Camané e David Fonseca no TMG

Ano novo, vida nova, novos eventos, mais atividade e mais cultura é o que nos espera no Teatro Municipal da Guarda.

A par das novidades para este ano, que incluem o serviço de babysitting que estará disponível no TMG e que irá permitir que mais pessoas possam assistir aos espetáculos deste que é um dos mais importantes núcleos culturais da região centro, foi apresentada a agenda para os próximos três meses e está cheia de bons motivos para que deixemos o sofá e visitemos o TMG.

Começamos pela música com os concertos da Brigada Vitor Jara, que assinalam os seus 40 anos de existência, no dia 23 de janeiro, Camané no dia 27 de fevereiro e no Dia do Pai, 19 de março, sobe ao palco principal do TMG David Fonseca.

david fonseca

Há outros concertos na agenda dos próximos meses começando já no dia 14 de janeiro, no Café Concerto com os The Drowning Bride, um projeto de Ana Figueiras e João Sousa, trazendo o folk americano até à Guarda numa atmosfera intimista.

B-Riddim atua no Pequeno Auditório no dia 29 de janeiro, no Café Concerto atuam, no dia 5 de fevereiro, os Universus Ensemble, e no dia 18 de fevereiro, no mesmo local, atuam os Stoned, num tributo aos Rolling Stones. Ana Deus e Nicolas Tricot apresentam “Bruta” no Pequeno Auditório no dia 26 de fevereiro.

No dia 18 de março é a vez do Café Concerto receber os The Ramblers.

No dia 24 de março Adriana Queiroz sobe ao palco do Pequeno Auditório para apresentar o seu trabalho “Tempo” enquanto que no dia 31 de março os Hitchpop aninam os visitantes do Café concerto.

O TMG recebe no dia 20 de Fevereiro a 18ª Gala SPAL com aquela que é, provavelmente, a Banda de música menos preparada de sempre, os Planeta Fluffen voltam para azucrinar os ouvidos do auditório do TMG com a garantia de música má e muitas gargalhadas.

Destaque neste trimestre no TMG para aquele que é já uma tradição na Guarda, o Festival de Tunas da Cidade da Guarda, o Oppidana que este ano assinala a sua 15ª edição, a não perder no Grande Auditório no dia 5 de março.

Há ainda espaço para outras artes na agenda do TMG. Se é apreciador de dança não perca o espetáculo do dia 22 de janeiro com Luís Marrafa a apresentar o projeto Abstand no Pequeno Auditório.

luis marrafa

O Teatro também marcará presença nos próximos três meses com destaque para o espetáculo “Juntos em Revista” integrado no programa do GuardaFolia 2016, um trabalho da Marina Mota produções, pontuado pelo humor e pela critica social e política, nacional e internacional.

“Terra Sonâmbula” de Mia Couto sobe ao palco do Pequeno Auditório pela Estação Teatral no dia 16 de janeiro. Convidam-se as famílias no dia 30 para assistirem à peça “Antes de começar” de Almada Negreiros pelo Ace Teatro do Bolhão.

No dia 12 de fevereiro pode assistir à peça “Guardião do Rio” pelo Teatro da Palmilha Dentada, e no dia 13 de fevereiro junte a família e assista na caixa de palco do Grande Auditório à peça “Poeira de Estrelas”. Por fim a companhia O Vicentenário traz à Guarda no dia 17 de março a peça “Farsa de Inês”.

O cinema também está em destaque com uma seleção de filmes que participaram no Cine’Eco a serem exibidos ao longo dos próximos três meses.

Destaque ainda para a exposição Passé Présent – Pinturas da Memória de Luís Rodrigues, patente na Galeria de arte entre 23 de janeiro e 31 de março.

Este trimestre será, ainda, rico em tertúlias, e outros eventos que pode consultar em pormenor no site do Teatro Municipal em www.tmg.com.pt.

TMG com serviço de Babysitting para espetadores

Ótimas notícias para os amantes do Teatro.

A pensar em captar novos públicos o TMG – Teatro Municipal da Guarda decidiu inovar e apresenta três novas medidas que prometem reforçar a visibilidade geral deste Teatro por parte do público.

A primeira medida está relacionada com o programa “Amigos do TMG” que permite a quem comprar 30€ em ingressos possuir um cartão, de forma gratuita, que lhe permitirá usufruir de um desconto de 50% em compras de bilhetes futuras.

Outra das medidas que muito irá agradar ao público do TMG é a campanha “Dois em Um” que, permitirá, em espetáculos pontuais, a oferta de um bilhete na compra de outro.

Para muitas pessoas ir ao Teatro é um prazer a que poucas vezes se podem dar, grande parte das vezes porque não têm onde deixar os filhos. A pensar nisso o TMG apresenta o serviço lúdico criativo de “babysitting” que irá permitir que os pais deixem as crianças aos cuidados de profissionais especializados e em total segurança, podendo ir usufruir de bons momentos culturais enquanto que as suas crianças ficam em boas mãos.

Para além destas novidades o Teatro Municipal da Guarda mantém os descontos de 50% para jovens até aos 25 anos e desempregados e de 30% para os portadores de cartão de estudante ou cartão jovem, para maiores de 65 anos, famílias, grupos (dez ou mais pessoas) e funcionários da Câmara Municipal.

Estas são medidas que irão permitir abrir o leque de potenciais visitantes deste que é um dos mais importantes espaços culturais da região centro!

Antes que 2016 acabe…

Ano novo, vida nova! Dizem muitos.

É nesta altura que tomamos as novas resoluções, muitas delas velhas, que já transitam de ano para ano desde a nossa adolescência, o que não quer dizer que não se cumpram, apenas são um processo de longo prazo, tão longo que já fazem parte da lista de resoluções deste 2001, (na melhor das hipóteses).

