Não tenha receio e abra o espírito.

Deslumbre-se porque este evento é mais do que uma Feira Medieval, é uma viagem pela história desta que é uma das mais belas aldeias de Portugal – Sortelha.

As Muralhas com História não se limitam, apenas, a ser uma Feira Medieval, é uma autentica viagem histórica através da literatura, procurando dar a conhecer, na edição deste ano, o quotidiano da Idade Média, numa perspectiva menos assombrada pelas trevas, através da sátira dos autos de Gil Vicente. Serão vários os episódios da vida medieval antes do Renascimento a serem representados um pouco por toda a Aldeia de Sortelha, naquilo que a organização chama de Autos da Muy Fermosa Sortelha.

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Haverá um mercado de época, tabernas, ofícios ao vivo, música ao vivo espetáculos surpreendentes e constantes teatralizações que prometem maravilhar os visitantes e fazê-los embarcar nesta viagem pelo passado.

Sortelha é local de lendas e histórias fantásticas.

A própria Aldeia convida à deambulação e ao deslumbramento.

De 18 a 20 de setembro deixe-se encantar em Sortelha!

Fica aqui uma mostra do que aconteceu na edição do ano passado sob a temática do Secretismo e Magia do Sagrado Feminino:

 

Fotografia: Alexandre Nobre

 

A Feira, na Guarda, é Farta!

Todo o concelho da Guarda vai estar reunido num só local.

As suas tradições, cultura, produtos e produtores, artesanato e gastronomia, juntos num evento que promete dar a conhecer o concelho a todos os que visitarem a Guarda nos dias 12 e 13 de setembro, a Feira Farta.

A Feira Farta terá a sua primeira edição e a intenção é transformar este evento na maior Feira da Guarda onde todos poderão conhecer o concelho nas suas diversas vertentes com destaque para os produtos agroalimentares da região como o mel, o pão, os frutos, os legumes e outros produtos da terra.

O Mercado Municipal será o palco deste evento, bem no coração da cidade mais alta, transformando-se numa montra que pretende fomentar a valorização dos recursos e produtos da região.

São cerca de 150 os produtores com mais de 100 produtos oriundos de 43 freguesias e de 6 bairros da cidade da Guarda.

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Mas não é apenas de mostras que vive esta Feira.

A intenção é que seja uma festa para todos e por isso o programa pensado para o evento contem várias atrações como iniciativas gastronómicas, degustação de produtos, recriações etnográficas do “Ciclo da Castanha”, dos “Serões da Aldeia” ou do “Ciclo do Pão”.

A festa vai ter destaque na televisão nacional com a transmissão em direto do recinto do programa “Verão Total” da RTP, no dia 12, e há ainda aquele que promete ser o momento alto da Feira Farta da Guarda, o concerto de José Cid que encerra o certame.

Esta Feira apela aos sentidos, à tradição e descoberta da cultura da região. A gastronomia assume, pois claro, um papel de destaque nesta Feira Farta e que se quer Farta na verdadeira ascensão da palavra e, por isso, existirão vários apontamentos ligados ao sabor e seus saberes com workshops vário como o de Filhoses Regionais, Doces com História, Biscoitos Caseiros ou um workshop dedicado ao Queijo da minha terra.

Aproveite para (re)descobrir o concelho, os seus produtores e os seus saberes. Fique a conhecer a riqueza cultural das freguesias e participe.