A simplicidade da sobremesa mais deliciosa do mundo!

Gosto de coisas simples e da simplicidade das coisas.

Gosto desta sensação quase rotineira do passar dos dias na Serra da Estrela. Gosto da sensação de conforto que os dias de Inverno passados à lareira nos dão. Gosto do frio, embora este ano ainda não o tenha sentido com todo o rigor que estas terras conhecem.

Viver numa cidade do Interior fez-me dar valor a coisas simples, tomadas por muitos como certas, mas que na verdade poucos temos, ou sabemos o que é ter, como o luxo de ter tempo. Tempo para apreciar as coisas boas da vida como uma boa música, um passeio com a família, um fim de dia com os amigos na esplanada, ou um inicio de noite tranquilo sentada no sofá a ver, pela milésima vez, o Gru o Mal Disposto com o meu filho.

Há pequenas coisas, simples, que me fascinam cada vez mais e sobre as quais dou comigo, entusiasmada, a falar aos meus amigos e familiares do norte, “a sério tens de provar, é delicioso!” ou um “Vá lá, bebe não te vais arrepender”. Foi o que aconteceu no passado fim-de-semana, quando “Guimarães veio à Serra” (é assim que me refiro quando a família vem de visita). Fomos almoçar ao restaurante da praxe, bem conhecido por estas bandas, e claro que a minha sobremesa serrana de eleição não podia faltar, e lá tive de me lambuzar.

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Lembro-me da primeira vez que a comi, tão simples, tão bonita. O singelo e delicioso Requeijão com Doce de Abóbora caseiro. Não fiquei indiferente nem ao aspeto e muito menos ao sabor.

Fiz como me disseram: uma generosa fatia do branco e cremoso Requeijão da Serra da Estrela com uma colherada, não menos generosa, do dourado e pecaminoso Doce de Abóbora, rústico, com grandes pedaços cristalizados. Levei à boca, um pouco apreensiva, confesso, porque até nem sou muito fã do dito doce, ou pelo menos não era até então, foi uma descoberta maravilhosa, cremosa, doce e viciante! A textura destes dois componentes foi uma festa para as minhas papilas gustativas e, desde então, no Inverno, é das sobremesas que mais me confortam.

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“Provem, vão gostar”, e não é que gostaram?

Sei bem que Portugal está cheio de sobremesas maravilhosas, autênticos cartões de visita gastronómicos e, sendo eu Minhota, venho de uma região rica em sabores, sou, portanto, uma sortuda, por ter um pouco destes dois mundos (Minho e Beira Interior), no meu cardápio habitual. Mas na Serra da Estrela descobri sabores genuínos que me surpreendem a cada dentada.

O Requeijão com Doce de Abóbora é uma daquelas sobremesas simples, que com os produtos certos é uma autentica Ode à Serra. A sobremesa deste restaurante, bem conhecido, ali para os lados de Gouveia, é deliciosa porque mantém a genuinidade dos seus produtos, mas confesso, que foi no dia em que provei o Doce de Abóbora com Requeijão caseiro que descobri as diferentes nuances de sabor que existem entre o que é feito em grande quantidade e o que é criado pelas mãos calejadas de sabedoria.

A sobremesa Requeijão com Doce de Abóbora é daqueles doces que recomendo a quem visitar a Serra da Estrela. Não se deixem enganar pela sua aparente simplicidade pois de simples não tem nada. É o exemplo de uma sobremesa que contem a Serra na sua essência e, tal como a terra onde ele nasceu, é absolutamente surpreendente.

 

Tânia Fernandes

Bartleby pelo CalaFrio

O Teatro do CalaFrio está de volta à cena com uma nova peça que promete surpreender – Bartleby – uma adaptação de Pedro Dias de Almeida, do texto “Bartleby, o Escrivão, uma História de Wall Street” de Herman Melville. Estreia já no próximo dia 17 com sessões no dia 18 e 19 de dezembro.

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Não deixa de ser irónico que Bartleby, personagem criada por Herman Melville em 1853, tenha alimentado tantos textos e reflexões de grandes pensadores até aos dias de hoje.