Pois bem, este ano, tal como grande parte da população mundial, decidi fazer uma espécie de “Bucket List” de coisas para fazer antes que 2016 acabe. Já defini que são dez as resoluções, umas requerem mais coragem que outras, algumas exigem uma boa preparação física e outras obrigam a que encontre companhia adequada.

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Pego na caneta e começo a definir as ditas resoluções.

 

1 – Jantar no Mesa de Lemos

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“Tens de experimentar!” dizem-me alguns amigos que tiveram a oportunidade de se deliciarem com os petiscos do Chef Diogo Rocha.

Verdade seja dita que, do que já comi confecionado por este senhor, nada me desagradou e posso adiantar até, que foi uma festa no paladar, o que me leva a acreditar quando me dizem que jantar no Mesa de Lemos é uma experiência gastronómica única. E não deve ser mentira já que foi considerado o Restaurante revelação de 2015 pelo Guia Boa Cama Boa Mesa. Fica em Silgueiros na Quinta de Lemos, nas verdes colinas de Viseu, inserido numa paisagem fantástica onde os olhos também comem.

O restaurante fica num edifício moderno ao qual é impossível ficar-se indiferente. Sei que o Chef Diogo Rocha prima pela simplicidade nos seus pratos apostando em ingredientes de época e de elevada frescura, o que resulta em menus que maravilham até o mais exigente dos comensais.

Já conheço o espaço, a próxima incursão será até à mesa onde espero sentar-me e deliciar-me!

 

2 – Um mergulho em Loriga

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A paisagem é de cortar a respiração, rivalizando com as praias salgadas do litoral. Esta fica incrustada na Serra da Estrela, com águas geladas que refrescam o corpo e a alma de quem nelas mergulha.

A Praia Fluvial de Loriga é uma das mais belas do país e não é para mais, é linda e mais nada! Pelo menos a avaliar pelas fotografias e vídeos que tive a oportunidade de ver.

Já mergulhei em algumas das praias fluviais da região centro e a Praia de Loriga será um dos destinos do meu verão.

Quem por estas bandas veraneia sabe que a água é gelada e isso a mim não incomoda, faz parte da experiência, é como dizem os mais velhos: “enrrijece os ossos e estica as peles!”, podemos considerar uma espécie de “lifting” natural!

 

3 – Participar no Fim-de-semana mais longo da Guarda

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São três dias sem parar de animação pelas Ruas da Cidade mais alta, com várias ofertas culturais e de animação que levam milhares de pessoas até ao centro histórico da Guarda.

Este ano deverá ter a sua terceira edição.

Estive nas duas anteriores e conto participar na terceira.

Convidarei alguns amigos para virem conhecer a Guarda com outra dinâmica e vida.

É uma ótima altura para explorar o comércio tradicional que fica de portas abertas até mais tarde. As pessoas ficam mais descontraídas e a luz e a música invadem as ruas até de madrugada. A não perder este verão!

 

4 – A Feira mais antiga

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E há lá verão sem a Feira de S. Mateus? Claro que não! Este ano lá estarei, mais uma vez, eu e mais uns milhares de pessoas, já que se adivinha ser, mais uma vez, uma das melhores Feiras Francas do País, avaliando pelo número de visitantes da edição de 2015 (950 mil num mês!!).

Um mês de concertos, exposições, feiras, mostras e muita animação! Mal posso esperar pelo cartaz para poder planear o mês de agosto com a família e os amigos!

 

5 – A Rota dos Túneis

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São vários os amigos que já fizeram esta Rota dos Túneis, onde o medo é uma constante obrigando-nos a respirar fundo, não ceder aos tremeliques nas pernas e rezar para que o coração não falhe durante a travessia de umas das pontes ou dos túneis.

A Rota dos Túneis é uma Rota cuja beleza supera a coragem que é necessário ter para a concluir. Liga La Fregeneda em Espanha a Barca d’Alva em Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda.

A Rota segue pela linha desativada do comboio que fazia ligação à Espanha, o que inclui túneis que parecem não ter fim, pontes vertiginosas e paisagens deslumbrantes.

“Puentes em mal estado” é o que diz a placa colocada pela RENFE (empresa ferroviária de Espanha), vi numa fotografia logo no inicio do percurso. “A sério que te metes numa Rota que começa com este aviso?”, “vale bem a pena!” dizem-me…. a ver vamos… terei de começar a trabalhar a questão que se prende com o meu problema com alturas… o que nos leva a outra das resoluções para este ano: combater as minhas vertigens, com…

 

6 – Um salto de parapente

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Para quem tem problemas com alturas esta é uma resolução, a par da Rota dos Túneis, um pouco, direi, parva. Mas 2016 é para superar medos e desafios, ir de encontro ao desconhecido e atirar-me de um barranco agarrada a um Parapente parece-me ser uma ótima ideia!

Seguirei com coragem até Linhares da Beira onde o Clube Vertical promove a sua atividade e depois, bem, depois logo se vê! Mas voar parece-me uma ótima ideia para 2016!

 

7 – Dormir na Casa das Penhas Douradas

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É verdade que o turismo na região tem evoluído e levado ao aparecimento de cada vez mais unidade hoteleiras de elevada qualidade, e que vêm cimentando a sua posição no mercado turístico nacional e internacional.

Mas há uma unidade hoteleira que exerce em mim uma atração diferente.

A avaliar pelos comentários de quem já lá pernoitou e pelas fotografias disponíveis, a Casa das Penhas Douradas é um sitio idílico, onde a paisagem e a Casa se complementam de modo sublime, prometendo uma estadia maravilhosa onde a tranquilidade e a paz imperam.

Guardarei esta visita para o inicio do outono, altura em que a Serra da Estrela se enche de cores quentes e convidativas e onde os frutos da época ganham a dimensão gourmet que tanto aprecio.

A Casa das Penhas Douradas parece-me ser o sitio ideal para uma escapadinha romântica, e para retemperar as forças e a alma.

 

8 – Participar no OH Meu Deus!

