Um passeio por Castelo Branco

Para o próximo fim-de-semana sugerimos uma visita à região de Castelo Branco com paragem obrigatória para explorar a cidade.

O seu nome deve-se à existência de um castro luso-romano, Castra Leuca, no cimo da Colina da Cardosa e de onde cresceu a povoação. A História de Castelo Branco está intimamente ligada à história dos Templários sendo que, hoje, é uma das cidades mais importantes do interior de Portugal, pela sua posição geográfica.

Esta é uma região muito rica em histórias e património, mas é na cidade que nos vamos focar.

Quem visita uma qualquer cidade deve começar por conhecer o seu passado, passeando pelos seus Centros Históricos, em Castelo Branco não é diferente.

Percorra as suas ruas que, em muitos casos, evocam profissões, e aprecie a cada passo, os pormenores arquitectónicos interessantes dos seus muitos portais quinhentistas, ou conjuntos cheios de memórias e histórias como a Praça Velha (Casa do Arco do Bispo, Domus Municipalis, Palácio dos Motas e Celeiro).

castelo-branco-catedral-fac

Sé Catedral

 

Castelo Branco tem muitos Monumentos que nos prendem o olhar e nos fazem voltar ao passado, como a Igreja de S. Miguel, elevada à categoria de Catedral no século XVIII, e onde podemos apreciar os predominantes elementos do Barroco e do Rococó e as pinturas de Pedro Alexandrino ou a imagem de S. Miguel na sua fachada.

Do alto do seu Castelo pode ter uma vista maravilhosa sobre a cidade. Erguido pelos templários, este Castelo foi delimitado por uma linha de muralhas e torres.

jardim-paco-episcopal-centr

Jardim do Paço Episcopal

 

Descontraia no Jardim do Paço Episcopal, um dos mais paradigmáticos jardins Barrocos do país, encomendado por D. João de Mendonça, Bispo da Guarda no inicio do século XVIII, e onde se destaca a conjugação do verde com as estátuas em pedra que se encontram no jardim e que seguem percursos temáticos, abordando figuras e simbologias religiosas, históricas e mitológicas.

museu-francisco-tavares-cap

Museu Francisco Tavares Proença Júnior

 

Passear pelas cidades deve ser encarado como uma viagem cultural. Conheça os seus monumentos e também os seus Museus.

Em Castelo Branco pode visitar o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, a funcionar no edifício do antigo Paço Episcopal e que possui uma área de exposições temporárias e outra dedicada a exposições permanentes onde encontra parte do espólio do Paço, arqueologia, paramentos e colchas antigas.

O Museu possui, ainda, uma biblioteca especializada em Arqueologia e História da arte assim como uma Oficina-Escola de Bordados Regionais.

O Museu Cargaleiro, no Solar dos Cavaleiro no Centro Histórico, é outro dos espaços que pode visitar em Castelo e que resulta de uma parceria entre o Município e a Fundação Manuel Cargaleiro e procura proporcionar a novos públicos o contacto com a arte, fazendo circular por este espaço as diversas coleções que compõe o acervo da Fundação.

castelo-branco-bordados

Bordados típicos de Castelo Branco

 

Mas Castelo Branco é muito mais que Monumentos.

A sua riqueza artesanal é enorme com destaque para as Colchas de Castelo Branco e que, em tempos idos, eram o orgulho do enxoval das noivas da região tornando-se num ícone dos variados Bordados de Castelo Branco.

Estas colchas são bordadas a fio de seda em pano de linho e simbolizam o amor e o casamento que se quer feliz ou, no caso da Albarrada, o lar e a árvore da vida. Os pássaros juntos representam o casal e os encadeados a cadeia indestrutível do matrimónio. Nestes bordados o homem é representado pelos cravos enquanto que as rosas são alusivas à mulher. Mas são muitos mais os símbolos e simbologias bordadas nestas colchas que pode encontrar em Castelo Branco e que existem desde meados do século XVI.

castelo-branco-6-832x468

Calçada

Quanto caminhar pelas ruas albicastrenses olhe para onde pisa.

