A simplicidade da sobremesa mais deliciosa do mundo!

Gosto de coisas simples e da simplicidade das coisas.

Gosto desta sensação quase rotineira do passar dos dias na Serra da Estrela. Gosto da sensação de conforto que os dias de Inverno passados à lareira nos dão. Gosto do frio, embora este ano ainda não o tenha sentido com todo o rigor que estas terras conhecem.

Viver numa cidade do Interior fez-me dar valor a coisas simples, tomadas por muitos como certas, mas que na verdade poucos temos, ou sabemos o que é ter, como o luxo de ter tempo. Tempo para apreciar as coisas boas da vida como uma boa música, um passeio com a família, um fim de dia com os amigos na esplanada, ou um inicio de noite tranquilo sentada no sofá a ver, pela milésima vez, o Gru o Mal Disposto com o meu filho.

Há pequenas coisas, simples, que me fascinam cada vez mais e sobre as quais dou comigo, entusiasmada, a falar aos meus amigos e familiares do norte, “a sério tens de provar, é delicioso!” ou um “Vá lá, bebe não te vais arrepender”. Foi o que aconteceu no passado fim-de-semana, quando “Guimarães veio à Serra” (é assim que me refiro quando a família vem de visita). Fomos almoçar ao restaurante da praxe, bem conhecido por estas bandas, e claro que a minha sobremesa serrana de eleição não podia faltar, e lá tive de me lambuzar.

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Lembro-me da primeira vez que a comi, tão simples, tão bonita. O singelo e delicioso Requeijão com Doce de Abóbora caseiro. Não fiquei indiferente nem ao aspeto e muito menos ao sabor.

Fiz como me disseram: uma generosa fatia do branco e cremoso Requeijão da Serra da Estrela com uma colherada, não menos generosa, do dourado e pecaminoso Doce de Abóbora, rústico, com grandes pedaços cristalizados. Levei à boca, um pouco apreensiva, confesso, porque até nem sou muito fã do dito doce, ou pelo menos não era até então, foi uma descoberta maravilhosa, cremosa, doce e viciante! A textura destes dois componentes foi uma festa para as minhas papilas gustativas e, desde então, no Inverno, é das sobremesas que mais me confortam.

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“Provem, vão gostar”, e não é que gostaram?

Sei bem que Portugal está cheio de sobremesas maravilhosas, autênticos cartões de visita gastronómicos e, sendo eu Minhota, venho de uma região rica em sabores, sou, portanto, uma sortuda, por ter um pouco destes dois mundos (Minho e Beira Interior), no meu cardápio habitual. Mas na Serra da Estrela descobri sabores genuínos que me surpreendem a cada dentada.

O Requeijão com Doce de Abóbora é uma daquelas sobremesas simples, que com os produtos certos é uma autentica Ode à Serra. A sobremesa deste restaurante, bem conhecido, ali para os lados de Gouveia, é deliciosa porque mantém a genuinidade dos seus produtos, mas confesso, que foi no dia em que provei o Doce de Abóbora com Requeijão caseiro que descobri as diferentes nuances de sabor que existem entre o que é feito em grande quantidade e o que é criado pelas mãos calejadas de sabedoria.

A sobremesa Requeijão com Doce de Abóbora é daqueles doces que recomendo a quem visitar a Serra da Estrela. Não se deixem enganar pela sua aparente simplicidade pois de simples não tem nada. É o exemplo de uma sobremesa que contem a Serra na sua essência e, tal como a terra onde ele nasceu, é absolutamente surpreendente.

 

Tânia Fernandes

O Presente perfeito está aqui

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O Natal é uma época especial, todos sabemos disso.

O Natal é, também, uma altura em que oferecemos presentes a quem mais gostamos e é sabido que não é fácil encontrar o presente ideal. Damos voltas e voltas ao pensamento para encontrar aquele presente certo para aquela pessoa especial, e a verdade é que quanto mais especial ela é mais difícil é encontrar o presente adequado. Pois bem, meus caros, a nossa demanda acabou, a HeartBeat tem a solução!

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A HeartBeat acaba de lançar no mercado dois Packs – o HeartBeat Premium e o HeartBeat Table – que prometem emocionar quem os receber, reunindo o que de melhor a Região Interior de Portugal tem para oferecer. Um conjunto de Hotéis e Restaurantes de qualidade superior que garantem experiências emocionantes e genuínas daquilo que a Região do Interior é hoje em dia, moderna e sofisticada!