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Oh Meu Deus mesmo! Esta é uma daquelas resoluções que exigem que comece a dar ao chinelo, ou à sapatilha, já que esta é a mais longa e mais difícil prova de Ultra Trail do País.

Tem lugar nos dias 3, 4 e 5 de junho e não é para qualquer um. Tem 5 modalidades de distância, sendo a mais curta de 20 km e a mais cumprida com cerca de 160 km, por caminhos e trilhos na Serra da Estrela. Uma prova que testa resistência, resiliência e força de vontade.

“Mas tu não corres!” dirão aqueles que me conhecem, pois meus caros, há sempre uma primeira vez! E se conseguir fazer os primeiros 500 metros já será uma superação! (É melhor começar a treinar).

 

9 – Um dia em Castelo Rodrigo

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Prometi ao meu filho que iria tentar levá-lo a conhecer, pelo menos uma Aldeia Histórica, por ano.

Espero conseguir que ele conheça mais que uma, mas a deste ano de 2016 já está escolhida: iremos passar um dia em família em Castelo Rodrigo. Já lá estive e mal posso esperar para ver a cara do miúdo quando passear à vontade pelas ruas douradas e floridas desta aldeia perto de Figueira de Castelo Rodrigo.

A primavera será a altura escolhida já que esta aldeia se enche de flores e os dias são mais amenos e convidativos a passeios e piqueniques.

Castelo Rodrigo faz parte das 12 Aldeias Históricas de Portugal e é um local encantador, exemplo da beleza das paisagens e hospitalidade beirãs. Parece perdida no tempo em que os contos de fadas nasceram!

 

10 – Uma Incursão pelos vinhos do Dão

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Sou fã incondicional da gastronomia da região, dos seus enchidos, doces e claro, dos seus vinhos.

Em 2015 tive a oportunidade de conhecer alguns vinhos da Beira Interior que muito me agradaram e que se revelaram uma agradável surpresa e que muito bem casam com as comidas aqui da região.

Em 2016 seguirei rumo à Região Demarcada do Dão, aproveitando a Feira do Vinho do Dão que este ano assinala os seus 25 anos de existência, o que se pronuncia muito favorável à presença de grandes vinhos da região em prova no evento.

No primeiro fim-de-semana de setembro reservarei a minha agenda para apreciar este néctar que tem vindo a deixar a sua marca em alguns dos mais importantes concursos nacionais internacionais, mostrando que Portugal não é apenas vinho do Douro!

 

São dez as resoluções para 2016. Algumas irei cumprir com certeza, outras, bem, tentarei! E você, tem alguma destas resoluções na sua lista?

 

Tânia Fernandes

Amanhã, no sitio do costume!

O calendário marca a data.

Falta apenas um dia para a noite mais mágica do ano. Nas Beiras o frio não aperta como em anos anteriores. Parece que a tradição meteorológica já não é o que era, mas há tradições que não se podem perder.

O dia 24 é um dia especial em todo o país, e todas as terras têm a sua tradição, por cá há uma marcação na agenda de todos, a visita ao Madeiro.

Temos encontro marcado, já sabem, e não interessa se as filhoses têm de ser fritas, o largo frente à igreja da Misericórdia é o ponto de encontro que nos atrai a todos para aquecermos o corpo e a alma.

Às 17h00 o fogo é ateado e espera-se que as labaredas sejam altas, assim como a esperança para mais um ano que nos espera. A tradição do Madeiro perde-se no tempo, com ele celebra-se a natividade, a união e o espírito de comunidade. Partilham-se bebidas, mais ou menos espirituosas, abraços e conversas. Reencontra-se os amigos, os novos e os velhos, e animam-se os espíritos. Esqueçamos as agruras da vida.

É Natal!

Amanhã temos encontro marcado!

As Sentinelas da Guarda, os nossos Castelos

São as sentinelas da região. Guardaram e defenderam as suas gentes, imponentes e fortes. Testemunhos de batalhas e de histórias. Escondem segredos e lendas. Anciões que hoje nos atraem pela sua mística e beleza.

São castelos, marcas de um passado de glórias, conquistas e algumas derrotas. Marcos incontornáveis deste velho país. Outrora serviam de fortalezas defensivas, residências ou apenas para a função de vigia. Do alto da sua imponente estrutura vigiaram e forjaram a nação.

Hoje continuam imponentes, majestosos, mais silenciosos, é certo, mas continuam a deslumbrar quem os visita, merecendo o nosso respeito e admiração. São mais que monumentos, são parte integrante de uma história que não pode desaparecer.

Portugal é rico em Castelos, marcos da civilização que nos fazem repensar a nossa condição de Portugueses quando os visitamos. Na Guarda existem 19, uns maiores que outros, mas todos importantes, todos cheios de histórias e lendas para contar.

 

Fortaleza de Almeida

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Esta é uma das mais imponentes fortificações nacionais, bela e especial pela sua construção que, ainda hoje, atrai centenas de historiadores, militares ou arquitetos.

Foi sendo alvo de alterações ao longo da história pela sua posição estratégica de defesa da nação. Palco de batalhas lendárias, hoje é considerada uma joia da arquitetura militar no nosso país e um reduto quase inexpugnável. Todos os anos é recriada a Batalha Histórica frente às tropas de Napoleão, uma encenação que prima pela correção histórica e que permite, a quem visitar Almeida nestes dias, ter uma ideia quase exata do que se passou naquele fatídico período histórico da nação.

Almeida é uma Vila do Distrito da Guarda que deslumbra quem a visita, seja em que altura do ano for.

 

Castelo de Castelo Rodrigo

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Esta pequena aldeia, perto de Figueira de Castelo Rodrigo, é um dos tesouros da região. Provavelmente uma das mais belas aldeias do país. De cor dourada e pequenos recantos que deslumbram os visitantes.