Também as calçadas são dignas da sua atenção. Um trabalho artesanal meritório de contemplação e que segue a linha secular da tradição portuguesa com desenhos alusivos ao que se pode encontrar nas famosas Colchas de Castelo Branco.

Se gosta de passear em família não deixe de levar os mais pequenos ao até ao Parque da Cidade, junto ao Jardim do paço episcopal. Aqui elas poderão correr e ser crianças em segurança. Este Parque possui fontes e espelhos de água que transmitem frescura e canteiros com produtos hortícolas e ervas aromáticas que nos remetem para o passado do Parque, outrora horta do Paço. É uma ótima oportunidade de dar a conhecer aos mais pequenos os produtos da terra.

Não deixe de visitar castelo Branco e as suas maravilhas e segredos escondidos. Se vier com tempo, passeie também pela região que está cheia de lugares e monumentos surpreendentes, sejam naturais ou não, como as Aldeias Históricas de Idanha-a-Velha e Monsanto, ou mais a norte a Aldeia de Castelo Novo. Ou então as Aldeias de Xisto como Martim Branco e Sarzedas, Álvaro, Figueira, Pedrogão Pequeno, Água Formosa e Foz do Cobrão.

Por cá, é sabido, também se come bem. Sugerimos que prove as Empadas de Castelo Branco o Cabrito Estonado ou Recheado, ou até mesmo ensopado, sem esquecer os Maranhos, as papas de Carolo, Tigeladas, Broas de mel, Biscoitos de azeite, o Bolo de Festa ou os Borrachões.

Traga apetite, vontade de passear e muita, muita curiosidade!

Fotografia: Visit Centro de Portugal

 

Gregório Duvivier do Porta dos Fundos na Covilhã

Aos aficionados do humor não lhes são indiferentes, sendo, provavelmente, um dos melhores coletivos de humor televisivo do momento no mundo.

Entraram em Portugal pelas Redes Sociais e graças à língua comum conquistaram o público nacional. Falo do Porta dos Fundos, uma equipa de humoristas brasileiros que conquistou os portugueses com o seu humor desbocado, nonsense a acutilante.

Gregório Duvivier é um dos nomes que o Porta dos Fundos consagrou no humor, sendo um dos atores mais queridos pelos fãs do coletivo, e vai estar na Covilhã no dia 14 de maio num espetáculo no Teatro Municipal.

O ator tem vindo a destacar-se no panorama artístico brasileiro com vários sucessos não apenas no teatro mas igualmente na escrita, caso dos livros da sua autoria “A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora”, “Ligue os pontos – Poemas de amor e Big Bang” e “Put Some Farofa”.

Este é um ator premiado e uma lufada de ar fresco, um artista extremamente completo, não se deixa ficar apenas pela arte de atuar, mas vai circulando entre o ser ator, poeta, escritor, guionista e cronista.

À Covilhã, Gregório Duvivier, traz uma comédia imperdível que fala de um escritor sem um único título publicado que luta para, enfim, terminar uma peça sobre um homem solitário. A personagem intensa processa as suas ideias em cima de um palco e vive atormentado pela recordação de Berenice, a sua ex-mulher.

gregorio
“Uma Noite na Lua” é uma “peça cómica, poética, dramática e romântica ao mesmo tempo. É hilariante e arrebatadora. É o texto mais completo que eu já li”, avalia Gregório. “Uma Noite na Lua” é o maior sucesso de público e crítica do autor e diretor teatral João Falcão.

Gregório Duvivier sobe ao palco do Teatro Municipal da Covilhã no dia 14 de maio a partir das 22h00 e os bilhetes já estão à venda no local ou em Ticketline.sapo.pt e custam 15€.

Fotografia: Raquel Pelicano

Festa da Academia em Castelo Branco

Arranca este dia 20 de abril a Semana Académica de Castelo Branco, com um cartaz que promete animar os estudantes albicastrenses até ao próximo dia 24.

cartaz cb

O cartaz aposta na música portuguesa que mais jovens atraem com Pedro Cazanova a animar a primeira noite no Pavilhão da NERCAB e ainda Eddie Ferrer e Daduh King.