Este herói da inacção – ou, decididamente, um exemplo radical de anti-herói – que a tudo responde com a frase «preferia não o fazer» («I would prefer not to») sem nunca abandonar uma profunda indiferença e impassibilidade perante o que o rodeia foi intrigando e encantando geração após geração e chega aos labirintos do século XXI com perfeita actualidade, obrigando-nos a questionar as bases de uma modernidade que ainda hoje ilumina os nossos dias.

A história de Bartleby é-nos contada pelo advogado sereno e «pouco ambicioso» que o contrata como escrivão no seu escritório na Wall Street, em Nova Iorque.

Relutantemente, mesmo sem perceber muito bem porquê, ele torna-se cúmplice da inacção de Bartleby, tolerando até ao fim todas as suas injustificadas recusas.

É este um «livro triste e verdadeiro onde se mostra que a inutilidade essencial é uma das quotidianas ironias do universo», como escreveu Jorge Luís Borges, ou um «texto violentamente cómico» que «não pretende ser símbolo de nada», como defendeu Gilles Deleuze? É Bartleby um «novo Messias» – como defende Giorgio Agamben – que «não vem, como Jesus, para redimir o que aconteceu mas para salvar o que não aconteceu»?

Levar a inacção fundamentalista de Bartleby para um palco de teatro é um risco e um desafio. Esta não é a primeira vez que isso acontece.

O dramaturgo espanhol José Sanchis Sinistierra fez, em 1989, uma adaptação dramatúrgica da obra do escritor norte-americano e, em Portugal, os Artistas Unidos estrearam, em 2001, História do Escrivão Bartleby, com texto de Francisco Luís Parreira e encenação de João Meireles, recriando livremente diálogos e personagens.

Nesta adaptação procurámos ser muito fiéis às palavras de Melville e ao modo como, literariamente, ele apresentou Bartleby ao mundo, contribuindo, como sublinhou Deleuze, para criar um arquipélago onde também podemos encontrar os nomes de Kleist, Dostoievski, Kafka ou Beckett.

Bartleby tem encenaçãoo de Américo Rodrigues e conta com as interpretações de Valdemar Santos e vasco Queiroz, Daniel Rocha e Américo Rodrigues. A peça pode ser vista no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda, pelas 21h30. Os bilhetes custam 6€.

Idanha-a-Nova é Cidade Criativa

A candidatura de Idanha-a-Nova à Rede das Cidades Criativas na Área da Música da UNESCO foi anunciada esta sexta-feira como vencedora. Idanha-a-Nova é, assim, a primeira Cidade Criativa da Música, em Portugal.

Esta notícia chega horas antes do espetáculo de Pedro Jóia e Quarteto Arabesco (no Centro Cultural Raiano, às 21h30), o penúltimo da quarta edição do Fora do Lugar – Festival Internacional de Músicas Antigas, que termina amanhã, 12 de dezembro, com um concerto do tenor italiano Marco Beasley, na antiga Sé Catedral de Idanha-a-Velha.

A candidatura à Rede de Cidades Criativas, no âmbito da Música, foi submetida formalmente à UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), no passado mês de Julho e foi a primeira candidatura portuguesa a Cidade da Música.

A classificação agora atribuída pela UNESCO significa o reconhecimento internacional do património musical de Idanha-a-Nova e da vivência singular que a música proporciona neste território, enquanto elemento identitário e um dos principais pilares do seu desenvolvimento económico e coesão social.

Resultado da parceria entre a produtora Arte das Musas e o Município de Idanha-a-Nova (e com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e da Direção Geral das Artes), o Festival Fora do Lugar (de 26 novembro a 12 dezembro) foi um dos principais pilares da candidatura de Idanha-a-Nova à Rede de Cidades Criativas da UNESCO no âmbito da Música.

Recorde-se, ainda, que esta vila assumiu recentemente em Estrasburgo a presidência da comissão da Cultura do Club de Estrasburgo, uma associação que reúne 66 localidades europeias de 29 países.

 

O Presente perfeito está aqui

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O Natal é uma época especial, todos sabemos disso.