O seu Castelo é o mais importante monumento da arquitetura militar do concelho, tendo sido alvo de várias remodelações ao longo do tempo.

D. Dinis, quando ordenou que fossem renovados os castelos da região, fez erigir um forte castelo, com altosa torre de menagem, quadrangular, com seis janelas e sacadas e uma poderosa cinta de muralhas apoiada em torreões semicirculares, bem como três portas.

A par do seu castelo, esta aldeia merece ser visitada pela sua beleza. Na Primavera enche-se de flores e a paisagem é de perder de vista.

 

Castelo de Sortelha

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Do alto da sua majestade, vigia o reino com bravura. Continua a ser sentinela, e ninguém lhe é indiferente. Enche os visitantes de uma mística indescritível. Sendo uma das mais belas aldeias históricas deste país. Este Castelo não pode ser dissociado da restante aldeia, todos os edifícios formam um conjunto único e que vale a pena visitar.

O castelo medieval terá sido construído em 1228, já com D. Sancho II, que também concedeu foral à vila, as muralhas de protecção da povoação, terão sido erguidas no reinado de D. Dinis e mais tarde melhoradas por D. Fernando. Por volta de 1500, o rei D. Manuel I, também fez obras no castelo, de que ainda hoje são testemunho as suas armas, colocadas na entrada.

Este é um Castelo que nos atrai com uma mística muito especial e quem a ele sobe não fica indiferente à beleza da paisagem circundante. Palco de batalhas pela defesa da região, hoje este Castelo parece descansado, deslumbrado com a paisagem que se estende aos seus pés.

Todos os anos, no Verão, tem aqui lugar uma das mais bonitas Feiras Medievais da região.

 

 Castelo de Trancoso

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Na cidade de Trancoso encontramos o seu Castelo. Sem origem bem definida, sabe-se que é muito antigo, talvez anterior à própria nação.

Foi em Trancoso que D. Dinis se casou com D. Isabel de Aragão, em 1282, sendo também, este rei, responsável pela ampliação da cerca da vila, de que são exemplo as monumentais portas.

A utilização militar deste castelo ainda se manteve até ao período das invasões francesas, mas depois foi perdendo importância, escapou, todavia, à falta de visão dos poderes públicos, que durante o século XIX, permitiram a demolição de parte das muralhas da vila e a construção de habitações adoçadas a elas.  A estrutura defensiva da Cidade de Trancoso, que restou dessa delapidação, está classificada como Monumento Nacional, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais recuperou algumas partes das muralhas que tinham sido destruídas e foram demolidas algumas habitações encostadas às muralhas.

Apesar das vicissitudes do tempo, mantem-se imponente e digno de visita e contemplação.

 

Castelo do Sabugal

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Quem o vê ao cair da noite não lhe fica indiferente. Este Castelo viu o tempo construir e destruir as suas muralha, tendo sido castigado pela ignorância das pessoas que o foram pilhando, tendo sido utilizado, inclusive, como cemitério. Em meados do século passado a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, deu início à sua recuperação, com campanhas de trabalhos que se prolongaram até ao final do século.

Hoje vê recuperada a sua dignidade e é um dos grandes orgulhos dos habitantes do Sabugal.

 

Castelo de Linhares da Beira

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Linhares da Beira é uma das 12 Aldeias Históricas de Portugal, rica em património e beleza, é um belo exemplo daquilo que uma aldeia serrana é: discreta e misteriosa. No alto da aldeia é impossível ficar indiferente ao seu Castelo que coroa a aldeia com majestade.

Foi palco de batalhas de algumas guerras, como no reinado de D. Fernando, em que as forças de Castela o tomaram, para ser reconquistado pelo Mestre de Avis, por volta de 1384, vindo a sua guarnição a participar, no ano seguinte, na batalha de Trancoso.   O que resta dos efeitos da deterioração ao longo dos anos, está classificado como Monumento Nacional. Tem sido objecto de intervenções, para consolidação e restauro das estruturas de que ainda subsistem parte das muralhas e duas torres.

 

Castelo de Celorico da Beira

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Em Celorico da Beira encontramos um Castelo cuja história das suas fundações remonta à pré-história. Situado num maciço granítico cobre o rio Mondego, a sua ocupação termina com a Reconquista Cristã da Península Ibérica, por alturas do reinado do primeiro Rei de Portugal.

Ignorando a história vivida por estas pedras, foi a própria Câmara Municipal, que ao longo do século XIX, demoliu parte das muralhas e vendeu a pedra. Classificado como Monumento Nacional, teve obras de conservação e restauro ao longo do século XX, mantendo-se actualmente a chamada Torre do Relógio e parte das muralhas do castelo.

Volta, agora, a ser um dos ex-libris de Celorico da Beira, valendo a pena ser visitado.

 

Castelo de Marialva

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Perto de Mêda, Marialva é outra das 12 Aldeias Históricas de Portugal. Uma aldeia que merece ser visitada pela sua beleza singela. O seu Castelo teve diversas intervenções na sua estrutura, nomeadamente no reinado de D. Manuel I e de D. Sebastião, cuja intervenção é atestada por uma inscrição na muralha, referindo a data de 1559. Com o atentado a D. José I, em 1758, e a acusação do marquês de Távora, que nessa altura era alcaide de Marialva, a fortificação foi abandonada, deixando de haver habitantes dentro dos muros da povoação.

Classificado como Monumento Nacional, beneficiou de obras de recuperação e beneficiação a cargo do IPPC. Neste conjunto histórico para além do castelo com a Torre de Menagem, inclui-se o pelourinho, a cisterna, a alcáçova e duas igrejas.

 

Castelo de Folgosinho

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Folgosinho é, provavelmente, uma das aldeias mais conhecidas da Serra da Estrela. Uma típica aldeia beirã, do concelho de Gouveia, cujo Castelo compunha um triângulo defensivo no vale do Rio Mondego, juntamente com o de Linhares e o Castelo de Celorico da Beira.