Diego Miranda será o dono da noite do dia 21 juntamente com Junior K. Unkown Cover Band e ainda TFA, D’Artatuna e Artituntuna Copitusa. Bezegol é o nome que se segue atuando na sexta-feira dia assim como Deau, Spityfyah Sound, Full Mandness, Cerpetuna e Adufotuna.

O sábado vai ser animado por Agir, Dj Sergy, MGDRV, Tusald e Estudantina CB e o último dia será dedicado ao Arraial da Cerveja.

Os concertos terão lugar no Pavilhão da NERCAB e os bilhetes rondam os 25€ (bilhete geral) para Sócios da AAIPCB, 27,5€ para estudantes e os 30€ para não sócios.

 

Vamos dançar?

Vamos dançar? Dar expressão ao corpo e deixarmo-nos fluir ao som da música e embrenharmo-nos numa composição feita por movimentos onde os sentimentos, ideias, conceitos e emoções despertam a nossa essência.

Esta e a proposta do Aquilo Teatro que pretende assinalar o dia Mundial da Dança com um workshop que irá decorrer nos dias 27, 28 e 29 de abril, no auditório da Câmara Municipal da Guarda e que promete introduzir os participantes no mundo da Dança Contemporânea.

Trata-se de um workshop aberto a todas as pessoas, maiores de 13 anos, que gostem de dançar. A Dança Contemporânea é um conjunto de métodos desenvolvidos da dança moderna e pós-moderna.

Este workshop será desenvolvido sobretudo na relação corpo-espaço-tempo, explorando-se, assim, diversas formas, dimensões e dinâmicas do movimento, propondo-se, ainda, a exploração da técnica contemporânea como o apoio ao movimento natural procurando desenvolver uma linguagem própria e pessoal.

Linguagem para a qual, será fundamental a criatividade e a capacidade de interpretação de cada um, através de propostas de improvisação e composição que tentem criar e dar vida a novos ambientes e emoções.

A sua técnica é tão abrangente que não delimita os utensílios usados. O corpo, pesquisando as suas diagonais, não delimita estilos de roupas, músicas, espaço ou movimento.

Todo o trabalho desenvolvido, durante os três dias de formação, será acompanhado com música ao vivo a cargo de Alberto Lopes e culminará na apresentação do exercício final, no dia 29 de Abril (Dia Mundial da Dança), pelas 22h00, no Auditório da Câmara Municipal da Guarda.

Deixe-se guiar pelas emoções. O valor da inscrição é de 38 euros, e o workshop será ministrado por Bruno Brazete, natural da Guarda e que possui uma vasta experiência na arte da dança.

A que sabe Piranha tatuar

Sentem-se como picadas de abelhas. Queima. Uma dor que se tolera porque a recompensa é bem maior.

É um crescendo de emoção e ansiedade, envolve-nos numa empolgação de meninice e é verdade, quem faz uma não se fica por ali.

O processo é todo um conjunto de emoções. A escolha. O significado. A coragem. E nunca se esquece a primeira vez!

No meio dos ais, dos franzires de testa e das lágrimas que teimam em querer cair, tolhemos o corpo, cerramos os punhos e os dentes e muitas vezes queremos sair e desistir, deixar aquelas mil abelhas que nos torturam a pele e nos queimam sem piedade. Mas não. Não o podemos fazer. Não há lugar ao arrependimento. Temos a certeza que queremos fazer! E por isso, não vamos sair dali.

Para o zumbido. Ganhamos coragem para abrir os olhos. Não queremos olhar. Não posso olhar. VOU OLHAR!

Paramos uns segundos, enquanto observamos. Está como eu queria? Já é parte de mim, de quem eu sou. É minha, esta na minha pele. Está perfeita! UFA! Hoje sou mais eu, completei um pouco mais a minha essência. A minha tatuagem! Doeu? Sim, doeu que se fartou! Momentos de pura tortura… Não vejo a hora de fazer outra!

Quem já tatuou a pele conhece esta sensação e sabe que é para sempre, talvez seja por isso que muitas pessoas não têm coragem de fazer, talvez seja por isso que muitas outras o fazem.