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O Pack Premium reúne uma série de Hotéis e Casas de Turismo Rural com alguns dos melhores exemplos da Hotelaria que a Região tem para oferecer, com parceiros como as Pousadas de Portugal ou o grupo Visabeira ou ainda Hotéis como a Casa das Penhas Douradas ou o H2otel. Este Pack tem o preço de venda de 165€ e a garantia de que quem o adquirir irá poder usufruir de uma experiência única, podendo disfrutar daquilo que de melhor esta região tem para oferecer.

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Para os apreciadores da boa mesa, reunimos um conjunto de Restaurantes, criteriosamente selecionados, que melhor representam a gastronomia moderna da região. No HeartBeat Table encontrará restaurantes como o Cova da Loba em Linhares ou o Restaurante Viriato em Viseu.

Este é um presente que garante, à semelhança do HeartBeat Premium, uma experiência de qualidade superior e encontra-se à venda pelo preço de 65€.

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Estes são dois Packs que podem ser o presente ideal deste Natal. São vendidos numa embalagem simples e sofisticada, à semelhança daquilo que oferecem. Podem ser adquiridos online, no site  www.heartbeat.pt, ou nas instalações da loja no centro histórico da Guarda.

Se não sabe o que ofercer este Natal, esta é uma ótima sugestão com a garantia de que quem o receber irá ter mais que uma simples caixa, terá toda uma região e as emoções que ela proporciona!

Visite:

http://heartbeat.pt/categoria-produto/heartbeat-packs/

Dão e Beira Interior premiados

A Região Demarcada do Dão está, novamente, de parabéns já que foi uma das regiões com mais vinhos premiados na segunda edição do Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola.

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No concurso que foi apresentado por Sílvia Alberto estiveram presentes 170 vinhos tendo sido premiados 51 vinhos, brancos e tintos.

No ouro, destaque para as três medalhas atribuídas aos vinhos Tesouro da Sé Private Selection DOC Dão Tinto 2011, da UDACA, Castelo de Azurara DOC Dão Tinto 2012 e o vinho Casa da Ínsua Reserva DOC Dão Tinto 2010.

Há três medalhados na seleção de Prata e são eles o QC Sandinus Encruzado DOC Dão Branco 2013, Adega da Corga Grande Reserva DOC Dão Tinto 2012 e o vinho Quinta dos Monteirinhos DOC Dão Tinto 2012.

A Região Demarcada do Dão viu, ainda, dois dos seus vinhos receberem a medalha de Bronze, o Morgado de Silgueiros DOC Dão Branco 2014 e o vinho Adega Cooperativa de Silgueiros Reserva DOC Dão Tinto 2009.

Também a Região da Beira Interior viu dois vinhos serem medalhados com bronze, são eles o vinho Fora de Jogo Síria DOC Beira Interior Branco 2014 e o vinho Praça Nova Garrafeira DOC Beira Interior Tinto 2010.

Esta foi a segunda edição do Concurso de Vinhos Crédito Agrícola sendo que as regiões mais destacadas foram as do Dão, Douro e Alentejo.

Este concurso contou com a participação do Presidente do Conselho de Administração de Administração Executivo do CA, Licínio Pina, do Presidente do Conselho Geral e de Supervisão, Carlos Courelas, e do Vice-Presidente da Associação dos Escanções de Portugal, José Peixoto.

Foram 126 os produtores presentes de várias regiões vitivinícolas do país avaliados por enólogos, escanções, jornalistas, bloggers especializados e colaboradores do Crédito Agrícola.

Festival Vinhos de Inverno e letras em Viseu

Começa já na sexta feira, dia 4, a segunda edição dos “Vinhos de Inverno”, no Solar do Vinho do Dão e que este ano conta com mais novidades e mais horas de programação, mantendo-se alguns dos eventos que fizeram sucesso na edição do ano passado.

O Entre-Aduelas será instalado no Salão dos Vinhos e aqui os visitantes poderão aproveitar para degustar alguns dos mais preciosos néctares do Dão enquanto se passeiam pelas salas adjacentes apreciando produtos regionais como biscoitos, mel, azeite e queijo, disponíveis para prova e compra.