O Natal é, também, uma altura em que oferecemos presentes a quem mais gostamos e é sabido que não é fácil encontrar o presente ideal. Damos voltas e voltas ao pensamento para encontrar aquele presente certo para aquela pessoa especial, e a verdade é que quanto mais especial ela é mais difícil é encontrar o presente adequado. Pois bem, meus caros, a nossa demanda acabou, a HeartBeat tem a solução!

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A HeartBeat acaba de lançar no mercado dois Packs – o HeartBeat Premium e o HeartBeat Table – que prometem emocionar quem os receber, reunindo o que de melhor a Região Interior de Portugal tem para oferecer. Um conjunto de Hotéis e Restaurantes de qualidade superior que garantem experiências emocionantes e genuínas daquilo que a Região do Interior é hoje em dia, moderna e sofisticada!

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O Pack Premium reúne uma série de Hotéis e Casas de Turismo Rural com alguns dos melhores exemplos da Hotelaria que a Região tem para oferecer, com parceiros como as Pousadas de Portugal ou o grupo Visabeira ou ainda Hotéis como a Casa das Penhas Douradas ou o H2otel. Este Pack tem o preço de venda de 165€ e a garantia de que quem o adquirir irá poder usufruir de uma experiência única, podendo disfrutar daquilo que de melhor esta região tem para oferecer.

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Para os apreciadores da boa mesa, reunimos um conjunto de Restaurantes, criteriosamente selecionados, que melhor representam a gastronomia moderna da região. No HeartBeat Table encontrará restaurantes como o Cova da Loba em Linhares ou o Restaurante Viriato em Viseu.

Este é um presente que garante, à semelhança do HeartBeat Premium, uma experiência de qualidade superior e encontra-se à venda pelo preço de 65€.

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Estes são dois Packs que podem ser o presente ideal deste Natal. São vendidos numa embalagem simples e sofisticada, à semelhança daquilo que oferecem. Podem ser adquiridos online, no site  www.heartbeat.pt, ou nas instalações da loja no centro histórico da Guarda.

Se não sabe o que ofercer este Natal, esta é uma ótima sugestão com a garantia de que quem o receber irá ter mais que uma simples caixa, terá toda uma região e as emoções que ela proporciona!

Visite:

http://heartbeat.pt/categoria-produto/heartbeat-packs/

E as 8 Maravilhas de Viseu são…

Já são conhecidas as 8 Maravilhas de Viseu!

Estavam a votos, precisamente, 8 categorias com vários dos ex-libris que definem Viseu e as suas gentes. Representantes dignos da tradição e cultura dos descendentes de Viriato.

Foram 1168 os votos que definiram as 8 maravilhas de onde podíamos encontrar Pratos Típicos, Doçaria, Personalidades Históricas, Artesanato, Eventos, Natureza, Monumentos e ainda uma categoria surpresa.

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Os vencedores foram anunciados numa gala e as 8 Maravilhas de Viseu são, na categoria de Monumentos a Sé Catedral de Viseu, o Ferro Forjado venceu na categoria de Artesanato, a Vitela à Lafões foi a mais votada na categoria gastronómica correspondente ao Prato Típico e nos Doces os Viriatos foram os reis da festa.

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Avançando pelas outras categorias encontramos, na categoria dedicada à Natureza o Parque do Fontelo como o favorito dos votantes, Viriato é a Personagem Histórica que mais votos obteve e a Feira de São Mateus o Evento favorito no concurso. Resta uma categoria, a 8 Maravilha de Viseu, que não foi a votos e que acabou revelada na gala de apresentação destas maravilhas, sendo eleito o Vinho do Dão como a oitava Maravilha desta terra.

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A iniciativa que elegeu as 8 Maravilhas de Viseu partiu dos alunos do último ano da Licenciatura em Turismo da ESTGV.

Estas 8 Maravilhas são apenas alguns dos exemplos das coisas boas que se encontram nesta região. Vale a pena visitar a cidade de Viriato e perder-se nas suas maravilhas, sejam elas gastronómicas, musicais, naturais ou monumentais!