 

É um compromisso. Um compromisso com a nossa pele, com o que nós somos. São parte da nossa identidade, sejam mais escondidas, sejam visíveis a todos como um grito do que é a minha essência. É, para muitos, o maior compromisso que já fizeram na vida, está-lhes, literalmente, na pele!

 

Sabemos que podemos tirar, é como um casamento – ninguém casa a pensar que se vai divorciar – e tal como num matrimónio quando o divórcio acontece há a certeza de que muitas cicatrizes poderão ficar e que o processo será moroso e doloroso.

Tatuar o corpo é como casar, assumir um compromisso com a nossa pele.

Há que escolher o par certo.

E para que todo o processo aconteça sem riscos há que encontrar o “padre” perfeito, aquela pessoa que nos vai unir. Não é fácil. É uma escolha difícil e que implica muita confiança. E se falha o desenho? Terei de viver com o erro do outro marcado na minha pele para sempre?! O melhor mesmo é saber a que mãos nos vamos entregar! É um compromisso muito sério. Uma entrega. Um salto de fé. Ninguém quer um tiro no escuro.

Em Portugal começamos a abrir a nossa mente à tatuagem. Já não é um tabu, nem algo que membros de “determinados grupos” fazem. Apesar de ainda existir algum estigma, são milhares as pessoas que possuem tatuagens, algumas tão íntimas que não fazemos ideia que aquela pessoa a tem.

Segredos.

E tal como as mentes começam a ficar mais abertas, muito graças à abertura de fronteiras virtuais proporcionada pelo advento das novas tecnologias e internet, que nos mostram todo um novo mundo ao nosso alcance e nos abrem perspectivas, também aumentam o número de artistas dispostos a perpetuarem a sua arte no corpo de alguém. Mas nem todos são bons. Ainda bem que em Viseu os há de grande qualidade.

Os artistas do Piranha Studios em Viseu trouxeram a confirmação da sua qualidade do Oporto Tattoo que aconteceu na semana passada, confirmação em forma de taça de 1º e 2º lugares, numa das maiores convenções de Tattoos do país.

O Piranha Tattoo não é um estúdio qualquer. Aqui as tatuagens são levadas muito a sério. São arte e como tal toda a perspectiva em torno da tatuagem se modifica. O respeito é diferente. A alma é maior. Não é um trabalho. É uma filosofia.

Esta é uma casa composta por vários artistas de renome internacional nos diversos estilos de tatuagem e a qualidade tem de ser sempre de topo, seja na higiene e segurança, seja nos campos estéticos e artísticos.

A equipa é composta por 3 profissionais residentes de diversas nacionalidades e é, hoje em dia, considerado um dos melhores estúdios do país. Tal como um Museu ou uma companhia de arte, também este estúdio do Piranha Tattoo recebe, regularmente a visita de tatuadores, artistas convidados, com grande prestigio internacional, que fazem com que a notoriedade dos estúdios seja reconhecida além fronteira.

São 16 anos de crescimento e dedicação à arte que atrai clientes de todo o país e do estrangeiro, e conscientes da evolução do mundo o a Piranha Studios possui uma loja online que permite, aos seus clientes, independentemente da sua localização geográfica, terem acesso aos produtos disponíveis na loja em Viseu.

São vários os serviços disponíveis na Piranha Studios, desde a tatuagem, claro, passando pelo piercing, Microdermal, Micropigmentação, remoção laser, ou despigmentação laser (que tenta resolver más escolhas de tatuagens passadas) à formação.

Os artistas residentes são o João Morais, Enrich Rabel, Kati e Lucas Ferreira, contando com artistas convidados como Sérgio Gas, Pavel Krim, Samuel Potucek, Léo Neguin ou António Furtado.

piranha team

Na edição deste ano do Oporto Tattoo, Convenção de Tatuagem que decorreu em Gondomar, vieram para casa de mãos cheias de prémios, com um 1º lugar na categoria Black and Grey (sábado) da autoria de João Morais, Best Tattoo of Day sábado por João Morais (Melhor tatuagem do dia),

joao morais tattoo

outro 1º lugar Best Black and Grey, desta vez no domingo, com uma tatuagem da autoria de Enrich Rabel,

best domingo

um 2º lugar Best Black and Grey (domingo) por João Morais,

2 best domingo

ainda o 1º lugar Best Neotradicional (domingo) por Lucas Ferreira e um Best Tattoo of Shoe por João Morais artista residente (Melhor Tatuagem da convenção).