As suas origens são difusas e envoltas em muitas lendas que envolvem Viriato ou D. Afonso Henriques. Sabe-se que a primitiva ocupação humana dos sítios do castelo e da povoação remonta a dois castros pré-romanos.

Do alto dos seus 933 metros de altura, permitindo aos visitantes deslumbrarem-se com uma paisagem que não tem fim, este pequeno castelo é um diminuto recinto circular, construído com pedra de quartzo branco-rosado, que lhe confere uma beleza única.

 

Castelo da Guarda

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A capital de distrito possui restos de um castelo mandado construir por D. Sancho I, tendo sido melhorado nos reinados seguintes com a construção da Torre de Menagem, que hoje pode ser visitada, e de novos troços de muralhas. Grande parte destas construções foi destruída para que a cidade pudesse crescer, restando apenas alguns troços das mesmas, existindo ainda vestígios de portas e três torres: a dos Ferreiros, Torre Velha e a Torre de Menagem.

Quem visitar a Guarda pode passear pelo seu centro histórico e apreciar alguns monumentos. A Torre de Menagem continua imponente, agora melhorada com algumas intervenções. No seu topo pode ter uma vista privilegiada pela paisagem circundante à cidade.

 

Castelo de Numão

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Com uma história quase perdida no tempo este Castelo, em Numão, Vila Nova de Foz Côa, viu-se melhorado nos reinados de D. Afonso Henriques e D. Sancho I. Abandonado depois pelas populações, o tempo tomou conta dele e a destruição tomou conta deste Castelo, chegando ao século passado com torreões em muito mau estado e no interior um amontoado de pedras. Foi classificado como Monumento Nacional e foram feitos trabalho de consolidação e reconstrução de muralhas, tendo sido desentulhada a cisterna e recuperada a Torre de Menagem.

 

Castelo de Castelo Melhor

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Também no concelho de Vila Nova de Foz Côa podemos encontrar na aldeia de Castelo Melhor, mais uma sentinela de tempos idos da história beirã. Edificado de modo a proteger o alto de um monte que era habitado há muito.

Palco de batalhas, acabou por ser votado ao abandono nos séculos que se seguiram à guerra da Restauração em 1640. Pode ser visitado e encontra-se hoje, em bom estado de conservação.

 

Castelo de Pinhel

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Este é o ex-libris da cidade Falcão. O Castelo de Pinhel nasceu com a nação tendo sido, posteriormente, ampliado por D. Dinis com uma cerca a envolver a vila e passou a ter seis torres.

Foi ocupado pelas tropas de Napoleão. Desde o final do século passado que tem vindo a ser recuperado. Salientam-se neste castelo as torres erguidas na praça de armas, uma delas a Torre de Menagem, e também a existência de três cisternas.

Todos os anos, no verão, é feita uma das maiores Feiras Medievais da região que atrai milhares de pessoas a Pinhel.

 

Castelo de Castelo Mendo

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No concelho de Almeida existe uma pequena aldeia cujo castelo lhe dá nome. Em Castelo Mendo encontramos as ruinas de um castelo cujas vistas alcançam Espanha.

Integra dois núcleos urbanos, destacando-se o recinto do castelo na zona mais elevada. É um castelo românico e gótico com cinturas são de traçado ovalado e irregular e com demarcação da cidadela no primeiro recinto defensivo. A Torre de Menagem é de planta rectangular. Com a reforma liberal, extingue-se o concelho e inicia-se um processo de degradação progressiva.

Também aqui, na primavera, se organiza uma grande Feira Medieval que atrai milhares de pessoas da região. Uma ótima altura para ficarmos a conhecer algumas das tradições da Beira medieval.

 

Castelo de Longroiva

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No concelho de Mêda encontramos Longroiva e o seu Castelo. Esta região é ocupada desde a pré-história tendo nela se fixado vários povos, desde os romanos aos visigodos e os árabes.

A história não foi meiga com este Castelo tendo sido abandonado, as suas pedras servido como fornecimento para a construção e o seu interior foi transformado em cemitério.

O que resta do castelo, está classificado como Monumento Nacional, os trabalhos de conservação permitiram que ainda subsistam partes das muralhas e a Torre de Menagem que terá sido uma das primeiras a ser edificada em Portugal.

 

Castelo de Ranhados

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Em Ranhados, ainda no concelho de Mêda, há outro castelo. Consta que foi mandado erigir por D. Dinis, mas não há certezas quanto a esse facto, havendo quem defenda que a sua construção é muito anterior. Pouco se sabe acerca deste Castelo, tendo sido votado ao abandono pela história.

Classificado como Imóvel de Interesse Público, não teve, apesar disso, grandes benefícios, já que as obras nas muralhas tiveram em vista proteger o cemitério e não respeitaram as antigas estruturas.

 

Castelo de Alfaiates

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No Sabugal, em Alfaiates, ainda é possível ver os restos do seu Castelo, cuja origem remonta aos finais do século XII. D. Maria de Portugal, filha de D. Afonso IV, terá casado com Afonso XI de Castela aqui.

No reinado de D. Manuel I, é iniciada a construção de novas defesas, já prevendo o uso de artilharia, que não chegou a ser concluída. Na época das invasões francesas, este castelo ainda serviu de aquartelamento às tropas portuguesas e inglesas.

O tempo passou e este Castelo, como outros, passou a ser utilizado como cemitério. As muralhas da vila foram demolidas e as suas pedras usadas na construção do hospital. É ainda possível ver as ruinas das muralhas e de duas torres.

 

Castelo de Vila do Touro

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No Sabugal há, ainda, um outro castelo, ou o que resta dele, em Vila do Touro, que pertenceu à Ordem do Tempo, até à sua extinção em 1319. O tempo tomou conta da ruina deste espaço e hoje resta uma porta em arco gótico e alguns vestígios de troços das muralhas.