 

Fotografia slider: Rui da Cruz

Vila de Nelas Vive o Natal!

Nelas volta a viver o Natal já no próximo fim-de-semana, com a terceira edição do Mercado de Natal a decorrer no Mercado Municipal, no centro desta Vila.

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O Mercado de Natal de Nelas procura ser uma montra privilegiada dos produtos tradicionais desta época festiva dinamizando o comércio local e recriando o ambiente de magia da época.

Para a edição deste ano, e muito à semelhança das edições anteriores, estão previstas várias atividades em torno de exposições de artesanato, mostra de produtos da terra, antiguidades, livros, gastronomia e muita música.

Como o Natal é vivido com mais intensidade pelos mais novos, o Mercado terá o Espaço Criança onde elas poderão tirar fotografias com o Pai Natal, deixar as suas cartas no marco natalício e andar no Carrossel Medieval. Ainda para os mais pequenos está previsto o espetáculo “Tangerina e Spirulina com a sua concertina” e o teatro musical “O Zoo do Joaquim” no dia 13.

A par da visita do Pai Natal e do cariz solidário que envolve esta iniciativa, a grande novidade deste ano promete provocar entusiasmo nos visitantes com o Maior Tronco de Natal feito ao vivo em Portugal.

Este será um imponente Tronco de Natal com 25 metros e será confecionado no dia 13 pela Pastelaria Salinas em parceria com o Intermarché de Nelas e Mathias.

Esta iniciativa promete atrair centenas de pessoas e conta com a participação de 50 expositores que irão encher de vida o percurso entre a Rua Gago Coutinho e o Mercado Municipal, com artesãos do concelho e produtores de vinho do Dão a marcarem presença nesta edição.

Para o dia 12 de dezembro está prevista a atuação de alguns grupos musicais da região, uma arruada dos Bombos do Paço, atuação da Escola de Música da Sociedade Musical 2 de Fevereiro – Banda de Santar, atuação da Escola de Música e de Dança de Nelas, Coro Infantil do Bairro da Igreja, grupo de Cantares “Serões da Beira Alta” e ainda a atuação da Banda Paracetamole.

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Ainda para esta época Natalícia estão a ser preparados outros eventos em torno do mote “Viva o Natal!”, como o Cantar das Janeiras previsto para dia 3 de janeiro e o Concerto de Ano Novo que terá lugar no dia 10 de Janeiro.

A estrada que nos leva ao Túnel Verde das Beiras

Esta é a quarta parte da nossa viagem por aquelas que considero serem as melhores estradas para conduzir na região.

Liguemos o motor e preparemos a nossa alma, porque conduzir é, para muitos de nós, mais que um simples ato mecânico, é uma forma de estar na vida! Vamos para a estrada!

 

IV – A verde Alameda das Beiras

 

Que estrada? N323 : Viseu- Vila Nova de Paiva

Porquê? Mergulhar na floresta.

 

É frequente encontrar na Internet imagens de estradas aninhadas por entre árvores frondosas. A beleza de uma estrada ladeada por árvores é idílica e cria um cenário que, nós condutores convictos, achamos perfeito.

 

“Um domingo de manhã, uma estrada com poucos carros e árvores que brilham com os raios de sol são aquilo com que Deus Nosso Senhor me poderá brindar quando eu chegar ao merecido paraíso depois de tantos anos a trabalhar. Serei uma alma feliz.”

 

Um domingo de manhã, uma estrada com poucos carros e árvores que brilham com os raios de sol são aquilo com que Deus Nosso Senhor me poderá brindar quando eu chegar ao merecido paraíso depois de tantos anos a trabalhar. Serei uma alma feliz.

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A nossa região tem um trajeto assim.

Infelizmente não é um domingo de manhã com raios de sol que eu tenho para documentar mas sim uma cinzenta tarde de setembro. Mas, mesmo assim, valeu a pena.

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Entre Viseu e Vila Nova de Paiva a estrada N323 tem duas secções distintas: A primeira é um segmento sinuoso e de serra a que os condutores chamam “as curvinhas do Vouga”. É uma sucessão de subidas e descidas que configuram uma paisagem tipicamente beirã rodeando o rio Vouga. Não desfazendo, é uma estrada relativamente comum embora sempre agradável.