1 neo

Este reconhecimento só vem atestar a qualidade de um dos melhores estúdios do país, numa arte que muitos ainda consideram underground (uma das mais antigas artes da humanidade e ainda mal percebida por muitos), mas que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos e que tem vindo a ser, e ainda bem, cada vez mais desprovida de preconceitos e convenções.

E por incrível que pareça, este que é um estúdio de tatuagens respeitado por esse mundo fora pelos seus pares, fica numa cidade do interior de Portugal. Parece que, afinal, o interior não e tão interior assim!

Já conhece Viseu?

http://heartbeat.pt/ano-oficial-visitar-viseu/

Viseu desafia artistas de rua

A arte urbana tem vindo a assumir, cada vez mais, um papel de destaque como forma de pensar as cidades modernas, conferindo-lhes cor, luz e novas vidas a edifícios cinzentos e cabisbaixos.

Para muitos pode ser vista como vandalismo, mas, afinal, quando falamos em arte urbana, não falamos em Graffiti de tags, falamos de autenticas peças de arte, sejam pintura ou escultura ou apenas simples instalações, entre muitas outras formas que procuram o seu lugar no espaço público.

A arte urbana tem uma forte componente critica e procura que quem a observa seja forçado a pensar.

Viseu percebeu o impacto e a importância que a arte urbana tem na cultura e na expressão artística de uma cidade, e tem feito desta modalidade um dos seus cartões de visita, destacando-se no panorama nacional no que diz respeito a esta forma de ver e pensar a arte, a par de outras cidades como a Covilhã ou o Fundão.

Quem passeia pelas ruas de Viseu pode apreciar este movimento e constatar o efeito estético que têm na urbe. Consciente dessa importância, a Viseu Marca e o Município de Viseu desafia os artistas de Viseu a integrarem o 2º Festival de Street Art que decorrerá, na cidade, de 19 a 22 de maio.

O Festival de Street Art será o evento-âncora dos “Tons da Primavera” e até dia 2 de maio os artistas de Viseu podem enviar a sua candidatura para integrarem o leque de criativos que vão participar no Festival e que conta com artistas nacionais e internacionais.

akacorleone

Trabalho realizado na edição do ano passado do artista AKACORLEONE

 

A tela serão as paredes exteriores do Pavilhão Cidade de Viseu (antigo Inatel) e os concorrentes deverão apresentar uma maqueta inspirada em marcas que compõem a identidade da cidade, tendo de escolher pelo menos uma de entre as seguintes: “Cidade Vinhateira”, “Cidade Jardim” e/ou “Cidade de Grão Vasco”, no ano em que o Museu nacional Grão Vasco assinala o seu centenário.

Este iniciativa pretende integrar os talentos locais e a sua formação com os artistas nacionais e internacionais consagrados ou muito experientes.

Os interessados deverão enviar a maqueta do trabalho para streetart@viseumarca.pt, através do envio de imagens ou apresentação em PDF até ao máximo de 3MB, e deverão incluir além da maqueta, uma sinopse dos projetos (max. 500 caracteres) e a indicação dos materiais necessários ao desenvolvimento do trabalho.

O Júri é composto pelo gestor da Marca Viseu e pelos artistas Akacorleone e Kruella D’Enfer. A seleção final será anunciada a 6 de maio e as obras deverão ser feitas entre 19 e 22 de maio, excepto aquelas que exijam mais tempo de execução.

Ruínas ganham vida a três dimensões

Quantas vezes ao visitar um monumento antigo não imaginamos como terá sido. Qual o seu aspeto? Teria sido grandioso?