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O ambiente de Inverno é aqui amenizado pela lareira do Solar que se reacende para que os visitantes possam disfrutar de uma ambiente propicio ao relaxamento e à degustação.

Para aqueles que são novos nestas andanças do vinho haverá workshops assim como para aqueles que são amantes de longa data dos vinhos do Dão.

A grande novidade deste ano casa a literatura com o vinho, “Tinto no Branco” é a primeira Festa da Literatura de Viseu e colocará a literatura à prova, combinando os prazeres dos Vinhos do Dão, da gastronomia regional e da literatura universal.

Serão muitos os nomes para ouvir e muitos haverá para aprender sobre esse universo das letras e dos vinhos, conhecendo aquilo que os liga seja na cultura, simbologia, espiritualidade e vivências.

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Entre os nomes confirmados para este Festival Literário estão Afonso Cruz, Fernando Dacosta e Francisco José Viegas assim como os viseenses João Luís Oliva e António Gil.

Aquilino Ribeiro estará presente neste “Tinto no Branco” com algumas das palavras do mestre das “Terras do Demo” a servirem de mote às conversas e encontros deste Festival.

Este Festival não se fica apenas pelo Solar do Vinho do Dão, invadindo cidade de Viriato. “Tinto no Branco” propõe passeios pela cidade de Viseu a bordo do comboio turístico com Miguel Real, no sábado e Deana Barroqueiro, no domingo, a servirem de anfitriões nesta viagem pelas “histórias e as estórias” que permitirão aos visitantes (re)descobrir os cantos e recantos desta milenar cidade. Estes passeios irão decorrer durante o fim-de-semana com partida do Rossio às 11h00.

As conversas fazem parte integrante deste Festival com a primeira grande ronda a decorrer no sábado a partir das 16h00, com o Chef Loureiro a fazer as honras à casa e a abrir o apetite para uma tarde que promete levar os presentes numa viagem pelo tempo para a “ínclita refeição”!

As histórias continuam com “Contos, lendas e facecias do Vinho”, com Paulo Moreiras, a partir das 17h00 e que irá desvendar mitos e verdades sobre o vinho, enquanto que, noutra sala, Anselmo Borges e António Gil lançam novas reflexões em torno do vinho e as suas ligações espirituais em “Criado para alegria dos homens”.

Aquilino Ribeiro serve de inspiração para a conversa que se segue “se regionalista é ter descrito outra coisa que não Lisboa, não reclamo melhor diploma” que irá juntar Alberto Santos, Manuel da Silva Ramos e João Luís Oliva em torno do poder da literatura.

Os serões irão juntar Fernando Dacosta e Patrícia reis numa conversa sobre “só as ânsias valem porque os triunfos, esses, acabam em bocejos”. Rui Cardoso Martins e Valério Romão propõem-se desmistificar os bastidores da escrita em “Os meus assuntos vou busca-los à história natural racionalizando-os”. O dia acabará com André Domingues numa sessão improvável com direito a “leituras de vinho e provas de texto”.

Neste Festival há também espaço para os mais novos onde poderão encontrar os habituais ateliers criativos no Espaço dão Petiz, para além disso, os visitantes de palmo e meio poderão conhecer melhor a arte da ilustração com o autor Paulo Galindro, no sábado a partir das 15h30, no Solar do Vinho do Dão.

A cereja no topo do Gin

Sabemos que no Fundão a Cereja é rainha. Muito mais que um simples fruto que nasce no final da primavera e delicia todos. A Cereja, no Fundão, assume requintes de produto de ouro, sendo tratado e compreendido como sendo um dos seus mais importantes cartões de visita, marca por excelência da região!

A Cereja demonstra ser um produto versátil e a sua aplicação parece não ter limites. Podemos encontrar Sabonetes de Cereja, Pastéis de Cereja até Enchido de Cereja! E todos estes produtos primam, não apenas pela sua irreverência e originalidade, mas também pela sua alta qualidade, colocando o nome do Fundão e da sua Cereja nas bocas do mundo.

A mais recente novidade irá agradar a muitos, até porque está a ser aplicada e associada a um produto que tem ganho cada vez mais apreciadores e está na moda, falamos do Gin, Gin de Cereja do Fundão.