 

Castelo de Vilar Maior

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O concelho do Sabugal é rico em património. Em Vilar Maior encontramos outro Castelo, talvez de origem árabe, talvez de origem romana, não se sabe ao certo. As primeiras referencias a ele datam do século XI, na posse do reino de Leão, na sequência da Reconquista Cristã da Península Ibérica.

O Castelo de Vilar Maior foi saqueado pelas tropas de Napoleão o que acelerou a sua degradação, restando apenas a Torre de Menagem.

Estes são locais que merecem o nosso respeito.

Enquanto portugueses a nossa identidade foi defendida por eles. São sentinelas, defesas da história de uma nação. Parte integrante da nossa memória e da nossa alma. Não merecem que a vida os deixe ao abandono, perdidos nas suas próprias memórias como outrora aconteceu. Visite os nossos castelos, devolvendo-lhes um pouco da vida que os fundou. São mais do que património. São Castelos, os nossos Castelos.

 

Fotografia: Guiadacidade.pt, Aldeias Históricas de Portugal, Manuel Ferreira

Fonte: Guia da Cidade

Conheça a Aldeia Natal da Serra da Estrela

O Natal é uma época de alegria em que todas as terras se vestem de luz e cor, enchendo de emoção quem por elas passeia. Não há aldeia, vila ou cidade que não se enfeite de Natal. O espírito sente-se, respira-se e vive-se!

Na montanha o Natal é vivido de modo intenso, recatado, no calor da crepitante lareira. À noite, em muitas aldeias, os habitantes reúnem-se em torno de um grande madeiro que aquece os corpos e as almas. Revêm-se os amigos que partiram da aldeia, mas que retornam, todos os anos por esta altura, porque a vida pode levar-nos para longe mas o Natal, o Natal é em casa!

São pitorescas estas aldeias, onde as pessoas se juntam perto das igrejas, porque o Natal, aqui, não é consumismo desmedido, é união, saudade e família. Bebem-se bebidas caseiras e partilham-se maravilhas gastronómicas da época, daquelas bem especiais, pelas quais esperamos todo o ano, porque em qualquer outra altura o sabor não é o mesmo. Canta-se, dança-se e abraça-se. Assim é o Natal na Montanha.

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Há uma aldeia na Serra da Estrela onde o Natal é vivido de modo intenso por todos os habitantes cuja dedicação transforma este pequeno local num paraíso natalício, atraindo milhares de visitantes. Na aldeia de Cabeça, em Seia, não há casa ou rua que não se vista à altura da ocasião. “Uma aldeia genuína. Por mãos de gente genuína”, que até dia 6 de janeiro abre as suas portas à magia da época da natividade.

É uma festa única no país, aqui os habitantes vão buscar à natureza aquilo que vai dar cor às ruas. Giestas, videiras ou pinheiros, que juntos com as luzes tornam este local único e fantástico.

Os habitantes abrem as portas das suas casas e dão a conhecer aos visitantes o calor e o aconchego do seu Natal.

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Mas o Natal na aldeia de Cabeça não se fica pela beleza das suas decorações havendo todo um conjunto de atividades ao longo do período das festividades: o Mercado de Natal, Presépios, a Casa do Pastor, a Casa do Chocolate, oficinas de cozinha, passeios temáticos e a oficina do Natal onde os visitantes podem comprar o pinheiro e outras decorações de Natal criados pelas mãos dos habitantes.

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No dia 24 pode visitar a aldeia. A partir das 14h00 abre o Mercado de Natal, às 14h15 o CISE leva os visitantes por um passeio cultural chamado “Rota pelos Socalcos da aldeia”. Às 15h30 assista à recriação do Presépio com personagens vivas. Às 16h00 começa o Concerto de Natal a cargo do Centro Musical de Seia e às 17h30 dá-se a magia da iluminação de Natal com o acender das luzes.

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No dia 27 continua a ser Natal nesta aldeia, sugerimos que assista à Demonstração e Feitura do Queijo Serra da Estrela às 15h00 e ao concerto com o Coro Sénior do Centro de Apoio à 3ª Idade de Cabeça.

Há ainda muito para assistir até dia 6 de janeiro, com destaque para a Passagem de Ano Tradicional no dia 31, a Oficina “Cozer o pão no forno da aldeia” no dia 2, ou o Cantar das Janeiras no dia 3 de janeiro.

 

Viver o Natal em Portugal é especial, mas na Montanha tem outro sabor!

 

Fotografia: Facebook oficial da Aldeia Natal

Acabar o ano com a derradeira corrida!

Estamos a chegar ao final de mais um ano e as tradições mantêm-se.

Muitos são os que se juntam aos madeiros, um pouco pelas aldeias desta região, outros aconchegam-se à lareira, outros juntam-se em grupos e ensaiam cânticos e outros há que calçam as sapatilhas e treinam para as famosas corridas de S. Silvestre, tradicionais um pouco por todo o país. São 45 as provas que irão decorrer por este Portugal fora nos próximos tempos, 3 no dia 31 de dezembro, sendo que duas delas acontecem aqui na região, nomeadamente na Covilhã e em Pinhel.

Esta é uma corrida solidária uma vez que os participantes, a titulo da inscrição, entregam alimentos que serão depois distribuídos por bancos alimentares de ambos os lados da fronteira.

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Em Pinhel a corrida começa às 16h00, conta com o apoio da Associação de Atletismo da Guarda e as inscrições podem ser feitas online, no site da Câmara Municipal, até dia 29 de dezembro.

Na Covilhã as inscrições podem ser feitas até às 17h00 do dia 30 de dezembro para a Associação de Atletismo de Castelo Branco, estando a prova aberta a todos os atletas e clubes federados, não federados, populares, associações, grupos de amigos e outras entidades.

Hoje é Réveillon na Guarda!

Quem vive na Serra sabe que o frio não pode ser desculpa para não sair de casa, caso contrário ninguém sairia!

Tal como em qualquer região deste país, também os Beirões gostam de festas, e se há quem conheça o que é uma festa ao frio são os habitantes da Guarda e, acreditem, não há frio que os demova de uma grande festa e uma grande festa é o que vai acontecer esta noite!

Na Guarda não se brinca e se é para festejar que se festeje em dobro e por isso, esta noite, antecipa-se a Passagem de Ano na cidade mais alta, com os estudantes do Politécnico a convidarem todos os amigos e habitantes da região a juntarem-se para cantarem as 12 badaladas para entrarem no novo ano (mesmo que ainda estejamos a 15 dias de 2016).

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A grande Passagem de Ano Académica irá decorrer junto à Igreja da Misericórdia, no coração da Guarda, e irá contar com muita animação já a partir das 17h00 com uma arruada de Tunas pela cidade. Para esta noite os senhores do tempo preveem temperaturas a rondarem os 9 graus, nada que assuste quem por aqui vive, mas há que aquecer a malta e, por isso, a partir das 18h00 irá ter lugar uma mega aula de Zumba seguido do Jantar de Réveillon. A música começa a aquecer a partir das 22h00 com o Dj Left, seguindo-se a Banda Hi-Fi que irá animar todos até Às 3 da madrugada altura em que o Dj Dilcio toma conta das hostes seguido dos Dj’s Insert Coin às 4h30. Pelo meio haverá a contagem decrescente para a entrada no novo ano com direito a um espetáculo Pirotécnico e Multimédia.

É uma festa de Passagem de ano diferente, orientada para os estudantes e para quem se quiser juntar à animação. Não há frio que demova a animação na Guarda!

O Interior tem Natal!

Eis a época mais mágica do ano! Por todas as cidades sente-se o espírito natalício e as pessoas passeiam pelos centros iluminados! Conheça aqui algumas das atividades que estão a decorrer na região este Natal!

Seia

Este fim-de-semana visite Seia e aprecie as várias iniciativas que irão decorrer no largo da Câmara. Os mais novos poderão brincar e deslumbrar-se com a Casa do Pai Natal, a Oficina dos Duendes e Frozen – o Reino do Gelo. Mas esta época festiva não é só para os mais pequenos e além da música, lançamentos de Livros e do Mercado de Natal também o serviço do Canil Municipal de Seia marcará presença com uma campanha de adoção de animais intitulada “O melhor presente de Natal? um amigo para a vida”.

 

Celorico da Beira

Ainda pelo Distrito da Guarda, em Celorico da Beira, a época é vivida intensamente com os festejos a prolongarem-se até dia 23 de dezembro. A vila de Sacadura Cabral vai contar com várias atividades que vai animar o mês de dezembro, desde a Casa do Pai Natal, Feira do Livro, Concurso de Couves de Natal, Feira de Artesanato, Festival de Sopa Couve de Natal, animação musical com grupos de cantares e concertinas, exposições de árvores e presépios.

No dia 20 de dezembro Celorico da Beira recebe o programa “Portugal em Festa” da SIC.

Mantem-se a tradição com o concurso de Montras de Natal e os mais pequenos poderão contar com muita animação, teatro, música e a visita do Pai Natal.

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Sabugal

No Sabugal a grande atração é um Presépio gigante com cerca de 700 metros quadrados, instalado no centro da cidade, no Largo da Fonte. Este Presépio conta com cerca de 500 toneladas de troncos de castanheiros, heras e musgos. É o terceiro ano em que se aposta numa representação do Presépio de Belém de forma única e genuína, recolhendo na natureza aquilo que é da região.

Este é o maior Presépio do género no país e um elemento de desenvolvimento e de atração turística. O Presépio contém cerca de uma centena de figuras em cerâmica que a autarquia foi adquirindo ano após ano, atendendo ao aumento da área ocupada, que em 2014 foi de cerca de 300 metros quadrados.

O recinto natalício, que pode ser visitado até ao dia 11 de janeiro, agrada a miúdos e a graúdos e deixa os habitantes do Sabugal orgulhosos.

 

Gouveia

O Natal em Gouveia procura dinamizar o comércio da cidade com uma campanha que tem como lema “A Prenda do Seu Natal Está no Comércio Local” e estrutura-se com a oferta pelo comércio local de coupões de acesso ao sorteio de uma viagem aos Açores e a um fim de semana no Litoral Alentejano em compras superiores a 20 euros.

Os coupões preenchidos e validados com o carimbo do estabelecimento comercial serão após preenchidos depositados numa tombola localizada no Turismo de Gouveia e os prémios serão sorteados na noite de reis durante o Cantar das Janeiras.

A campanha de incentivo será comunicada através da rede de muppies do concelho, em duas estruturas outdoor, em cartazes promocionais a distribuir pelo comércio local e na agenda de natal a distribuir pelo concelho.

A Casa do Pai Natal será outro ponto de animação da campanha. A casa da Torre albergará o Pai Natal e em colaboração com o CERVAS e com a empresa de animação GO Festas serão dinamizados ateliês, exposições, sessões de cinema e atividades de animação para os mais novos. A Casa do Pai Natal funcionará entre 17 e 24 de dezembro e nos dias 17, 19 e 24 serão promovidas uma conjunto de ações de rua que visam promover a dinâmica comercial da cidade.

 

Fundão

A terra da cereja vive a época de forma especial e até 6 de janeiro serão várias as atividades a decorrer, como a Casa do Pai Natal, várias casas temáticas, concursos de presépios e de árvores natalícias, Aldeia Natal, Mercado de Natal, Mercado Sustentável, diversas exposições, animação de rua, ateliês, teatro, circo, concertos e sessões de cinema.

O Natal Fundão 2015 procura dinamizar o comércio tradicional e o lema é “Este Natal faço as minhas compras no comércio tradicional”, e visitantes poderão contar com os estabelecimentos comerciais a funcionarem com um horário alargado.

A novidade deste ano é o comboio de Natal que irá percorrer a cidade do Fundão.

 

Belmonte

Belmonte também se enche de luz e este fim-de-semana será especial com o Mercado de Natal cheio de animação, oficinas, tasquinhas, lojinhas e claro o Pai Natal. A vila irá contar com várias atividades com a chegada do Pai Natal ao castelo de Belmonte no dia 19 pelas 10h00, animação de rua, oferta de Brindes e um Comboio Turístico gratuito para os mais pequenos.

A partir do dia 21 seis escritores irão dar a conhecer os seus Contos de Natais favoritos, a começar por Ivo Rocha da Silva no primeiro dia, a 22 de dezembro é a vez de João Morgado, seguido no dia 23 de Daniel Rocha, no dia 26 é a vez de Teresa Correia, a 27 de dezembro Tereza Duarte Reis conta-nos o seu conto e no dia 28 é a vez de Rogélia Proença. Os Contos acontecem às 17hoo.

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Dar vida à zona histórica de Belmonte é o objetivo do evento, que vai abrir lojas e garagens fechadas, de forma temporária, em conjunto com o comércio local já existente. A ideia é que os visitantes conheçam os produtos típicos e o artesanato regional.

O Mercado de Belmonte pode ser visitado a partir de dia 18 e até dia 30 de dezembro, sendo que estará aberto ao público entre as 10 e as 19 horas, sendo que às sextas e aos sábados fecha às 20 horas.

Com o pé na Linha, pela Rota dos Túneis

Alinhas no desafio?! Linha feita, desafio alinhado….

Um dia muito bem passado, em boa companhia. Roupa e calçado apropriado, água, lanternas na mochila, pernas para andar, uma boa dose de coragem (que bem foi precisa) e “bora lá” Pés na estrada, neste caso, na linha.

A rota dos túneis é um velho troço de linha de comboios que ligavam Porto a Paris. O trilho tem 17 km, linha esta que perfura na Natureza 20 vezes e suspensa no ar por 10 vezes!

Chegados a Barca D’Alva o primeiro passo foi encontrar o Sr. Amadeu, este amável Senhor disponibiliza-se a ajudar todos aqueles que se aventuram a fazer este trilho. Sendo o nosso ponto de partida La Fregeneda (Espanha) e o ponto de chegada Barca D’Alva (Portugal), o Sr. Amadeu levou-nos ao nosso ponto de partida, onde a aventura começou…

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“Puentes en mal estado” lia-se… começou bem… formigueiro na barriga… relembrar os vídeos vistos no “youtube”, mostrando as pontes vertiginosas, foi motivo para por em causa se íamos avante! Já sem carro, apenas pernas para andar, aqui vamos nós… em frente é o caminho!

Túnel nrº1… “-Este é o túnel mais comprido dizem eles??? Não me parece, pois vê-se a luz ao fundo do túnel” porque nem tudo o que parece é… este foi, realmente, o maior túnel. Pé ante pé, metro após metro, a escuridão começou a envolver-nos e, obrigatoriamente, tivemos de tirar as lanternas da mochila. Lanternas na mão. O ponto de luz, distante, difícil de alcançar, mas presente.

Claustrofobia é proibida aqui, nem uma pitada!

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À saída do túnel, de novo no meio da vegetação, sinal de abandono pelo Homem e a Natureza a fazer o que tem a fazer (reconquistar o Seu espaço) … Sentir o ar fresco a entrar pelas narinas, a encher os pulmões e a refrescar todo o nosso corpo… Fechar os olhos e sentir… sentir apenas!

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Alguns metros à frente, lá chegámos à 1ª ponte… O anterior “pequeno formigueiro”, agora transformou-se num ENORME TREMOR no corpo todo… até os fios de cabelo tremiam (ou era o vento).

Se claustrofobia é proibida, então vertigens… Um pé de cada vez na ponte… Músculos contraídos, tudo a trabalhar, tudo a tremer e é agora que vamos às entranhas do nosso Ser buscar toda e mais alguma coragem necessária para seguir em frente… a um metro do fim da ponte, metemos “nova mudança” e aceleramos a fundo para, finalmente, colocar os pés em terra firme!

Sensação: ALÍVIO, no meio de risos, adrenalina ao rubro, orgulho, “ESTOU VIVA”… um mix de sensações… boas… Superado o “obstáculo”, o “desafio” de pôr à prova as medonhas vertigens… Uma mão amiga é sempre bem-vinda e ajuda nas adversidades, torna cada passo mais fácil de dar… Aconselho!

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Túnel após túnel, ponte após ponte, sempre seguindo a linha, com a certeza de que ela nos levaria ao ponto de chegada, foi feita a caminhada. Longa…Mas nem só de pontes e túneis é feito o trilho! Aliás, o mais belo, o mais magnífico era mesmo toda a Natureza que nos envolvia…

Uma dádiva poder estar rodeada de uma paisagem magnífica, mágica… sem palavras… muita Vida ao nosso redor… Tudo em perfeito equilíbrio.

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Caminhada cansativa?

Talvez, mas só para o corpo… a alma, essa, recarregadíssima de boas vibrações, ar puro, paisagens fantásticas, observadores fenomenais que nos acompanharam durante a caminhada (e aqui falo das majestosas aves, que não sofrem de vertigens, que nos sobrevoavam no seu esplendor, bem lá do alto) TUDO FANTÁSTICO.

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Não é possível escrever em papel tudo o que foi sentido, todo o rol de sensações fabulosas que se foram sentindo durante a caminhada… O melhor mesmo é ir, experimentar, sentir, viver… os medos vão connosco, mas chegados ao fim, comprovamos que nos conseguimos superar, somos mais corajosos do que pensamos e conseguimos mais do que imaginamos…

Valeu a pena??? Valeu… VALE SEMPRE!!!

 

Nadine Lopes