A imaginação começa a voar perante as ruínas e as histórias que ouvimos acerca desses locais acabam por necessitar de um enquadramento arquitectónico para que as possamos “visualizar” melhor.

A Beira Interior está cheia de monumentos antigos, alguns em ruína, restando apenas as memórias e algumas pedras que nos fazem questionar como teriam sido nos seus tempos áureos.

Pois bem, agora já podemos ter uma preciosa ajuda na tentativa de visualizar como terão sido alguns dos mais interessantes monumentos da região, graças ao trabalho de alguns alunos do curso de Arqueologia da Universidade de Coimbra que foram desafiados, na cadeira de Informática Aplicada à Arqueologia, a reproduzir um conjunto de edifícios romanos e medievais emblemáticos da região em 3 dimensões.

Os edifícios foram escolhidos pela sua situação atual, ou seja, procuraram reproduzir edifícios que se encontram alterados na sua aparência original, o que torna este trabalho ainda mais interessante pois exigiu estudo e pesquisa, por parte dos alunos, acerca da história destes monumentos e das características de outros semelhantes existentes na região.

Foram dez os edifícios a serem “reconstruídos” por parte dos alunos da licenciatura, com recurso ao programa livre SketchUp.

 

Templo Romano de Idanha-a-Nova

templo romano idanha

Este é um edifício que se encontra bastante degradado, restando apenas o pódio, reutilizado como base da Torre de Menagem do Castelo Templário de Idanha-a-Nova.

Tiago Cordeiro, autor deste projeto, serviu-se de dados recolhidos em escavações arqueológicas desenvolvidas entre 2007 e 2008, como referencia para o seu modelo a 3 dimensões.

 

Fortificação de Castelo Novo

fortificaçaio castelo novo

Lara Leonor Duque desenvolveu o projeto relacionado com a Fortificação de Castelo Novo, cujo traçado sofreu muitas alterações ao longo do tempo, faltando alguns troços de muralha. A Torre de Menagem está bastante danificada preservando a sua primitiva altura apenas em parte. Outros elementos originais estão, atualmente, muito descaracterizados em relação à sua versão original.

A aluna fez o seu modelo tendo em consideração alguns estudos realizados entre 2002 e 2004.

 

Templo Romano de Orjais

templo romano orjais

Este foi outro dos edifícios sujeito a estudo e à reconstituição do que seria no passado. Ricardo Ferreira foi o responsável por trazer o Templo Romano de Orjais, na Covilhã, à vida, ou pelo menos ao papel.

O seu atual estado é de ruina quase completa, restando apenas o pódio, alguns muros em socalco e testemunhos de uma escadaria frontal que desceria do terraço.

A referencia de Ricardo para este trabalho foram as escavações desenvolvidas no local em 2001. José luís Madeira já tinha feito alguns desenhos em 2013 e Ricardo serviu-se deles como base para o seu trabalho.

 

Castelo de Belmonte

castelo belmonte

Este é um dos mais emblemáticos monumentos da região e ex-libris de Belmonte. Margo Van Puyvelde assina este projeto a 3 dimensões. Este castelo encontra-se em relativo bom estado de conservação, faltando apenas o adarve e as ameias de grande parte do recinto. Já não existem, igualmente, os edifícios palacianos no seu interior.

O modelo foi inspirado tendo por base as escavações arqueológicas desenvolvidas entre 1992 e 1994 e propõe uma fortificação dominada por vários edifícios palacianos e outras estruturas de apoio ao reduto, apara além da torre de menagem.

 

Castelo da Guarda

castelo guarda

Ricardo Lobo é o responsável pela reconstrução do Castelo da Guarda do qual resta apenas Torre de Menagem, estando a base de referencia para este trabalho em estudos arqueológicos realizados nos anos 90.

A proposta de Ricardo apresenta uma fortificação com espaço interior exíguo que não albergaria muitas estruturas de apoio, apenas apresentando adarve na sua face virada para Leão.

 

Igreja de Santa Maria em Castelo Mendo

igreja st maria castelo mendo

As ruínas da Igreja de Santa Maria de Castelo Mendo são um dos mais místicos monumentos da região. Joana Gabriel desenhou uma versão a 3 dimensões que nos remete ao que poderia ser o seu aspeto original apenas tendo como referências o seu estado atual.