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A ideia nasceu na Licores Serrano, empresa do Tortosendo que produz e comercializa alguns dos mais conhecidos licores da Serra da Estrela. A Licores Serrano apresentou, recentemente, ao mercado nacional, o seu Gin, o Wild Snow Dog, recorrendo a zimbro selvagem local, ao qual se juntam alguns botânicos característicos de um Dry Gin como o limão, o coentro, canela, anis, noz moscada e o exótico Kumquat.

A este Gin associou-se a Cereja do Fundão, a original proveniente das encostas da Gardunha, nascendo o Wild Snow Dog Cherry Edition, apresentando-se como uma segunda edição deste Premium Gin Português.

Depois da primeira edição é lançada, agora, esta nova de linha frutada, usando como recursos autênticos cartões de visita da Beira Baixa. A Cereja do Fundão é a estrela e a principal referencia no palato, o mesmo é arredondado pelas linhas de Malápio da Serra, uma variedade de maçã, que cresce nos pomares da Cova da Beira ou pelo Medronho das míticas aldeias do Xisto.

O Wild Snoe Dog Cherry Gin vem prestar homenagem à região, unindo as Serras da Estrela e da Gardunha pelo seu sabor único, contendo em si o melhor zimbro e a melhor cereja que este país à beira mar plantado possui.

A própria embalagem surge diferente, com o vermelho da cereja, um cão de neve selvagem de olhos penetrantes que revela a essência deste Gin desafiando-nos a provar o seu conteúdo. Assim faremos!

O vinho no telemóvel

Os portugueses estão cada vez mais abertos às questões do vinho. Estamos mais exigentes e mais seletivos, mais não fosse porque somos um país de excelentes vinhos e por isso, também nós consumidores, nos tornamos mais interessados e procuramos, cada vez mais, informações acerca deste mundo.

As marcas tem consciência que o mercado nacional é importante e que todos os portugueses são embaixadores dos seus vinhos e por isso têm um maior cuidado e interesse em que estejamos devidamente informados, até porque estamos num mundo onde a informação é globalizada e transmitida a uma velocidade estonteante.

Conscientes da importância da boa comunicação e do interesse crescente por parte dos consumidores no que diz respeito aos vinhos, a Lusovini, distribuidora e produtora de vinhos de Nelas, lança este mês uma aplicação para smartphones e tablets com quase duas centenas de dicas e conselhos simples para apreciadores de vinhos que queiram tirar o melhor partido das garrafas que compra, seja para casa ou para um restaurante.

A aplicação “ViniDikas” é dirigida a pessoas que gostam de vinhos ajudando às escolhas, avaliar quando se devem beber ou como devem preparar o vinho antes de ser servido. As dicas são muito práticas, curtas, diretas e esclarecedoras.

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Esta é uma aplicação que tanto serve o consumidor menos conhecedor do mundo do vinho como para entendidos que , por exemplo, precisem refletir sobre a temperatura a que querem servir um vinho especial, o tipo de copo a utilizar ou a antecedência com que devem abrir a garrafa.

São quase duzentas as dicas que podemos encontrar nesta aplicação que estará disponível, gratuitamente, na AppleStore, Googleplay e Microsoft Store. Dicas dispostas de modo muito simples e direto, abordando temas como a vinha (o ciclo da videira, a vindima, as castas internacionais e as portuguesas), da uva ao vinho (vinificação e suas variantes), o vinho (vários tipos e estilos existentes), as regiões do vinho a nível global com enfoque no nosso país, a prova (e apreciação de um vinho e a linguagem adequada para o descrever), a conservação (a garrafeira em casa), o serviço (abertura da garrafa, copos, decantação, temperaturas) e o vinho à mesa (as harmonias entre o vinho e a comida).

Há Queijo e depois há o verdadeiro Queijo!

Sou fã de Queijo. Não sou especialista, entenda-se, nem muito lá perto. Sou fã. Daquelas pessoas que come e até vai perguntando como se faz e quais as diferenças de uns para os outros, mas no final apenas uma coisa me interessa, afincar-lhe o dente, seja acompanhado de pão ou não.

Já provei alguns queijos ditos famosos, o Camembert e o Roquefort franceses, os italianos Parmigano-Reggiano ou o conhecido Mozzarella di Bufala ou os suíços Gruyère ou o Emmentaler que alguns amigos que por estas terras vivem me apresentaram e que por terras lusas se podem facilmente adquirir num qualquer supermercado. Se são de “confiança” ou “dignos da representação” isso já não sei, mas a verdade é que, e aqui pela Serra da Estrela sabemo-lo muito bem, os ditos “queijos industriais” ou feitos para comercialização, não possuem o sabor genuíno, e isso, meus amigos, é uma grande lastima, mas já lá vamos a essa temática.