A vida começa verdadeiramente quando chegamos à aldeia de Nogueira. A partir daqui entramos num troço debaixo de árvores que fazem daqueles cerca de 10 km uma imensa alameda como há poucas em Portugal.

Não se trata apenas de haver árvores pelo caminho. Elas formam o teto verde de um túnel natural do qual só saímos já perto de Vila Nova de Paiva. Neste percurso a estrada tem boas retas, lombas e curvas abertas que nos permitem apreciar a condução e a explosão de natureza à nossa volta. Como dizia, o ideal é apreciar a estrada num dia de sol de outono ou de primavera. As cores são verdadeiramente intensas.

Pode ainda, se tiver tempo, parar no parque botânico “Arbustus do Demo” à chegada a Vila Nova de Paiva. Mais um hino às plantas.

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A estrada merecia estar mais cuidada. Com a utilização intensiva da N329 o trânsito e a manutenção desapareceram.

Mas passe por lá, conduza submerso em verde.

 

Handerson Aguiar Engrácio

 

Uma trapalhada feliz no Teatro Municipal da Guarda

O Teatro Municipal da Guarda recebe este sábado a banda The Happy Mess.

Miguel Ribeiro, Rui Manuel Costa, Joana Duarte, João Pascal, Pedro Madeira e Zé Miguel formam esta Banda de amigos que deve ser levada a sério mesmo que o projeto tenha começado como uma brincadeira.

O The Happy Mess deverão apresentar o seu mais recente álbum, “Half Fiction”, que foi criado durante os dias em que a banda passou numa floresta em Paredes de Coura, um trabalho diferente do “Songs from the Backyard” até pela forma como nasceu. Foi um álbum que resultou do total isolamento num local onde não havia acesso à internet, nem telemóveis, transformando todos os elementos do grupo em eremitas que recebiam, ocasionalmente, a visita de uns pastores e de umas ovelhas.

 

O concerto no Teatro Municipal da Guarda irá decorrer no Pequeno Auditório a partir das 21h30 e o bilhete custa 6€.

 

Dão e Beira Interior premiados

A Região Demarcada do Dão está, novamente, de parabéns já que foi uma das regiões com mais vinhos premiados na segunda edição do Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola.

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No concurso que foi apresentado por Sílvia Alberto estiveram presentes 170 vinhos tendo sido premiados 51 vinhos, brancos e tintos.

No ouro, destaque para as três medalhas atribuídas aos vinhos Tesouro da Sé Private Selection DOC Dão Tinto 2011, da UDACA, Castelo de Azurara DOC Dão Tinto 2012 e o vinho Casa da Ínsua Reserva DOC Dão Tinto 2010.

Há três medalhados na seleção de Prata e são eles o QC Sandinus Encruzado DOC Dão Branco 2013, Adega da Corga Grande Reserva DOC Dão Tinto 2012 e o vinho Quinta dos Monteirinhos DOC Dão Tinto 2012.

A Região Demarcada do Dão viu, ainda, dois dos seus vinhos receberem a medalha de Bronze, o Morgado de Silgueiros DOC Dão Branco 2014 e o vinho Adega Cooperativa de Silgueiros Reserva DOC Dão Tinto 2009.

Também a Região da Beira Interior viu dois vinhos serem medalhados com bronze, são eles o vinho Fora de Jogo Síria DOC Beira Interior Branco 2014 e o vinho Praça Nova Garrafeira DOC Beira Interior Tinto 2010.

Esta foi a segunda edição do Concurso de Vinhos Crédito Agrícola sendo que as regiões mais destacadas foram as do Dão, Douro e Alentejo.

Este concurso contou com a participação do Presidente do Conselho de Administração de Administração Executivo do CA, Licínio Pina, do Presidente do Conselho Geral e de Supervisão, Carlos Courelas, e do Vice-Presidente da Associação dos Escanções de Portugal, José Peixoto.

Foram 126 os produtores presentes de várias regiões vitivinícolas do país avaliados por enólogos, escanções, jornalistas, bloggers especializados e colaboradores do Crédito Agrícola.

Festival Vinhos de Inverno e letras em Viseu

Começa já na sexta feira, dia 4, a segunda edição dos “Vinhos de Inverno”, no Solar do Vinho do Dão e que este ano conta com mais novidades e mais horas de programação, mantendo-se alguns dos eventos que fizeram sucesso na edição do ano passado.

O Entre-Aduelas será instalado no Salão dos Vinhos e aqui os visitantes poderão aproveitar para degustar alguns dos mais preciosos néctares do Dão enquanto se passeiam pelas salas adjacentes apreciando produtos regionais como biscoitos, mel, azeite e queijo, disponíveis para prova e compra.

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O ambiente de Inverno é aqui amenizado pela lareira do Solar que se reacende para que os visitantes possam disfrutar de uma ambiente propicio ao relaxamento e à degustação.

Para aqueles que são novos nestas andanças do vinho haverá workshops assim como para aqueles que são amantes de longa data dos vinhos do Dão.

A grande novidade deste ano casa a literatura com o vinho, “Tinto no Branco” é a primeira Festa da Literatura de Viseu e colocará a literatura à prova, combinando os prazeres dos Vinhos do Dão, da gastronomia regional e da literatura universal.

Serão muitos os nomes para ouvir e muitos haverá para aprender sobre esse universo das letras e dos vinhos, conhecendo aquilo que os liga seja na cultura, simbologia, espiritualidade e vivências.

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Entre os nomes confirmados para este Festival Literário estão Afonso Cruz, Fernando Dacosta e Francisco José Viegas assim como os viseenses João Luís Oliva e António Gil.

Aquilino Ribeiro estará presente neste “Tinto no Branco” com algumas das palavras do mestre das “Terras do Demo” a servirem de mote às conversas e encontros deste Festival.

Este Festival não se fica apenas pelo Solar do Vinho do Dão, invadindo cidade de Viriato. “Tinto no Branco” propõe passeios pela cidade de Viseu a bordo do comboio turístico com Miguel Real, no sábado e Deana Barroqueiro, no domingo, a servirem de anfitriões nesta viagem pelas “histórias e as estórias” que permitirão aos visitantes (re)descobrir os cantos e recantos desta milenar cidade. Estes passeios irão decorrer durante o fim-de-semana com partida do Rossio às 11h00.

As conversas fazem parte integrante deste Festival com a primeira grande ronda a decorrer no sábado a partir das 16h00, com o Chef Loureiro a fazer as honras à casa e a abrir o apetite para uma tarde que promete levar os presentes numa viagem pelo tempo para a “ínclita refeição”!

As histórias continuam com “Contos, lendas e facecias do Vinho”, com Paulo Moreiras, a partir das 17h00 e que irá desvendar mitos e verdades sobre o vinho, enquanto que, noutra sala, Anselmo Borges e António Gil lançam novas reflexões em torno do vinho e as suas ligações espirituais em “Criado para alegria dos homens”.

Aquilino Ribeiro serve de inspiração para a conversa que se segue “se regionalista é ter descrito outra coisa que não Lisboa, não reclamo melhor diploma” que irá juntar Alberto Santos, Manuel da Silva Ramos e João Luís Oliva em torno do poder da literatura.

Os serões irão juntar Fernando Dacosta e Patrícia reis numa conversa sobre “só as ânsias valem porque os triunfos, esses, acabam em bocejos”. Rui Cardoso Martins e Valério Romão propõem-se desmistificar os bastidores da escrita em “Os meus assuntos vou busca-los à história natural racionalizando-os”. O dia acabará com André Domingues numa sessão improvável com direito a “leituras de vinho e provas de texto”.

Neste Festival há também espaço para os mais novos onde poderão encontrar os habituais ateliers criativos no Espaço dão Petiz, para além disso, os visitantes de palmo e meio poderão conhecer melhor a arte da ilustração com o autor Paulo Galindro, no sábado a partir das 15h30, no Solar do Vinho do Dão.