 

Castelo de Almeida

castelo almeida

Todos conhecemos a fortaleza de Almeida, uma das mais belas e bem conservadas da Península Ibérica, no entanto, Almeida, também tem um Castelo, ou pelo menos ruinas do que outrora fora um Castelo, já que o mesmo sofreu uma explosão tremenda aquando das invasões napoleónicas. David Magalhães é o autor desta reconstituição feita tendo por base um desenho do século XVI.

 

Castelo de Monforte do Côa

castelo monforte

Em Figueira de Castelo Rodrigo encontramos os vestígios do que outrora foi o Castelo de Monforte do Côa. Atualmente restam apenas o embasamento da muralha e das torres. Inês Carolina Alberto baseou o seu modelo numa proposta de planta da extinta fortificação publicada em 2014, já que este Castelo nunca foi alvo de intervenções arqueológicas e existem poucas referencias acerca dele em artigos científicos.

 

Igreja de Stª Marinha de Moreira de Rei

igreja st marinha

A Igreja de Stª Marinha de Moreira de Rei fica no concelho de Trancoso e foi o alvo do projeto de Luís Oliveira. O monumento encontra-se com bom estado de conservação, faltando-lhe alguns elementos decorativos na fachada sendo que o seu campanário foi restaurando recentemente, pelo que o modelo teve por base o atual estado do edifício, até porque nunca foram realizadas escavações arqueológicas no local.

 

Castelo de Numão

castelo numao

Este Castelo fica no concelho de Vila Nova de Foz Côa. José André Guimarães é o autor deste projeto em 3 dimensões. Era composto por uma cerca amuralhada de planta oval irregular, reforçada originalmente por 15 torres, das quais apenas restam 6, algumas delas adossadas pelo exterior. As estruturas religiosas e habitacionais que existiam no seu interior estão arruinadas. Este projeto teve por base as escavações realizadas na capela e necrópole de S. Pedro entre 1999 e 2001, e resumiu-se à muralha defensiva e à Igreja de Stª Maria.

 

Apesar de não terem sido desenhados com o intuito de respeitarem fielmente o traço original, estes trabalhos permitem que tenhamos uma ideia de como foram esses edifícios, oferecendo-nos um contexto visual precioso e levantando questões que merecerão futuras revisões nas investigações que se façam sobre estes exemplares de arquitetura romana e medieval na região.

Este é também um projeto que demonstra o interessante que é o Património arqueológico da Beira interior, muitas vezes esquecido, servindo de divulgação dos próprios monumentos e um meio de cativar os jovens formandos para as terras do interior.

Continuamos a viagem?

http://heartbeat.pt/cinco-castelos-beiras/

Viriato inspira grande produção em Viseu

O mui valente herói lusitano, Viriato, é um dos nomes incontornáveis de Viseu e da sua história.

Assume o cariz de figura emblemática da cidade são muitas as iniciativas que adotam a sua biografia para os mais diversos fins culturais.

Desta vez, Viriato, serve de inspiração para uma grande produção de teatro de rua que irá invadir Viseu e a Feira de S. Mateus este ano.

O Trigo Limpo Teatro ACERT assina esta mega produção que reúne uma dezena de parceiros e mais de 200 pessoas que irão dar corpo e alma a uma marioneta gigante que, na figura de um menino irá encarnar a figura do grande guerreiro Viriato.

Esta produção não surge por mero acaso, e pretende assinalar os 40 anos da ACERT.

Viseu partilha, assim, a nova criação da ACERT, elegendo-a como uma das novidades da programação cultural e de animação da maior e mais antiga Feira Franca do país.

O projeto nasce do desejo acalentado pelo município e pela ACERT, um sonho que se tornou diálogo construtivo e se alargou à participação de vários atores culturais da cidade e da região, surgindo, também, como uma inovação na programação da Feira de S. Mateus.