 

“O que não falta no mercado é queijo e todos os países têm os seus e defendem com unhas, ou garfo, e dentes o seu produto rotulando-o como sendo o melhor do mundo!”

 

O que não falta no mercado é queijo e todos os países têm os seus e defendem com unhas, ou garfo, e dentes o seu produto rotulando-o como sendo o melhor do mundo! Portugal que é um país pequeno tem dezenas de queijos de Denominação de Origem Protegida (que atesta a genuinidade e qualidade) de vários cantos da nação, todos eles dignos do titulo de “melhor do mundo”. Há o Limiano, o queijo de Serpa, o Queijo da Ilha, o de Cabra Transmontano ou ainda o Terrincho, entre muitos outros, que não vou enumerar aqui porque não vale a pena, até porque eu quero falar apenas de um.

Há um queijo especial. Absolutamente delicioso e que para mim merece o titulo de “melhor queijo do mundo”, pelo menos do meu mundo, dentro da gama de queijos que já provei claro. Um queijo que tanto me delicia na sua componente mole, amanteigada a escorrer do prato, como no seu estado mais duro, que se come em lascas e que arde na língua como pimenta implorando um gole de um bom vinho! Só há um lugar no mundo onde ele é produzido e, como já devem ter reparado, chama-se Queijo Serra da Estrela.

Numa pequena investigação descobri que existem dois tipos de Queijo da Serra da Estrela DOP, o velho e o Serra da Estrela. Ora este último, o Queijo Serra da Estrela é um Queijo curado, de pasta semimole, amanteigada, branca ou ligeiramente amarelada, com poucos ou nenhuns olhos, obtido por esgotamento lento da coalhada após coagulação do leite de ovelha cru, estreme, pela ação do cardo. Já o Queijo Serra da Estrela Velho é um queijo de pasta semidura e extradura, ligeiramente quebradiça, untuosa, de cor alaranjada / acastanhada, com poucos ou nenhuns olhos, obtido por maturação prolongada (no mínimo 120 dias) do primeiro queijo que aqui falamos. Um dos fatores que torna estes queijos únicos, além das mãos cheias de sabedoria que os confecionam, é o leite do qual é feito e que vem de raças muito especiais de ovelhas, são elas as raças Bordaleira Serra da Estrela e/ou Churra Mondegueira.

O Queijo Serra da Estrela DOP mantém a forma tradicional de fabrico e revela características que se atribuem ao leite e, portanto, à forma tradicional de maneio das ovelhas, é aqui que reside a grande diferença entre o verdadeiro Queijo Serra da Estrela DOP e aquele que se encontra nas grandes superfícies comerciais e que, na sua maioria, é confecionado com leite proveniente de Espanha, o que acaba por desvirtuar o sabor.

 

“Quando vim viver para a Serra admito que era daquelas pessoas que dizia gostar de queijo e apreciar o da Serra da Estrela, mas não conhecia o verdadeiro sabor, mais intenso, com personalidade própria que nos faz saborear a serra de um só trago.”

 

Quando vim viver para a Serra admito que era daquelas pessoas que dizia gostar de queijo e apreciar o da Serra da Estrela, mas não conhecia o verdadeiro sabor, mais intenso, com personalidade própria que nos faz saborear a serra de um só trago. “Procura um Queijo diretamente no produtor ou vê se é DOP (Denominação de Origem Protegida)”, disseram-me, e confesso que procuro sempre comer os “caseiros” aqueles que são feitos um pouco na clandestinidade, já que estas coisas da segurança alimentar (que respeito e admito serem importantes), vieram desvirtuar um pouco o sabor original dos produtos que passa, muito, pela forma como são confecionadas e pelo amor que lhes é colocado no manuseio do mesmo.

O uso da Denominação de Origem obriga a que o queijo seja produzido de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações que determina quais as condições de produção de leite, higiene da ordena e conservação do leite e fabrico do produto.

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Quem conhece o verdadeiro sabor do Queijo Serra da Estrela sabe que aquele que se encontra no supermercado não é o melhor representante. Quem por aqui vive tem o seu produtor favorito ou a sua loja de queijos de eleição que garante que aquilo que leva para casa é genuíno, o mesmo se aplicando ao requeijão, sobre o qual um destes dias conversaremos! Eu também tenho o meu produtor e loja favoritos e já dei por mim a discutir animadamente com alguns amigos qual o melhor produtor enquanto comemos um belo queijo, defendendo as nossas escolhas como se de um clube se tratasse. Há discussões também em torno do melhor, se o duro ou o amanteigado. Eu acho que cada um tem a sua época, prefiro o mole na estação mais fria e o duro no verão. E há, ainda, outro motivo de discórdia entre os apreciadores do queijo Serra da Estrela, como o cortar? Há quem retire as cintas que o impedem de colapsar no seu próprio peso de amanteigado deleite, o corte ao meio e o deixe escorrer em todo o seu esplendor pelo prato, outros há, como eu, que preferem retirar um “chapéu” no topo do queijo e ir retirando à colherada o seu delicioso interior até restar apenas uma oca casca. Qual a forma que você prefere?

Tânia Fernandes

Cogumelos invadem região

A chuva caiu e encheu as nossas florestas de pequenos tesouros gastronómicos que fazem as delicias destas gentes.

Esses pequenos fungos, cogumelos, são uma maravilha e um acompanhamento fantástico para os petiscos da região e é por isso que, por cá, se celebra o cogumelo com honras de rei da festa.

 

Míscaros – Festival do Cogumelo em Alcaide

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Até dia 15 de novembro, na aldeia do Alcaide no Fundão, decorre o Míscaros – Festival do Cogumelo numa iniciativa da Câmara Municipal do Fundão, da Liga dos Amigos do Alcaide e da Junta de Freguesia desta localidade.

Quem visitar a aldeia nos próximos dias poderá aproveitar os passeios micológicos e ficar a conhecer melhor este fruto da natureza que traz muita ciência e que deve ser bem conhecido, para bem da nossa saúde.

Neste festival os visitantes poderão, ainda, degustar diferentes formas de confecção de cogumelos nas tasquinhas típicas especialmente preparadas pelas gentes da terra e aproveitar para saborear outras especialidades da região.

Este é um Festival de consciência ecológica e por isso não haverá material de plástico, sendo que os visitantes terão de utilizar pratos e talheres de madeira, e um copo reciclável.

Este é um festival que contará com passeios micológicos orientados por José Matos e Anabela Marisa Azul, um mega almoço de arroz de míscaros, Live Cookings com os Chefs Mário Rui, Joe Best, Duarte Batista, Henrique Mouro e Ricardo Costa, que irão decorrer no Cooking Arena e ainda com os Chefs de Palmo e Meio.

 

CISE promove curso

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Passando para o lado norte da Serra da Estrela, os aficionados dos cogumelo podem ir até ao CISE, em Seia, que nos dias 14 e 15 promove o curso de identificação de cogumelos. Esta será a 7ª edição do Curso de iniciação à identificação de Macrofungos, orientada por Mauro Matos.

Este curso integra sessões teóricas com várias apresentações que permitirão aos participantes ficarem a conhecer mais aprofundadamente os componentes do cogumelo, reprodução e processo de formação, assim como reconhecer as diferentes entre os comestíveis e os tóxicos, o gula micológico, entre outros aspetos.

Este curso inclui, ainda, uma componente prática com uma saída de campo à Serra da Estrela. Informe-se no site do CISE e participe!

 

Passeio Micológico em Fornos de Algodres

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Em Fornos de Algodres, no próximo dia 14, também se vai falar de cogumelos, nas XXIII Jornadas Micológicas da Confederação Europeia de Micologia Mediterrânica, organizadas pela Associação Micológica a Pantorra.

A Confraria da Urtiga e a União das Freguesias de Juncais Vila Riuva e Vila Soeiro do Chão aproveitaram e organizam uma expedição ao fantástico Reino Fungi, constituído por organismos incríveis que possuem uma enorme capacidade de adaptação e de colonização dos diferentes ambientes terrestres, sobrevivendo em condições adversas à maioria dos seres vivos.

Esta aventura conta com a participação dos micólogos Francis Fouchier, Ita Paz Conde e Pierre Roux, que irão ajudar a desvendar alguns dos mistérios do mundo dos cogumelos!

 

As Bodas do Cabriz

Os Vinhos Cabriz estão a celebrar as Bodas de Prata, numa festa que durará até setembro do ano que vem.

“Dão é Cabriz” é o lema desta que é a principal marca do grupo Global Wines/ Dão Sul.

Os 25 anos da marca serão assinalados com uma nova imagem, novos rótulos, ações nos pontos de venda, publicidade com forte impacto, oferta de prémios e passatempos.

A intenção da marca é recordar ao consumidor os valores associados aos Vinhos Cabriz como a elegância, sociabilidade, tradição e a exigência de qualidade.

Ninguém é indiferente aos Vinhos Cabriz, sendo que esta é uma das marcas mais icónicas da Região Demarcada do Dão, dona de um portefólio alargado que chega a todos os segmentos, com propostas para o dia-a-dia, como é exemplo os “Colheita Selecionada” tinto, branco e rosé, com vinhos premium onde se encontram o Cabriz Reserva, as monocastas “Touriga Nacional” e “Encruzado”, os espumantes, as aguardentes e os ex libris “Four C”, produzidos apenas em anos de colheitas excepcionais e que, neste ano, darão lugar a um vinho comemorativo das Bodas de Prata da marca.

As comemorações não se ficarão apenas pelos pontos de venda, percorrendo todo o país, abarcando os consumidores que terão acesso a prémios como tablets de última geração, produtos regionais do Dão, fins-de-semana gastronómicos e turísticos no Dão assim como viagens além fronteiras.

O melhor mesmo é estarmos bem atentos a esta marca enquanto apreciamos um copo de um dos seus vinhos! Da parte da HeartBeat podemos, desde já, levantar o copo e desejar um Feliz aniversário!

 

Restaurantes da região em destaque

É sempre um orgulho para as gentes das Beiras verem os seus restaurantes reconhecidos e apreciados pelos visitantes. É um dos nossos melhores cartões de visita!

É, igualmente, sabido que os portugueses no geral adoram comer e, por isso, e de modo a divulgar a boa gastronomia nacional, o jornalista Paulo Salvador, tem andado numa demanda pelo país dando a conhecer alguns dos melhores restaurantes deste nosso jardim à beira mar plantado. Claro que andou aqui pelas Beiras e claro que se maravilhou.

O seu roteiro, intitulado “Mesa Nacional”, uma rúbrica que passava na TVI, sobre os mais surpreendentes restaurantes portugueses chega agora a livro, onde há destaque para alguns restaurantes da região.

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Começamos pelo O Malhadinhas em Vila Nova de Paiva, conhecido pelas suas “únicas trutas de escabeche bem feitas”, apanhadas “no rio mais limpo da Europa, o Paiva”.

Há também destaque ao Restaurante O Sacristão em Campia, Vouzela, onde segundo o jornalista, se podem degustar as tentações da carne de Lafões.

Em Linhares da Beira destaca o Restaurante “Cova da Loba”, onde a D. Alice, mulher de poucas palavras e muita ação, prepara petiscos que nos fazem voar.

Ainda no distrito da Guarda, em Valhelhas, destaca-se o Restaurante Vallécula, “uma casa serrana onde se namora com o que vem para a mesa”.

No Sabugal há outro recanto gastronómico digno de reparo por parte de Paulo Salvador, o Restaurante Zé Nabeiro, no Soito, localizado no epicentro da antiga rota do contrabando raiano, conhecido pela sua iguaria, servida apenas duas vezes por semana e que atrai portugueses e espanhóis, a Canja de Cornos. No Sabugal há ainda destaque para o Restaurante Robalo onde se sente “o chamamento do cabrito”.

Para nós não é novidade. Sabemos que estes restaurantes são de excelente qualidade.

Este é um livro ótimo para quem gosta de andar pelo país à descoberta, servindo de roteiro gastronómico. Já está nas bancas e nasceu de três fatores, segundo o jornalista: uma paixão, um conceito e uma aceitação. A gastronomia, a divulgação de restaurantes onde só se levam os amigos e o entendimento da Direção de Informação da TVI de que este era um produto televisivo original.

O sucesso da rubrica “Mesa Nacional” tem sido tal que, no verão deste ano, foi para o ar a segunda edição e “muitos dos proprietários dos restaurantes retratados viram a sua vida mudar de um dia para o outro”.

Por cá sugiro que façamos as nossas visitas, acompanhados, claro, dos nossos amigos!