São mais de 200 os participantes neste projeto de entre atores, artistas, músicos, técnicos e a própria comunidade que se junta ao Cine Clube de Viseu, Teatro Viriato e à Companhia Paulo Ribeiro, Conservatório Regional de Música de Viseu, ZunZum, Teatro Regional de Montemuro, a Girassol Azul e à Companhia DeMente.

Para este ano estão previstos 5 sessões deste espetáculo que tem o nome provisório de “Viver Viriato” na Feira de S. Mateus, sendo que 3 deles decorrerão no próprio recinto da Feira, no dia de abertura a 5 de agosto e a 11 de agosto, dia do fecho e no dia 28 de agosto, dia de Viriato.

Há festa em Belmonte com António Zambujo

Belmonte está em festa nos próximos dias, com vários eventos que pretendem enaltecer o concelho e, nesta edição, também o Brasil.

São as Festas do Concelho de Belmonte & Semana do Brasil que irão decorrer de 17 a 26 de abril, e que contam com um cartaz recheado de música e cultura.

O programa arranca, assinalando a Semana do Brasil, com um direto do programa “Somos Portugal” no Largo do Castelo de Belmonte. Nesse mesmo dia pode visitar Belmonte e aproveitar para passear pela Feira de Produtos Locais, que decorrerá no interior do Castelo e que conta com a presença da pintora Rosarlete Meirelles que irá pintar ao vivo.

cartaz belmonte

No dia 18 de abril serão inauguradas a exposição “Ver e Voltar a Ver” que conta com obras de Guignard, Portinari, Burle Max e Oscar Niemeyer.

O dia 19 será o Dia do Indio, com direito a jogos indígenas no Castelo. Será, ainda, inaugurada mais uma exposição, a “Do Entardecer do Século XV ao amanhecer do Século XXI”, desta feita na Sala de exposições temporárias dos Antigos Passos do Concelho.

No dia 20 assista à conferencia “Gaitas de Fole Ibéricas_ o som dos descobrimentos” de Jorge Lira. No dia 21 o destaque vai para o lançamento do livro “Lisboa com afeto” de Izabel Mendonça e para a atuação do grupo Sacundeia no Auditório do Museu Judaico. A partir das 14h00 há Música e Gastronomia no Largo do Pelourinho com sabores brasileiros.

As Festas do Concelho começam no dia 22 com destaque para a atuação da banda ADN e à 22h30 sobe ao Palco no Gimnodesportivo o músico António Zambujo.

No dia 23 destacamos o concerto de Chico Moreno.

A música continua no dia 24 com a atuação do Grupo As Band às 22h30 e o dia 25 de abril reserva um extenso programa que conta com a atuação da Orquestra Típica Albicastrense.

As comemorações terminam no dia 26.

 

Belmonte e os Judeus:

http://heartbeat.pt/interior-judeus/

 

Rule of Thirds atuam em Viseu

A arte na suas mais diversas formas é feita para despertar emoções e criar quadros de sensações no público.

Seja na dança, música ou na imagem, as sensações e a estética são constantes.

Para este sábado a proposta que deixamos é que vá até ao Teatro Viriato e se deixe envolver pela arte da dupla criativa António Cabrita e São Castro que neste trabalho se voltam para a poética existente na obra fotográfica de Henri Cartier-Bresson.

Chama-se Rule of Thirds e é uma peça coreográfica para quatro bailarinos inspirada nas imagens deste fotógrafo assim como na sua forma de pensar o ato criativo.

A beleza formal das imagens, a sensibilidade, intuição, sentido de geometria, o inigualável conteúdo expressivo, o acaso objetivo e o lado humano captados num instante, são o mote da coreografia que terá o palco como enquadramento do corpo em tempo real.

Um bailado a quatro corpos, com interpretação de António Cabrita, São Castro, Luís Malaquias e Margarida Belo Costa. A banda sonora passa por Bach ou Richard Skelton. Uma coprodução Culturgest e Teatro Viriato para ver e sentir, amanhã, dia 9 de abril, no Teatro Viriato.

Os bilhetes variam entre os 10€ e os 5€ e o espetáculo começa às 21h30.

 

Em Viseu: