Quando o Minho encontra as Beiras

 

Se houvesse uma batalha entre o Minho e as Beiras para escolher qual o melhor, quem venceria?

 

Nascida e criada no Minho. Filha de pessoas nascidas e criadas no Minho. Sou daquelas Minhotas que se enche de orgulho das suas origens.

Há um texto do Miguel Esteves Cardoso que retrata as mulheres do norte falando da sua genuinidade e tempero de extremos, dizendo que as mulheres do Minho “têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança.”

O ano de 2016 marca 15 anos de vivências desta minhota em terras altas de Portugal e lembro-me, perfeitamente, do primeiro dia em que a Guarda me acolheu, como estudante, sozinha do seu mundo de onde nunca tinha saído.

Olho para trás e sei que podia ter sido diferente. Podia não ter gostado das pessoas, que são diferentes dos Minhotos. Podia não me ter adaptado ao longo inverno da serra. Podia ter sentido uma extrema falta do cheiro a eucalipto do Minho, ou da agitação do Vale do Ave. Mas não. As Beiras roubaram-me o coração e soube, desde cedo, que a minha passagem por estas terras não seria de apenas 5 anos.

Ao final destes 15 anos posso fazer um paralelo entre as Beiras e o Minho e perceber como é que um Minhoto, orgulhoso das suas origens, como é tão típico nosso, se rende à serenidade e recato das Beiras.

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Palácio dos Duques, Guimarães

O Minho é barulhento, autentico, não tem “papas na língua”, é cheio de vida e tempestade, de um verde que não tem fim e um perfume que só se nota quando saímos e voltamos.

 

Os Minhotos são afáveis, muito afáveis, metediços e impertinentes. Riem com vontade e falam alto. Abraçam quando lhes apetece, como exigem que não lhes roubem o seu espaço pessoal.

 

São fieis. Muito fieis, a exemplo disso temos os aguerridos adeptos de futebol, que amam o seu clube mesmo que este nunca tenha ganho um campeonato, ou, quem não conhece as rivalidades entre bracarenses e vimaranenses?! Não interessa se aquilo que amamos é o pior na sua área, é nosso e não se fala mais nisso.

No Minho “a galinha do vizinho jamais será melhor que a minha”!

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Vista sobre Folgosinho, Gouveia, Serra da Estrela

Falemos agora das Beiras e do seu tranquilo passar dos dias. O sorriso tímido das pessoas. Os Beirões não são dados a grandes festas, mas acolhem com um calor cativante quem os visita. Não são pessoas que falam com fervor das suas conquistas e dos seus amores, mas sabem do seu valor, exemplo disso é a gastronomia.

 

Os Beirões não gritam ao mundo que os seus enchidos e queijo são os melhores. Colocam-nos na mesa, em grande quantidade, (grande quantidade mesmo) e sentam-se connosco.

 

“Veja lá se gosta, fizemos cá em casa, é simples, é simples” (sabendo, já de antemão, que quem os provar não lhes será indiferente), aguardam que seja dada a primeira dentada, e mesmo perante o ar deliciado do convidado, continuam “é caseiro… simples, nada de especial…” – é uma maravilha! Uma maravilha! – “não diga isso é só um enchido que fizemos aqui por casa… nada de especial”. E depois do repasto, quando já não temos estômago para mais: “vá coma lá mais um bocadinho, não comeu nada!” (esta insistência é muito típica do Beirão, e quanto mais avançada for a idade do anfitrião, mais temos de comer, mesmo que já nos saia queijo pelas orelhas).

Os Beirões gostam daquilo que é deles, sabem muito bem o valor dos seus tesouros, no entanto, ao contrário dos Minhotos, não gritam ao mundo nem os exibem. Guardam-nos e mostram a quem acham que merece.

Desenganem-se aqueles que acham que o seu recato não guarda um guerreiro, afinal são filhos de Viriato.

São humildes (às vezes até demais), mas arregaçam as mangas se alguém se atrever a falar mal do que têm. A Serra da Estrela e a região circundante tem gente pura, portugueses genuínos, tímidos, mas resilientes, é terra de grandes líderes e escritores, o que prova o valor destas gentes de ossos e pele enrijecida pelas suas origens serranas, de orgulho recatado, mas que nem por isso deixa de ser orgulho.

Nas Beiras ,“A galinha da vizinha até pode ser melhor que a minha, mas não te atrevas a falar mal da minha galinha!”

Ao final de 15 anos, de coração roubado pelas Beiras e por um Beirão, percebo o porquê de tantos Minhotos se apaixonarem por estas terras de longos invernos. Percebo porque há tantos conterrâneos a gostarem de cá vir, os Beirões e os Minhotos complementam-se.

 

Os Beirões acalmam a tempestade dos minhotos, enquanto que os minhotos os incentivam a formarem as suas próprias tempestades (porque de vez em quando devemos gritar e falar alto)!

 

Hoje sou mãe de um menino que tem nas suas veias sangue Minhoto e Beirão. Crescerá com o coração cheio destas duas vivências e isso, acredito, é um grande presente do destino!

Voltando à questão do inicio. Numa batalha entre o Minho e as Beiras para escolher qual o melhor, quem venceria? É uma batalha que o meu coração já travou. Quem ganhou? Nenhuma das regiões. Ambas se fundiram, porque ambas se complementam perfeitamente!

 

Tânia Fernandes

Fotografia: Manuel Ferreira

 

 

A Estrada perfeita para Fugir

Há dias, momentos da vida em que, de forma desesperada, temos uma vontade de desaparecer para parte incerta.

Desligar o telemóvel, esquecer os e-mails e redes sociais, apagar dos olhos as paisagens de sempre, cortar o som das vozes costumeiras e simplesmente ir. Seguir esta estrada.

 

Que estrada? – N 221 – Barca D’Alva – Penedo Durão

Porquê? – Ficar off line.

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A internet está cheia de imagens de estradas com frases bonitas sobre isto. Esqueça a Internet. Mas leia este artigo até ao fim. Descobri o caminho para Barca D’Alva e Penedo Durão há muitos anos, quando precisava de distância de quase tudo.

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Quando achar que é o seu dia de respirar fundo, coloque combustível no carro e siga sozinho em direção a Figueira de Castelo Rodrigo, depois Escalhão e finalmente Barca d’Alva.

Até lá a estrada já é agradavelmente solitária, boa para pensar, apreciar o clima e flora semidesérticos daquela região. Rádio? Erm… há poucas [ou até nenhumas] estações disponíveis. Mais vale um CD/USB com aquelas músicas deprimentes que o fazem questionar o sentido da vida.

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Os Travis cantam My eyes à chegada a Barca D’Alva.

O interessante desta pequena aldeia tão isolada é que tem um pouco de Mundo com os barcos carregados de turistas que ali chegam frequentemente. O espelho do Douro reflete a beleza de uma região agreste e misteriosa.

Paro.

Três cães brincam e aproximam-se alegremente de mim enquanto fotografo o rio. “Ó bóbi não mordes pois não?”

Não.

Não morde.

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Saio da primeira localidade da Nação que o Douro banha e uns quilómetros à frente viro numa pequena cortada à esquerda com uma placa que diz “Estrada do Candedo”.

Aqui começa o troço mais interessante.

A estrada tem, basicamente, a largura do carro e é esculpida nas escarpas. Há uma dose de risco, nesta estrada. Em caso de acidente o isolamento é muito real.

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Mas sendo positivos, olhemos para as pedras afiadas e precipícios como uma experiência diferente, surpreendente e única. Pergunto-me “ainda estou em Portugal?” Esta paisagem lunar açambarca-me e engole o carro.

Conhece estradas sem trânsito?

Esta está 2 níveis acima disso.

Não tem trânsito, não tem pessoas, não tem nada.

Já está perdido.

Longe.

Off line.

Vá devagar.

Ou até a pé.

Agora é saborear a subida até ao miradouro de Penedo Durão e uma vez lá chegado, com o nevoeiro a passear pelos vales do Douro Internacional é altura de parar o carro, sentar-se no capô e fazer reset à alma. Volte para a civilização quando quiser.

Não tem de quê.

Handerson Aguiar Engrácio

 

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O Entrudo é Gordo para lados do Sabugal

Aproxima-se o fim-de-semana mais folião do ano!

Um pouco por toda a região apresentam-se os cartazes que irão fazer a festa e não há terra onde o Carnaval não se vá fazer sentir!

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No Sabugal o Entrudo é Gordo em homenagem às tradições associadas à matança do porco que era, e ainda é, tradição na ruralidade do concelho por estes dias do ano, o porco, é portanto, o Rei do Carnaval do Sabugal.

O Carnaval tem 5 dias neste concelho raiano, de 5 a 9 de fevereiro e durante esse período os restaurantes da região irão render-se aos sabores com a atividade “Os Nossos Sabores”, confecionando pratos alusivos a esta época de folia.

No dia 6 de fevereiro a freguesia do Soito acolhe o VII Capitulo da Confraria do Bucho Raiano enquanto que em Penalobo haverá o “Desamuar do Forno e Ronda dos Pipos. Em Quarta-Feira haverá o “Pão da Nossa Aldeia” e no domingo será a leitura da “Fama do Entrudo”, enquanto que a Lageosa da raia acolhe a Capeia de Carnaval. No sabugal a Festa desenrola-se ao ritmo do Baile de Finalistas e em Aldeia Velha terá lugar o Baile de Carnaval.

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No domingo, a partir das 15h00 sai pelas ruas do Sabugal o Desfile de Carnaval. De 7 a 9 de fevereiro, Aldeia do Bispo recebe o Mercado da Terra, e no dia 7, aqui, terá lugar a Largada, Desfile e Garraiada.

Venha daí o BOOM!

Já começa a ganhar forma um dos festivais mais alternativos da Europa e que se realizada em Idanha-a-Nova de dois em dois anos.

Este é um evento conhecido em Portugal, mas é no público estrangeiro que ele ganha expressão, sendo, um dos Festivais que mais pessoas atrai em Portugal, sendo que na sua maioria falamos de pessoas que chegam dos quatro cantos do mundo, Falamos do Boom Festival.

É um festival alternativo, com uma essência muito própria e que transforma a região, com uma energia muito própria e uma filosofia única, fatores que o tornam tão especial e tão procurado, de tal modo que ao final de um mês de colocação à venda dos 33,333 bilhetes online os mesmo já tinham esgotado, e falamos de bilhetes a custarem 130€.

O Boom Festival decorre de 11 a 18 de agosto na Barragem de Idanha-a-Nova e celebra a cultura alternativa, sendo um festival multidisciplinar, transgeracional e intercultural, cruzando diversas correntes artísticas como a pintura, escultura, land art, instalações interativas, música, vídeo arte, galeria de artes plásticas ou graffiti.

O cartaz contém música, claro, conferencias, workshops, tertúlias e apresentações de temas variados.

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Para este ano o tema escolhido é o Xamanismo, a mais antiga forma de religião da humanidade, assente numa forte ligação ecológica, na consciencialização da interdependência dos organismos terrestres, e na crença da existência de mundos invisíveis. Este tema pretende ser um tributo às inúmeras formas simbólicas que a figura do xamã representa nas diversas culturas da América, África, Austrália, Ásia e Europa, aliado ao facto de ser uma das mais importantes inspirações mundiais do movimento psicadélico e visionário.

Para este ano o Festival Boom conta com algumas novidades como a introdução de uma nova zona dedicada à Dança, um novo espaço dedicado às tecnologias ecológicas, com uma abordagem centrada em modelos comunitários e no conceito “Faz tu mesmo”, de forma a descobrir as inovações que estão a ser desenvolvidas de modo a criar um futuro mais sustentável.

Outra das novidades é a criação de uma zona dedicada às Organizações Não Governamentais. Haverá ainda um novo jardim repleto de instalações interativas de arte digital e uma nova área de restauração e convívio no Campismo e Parque de Caravanas B.

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Os bilhetes online já estão esgotados. A organização mantem a premissa de limitação de bilhetes por acreditar que crescimento não é sinónimo de sucesso. No entanto, haverá bilhetes à venda, a partir de 23 de fevereiro nos embaixadores, locais escolhidos onde as pessoas poderão comprar o seu bilhete e ficar a conhecer mais pormenores do Festival, podem consultar a lista no site oficial do Festival.

O Boom Festival é o único Festival Português com prémios internacionais reconhecido pela sua filosofia ambiental.

 

 

Conheça o ano que espera o Escape Livre

Estamos no inicio de mais um ano e começamos a fazer planos para que ele corra da melhor forma. Já pensamos nas férias, nos fins-de-semana, nas aventuras e escapadelas.

Hoje damos-lhe a conhecer a agenda para 2016 do Clube Escape Livre, recheada de atividades que prometem fazê-lo apreciar o país, e não só, de um modo diferente, cheio de aventura e emoção.

A primeira atividade do calendário é já no dia 20 de fevereiro com a 18ª Gala Spal – A nossa seleção de pilotos, a encher o Teatro Municipal da Guarda de animação, numa festa de homenagem aos pilotos do distrito da Guarda que se destacaram nas diversas modalidades do desporto motorizado ao longo do ano passado, e onde também é feito o reconhecimento de novas personalidades. Os Planeta Fluffen vão animar todos os que quiserem ir até ao TMG.

Nos dias 11, 12 e 13 de março tem lugar o 7º Raid do Bucho e Outros Sabores, um evento Todo-o-Terreno que arranca do Hotel Vanguarda, na Guarda, e segue um percurso novo, onde o TT, a gastronomia tradicional beirã e raiana e a história voltam a ser os protagonistas de um passeio onde os sabores e a tradição são reis, com o bucho e outros enchidos e fumados serão servidos em generosas doses.

O percurso começa na Guarda, segue rumo a Pinhel, prosseguindo para os corta fogos da serra da Marofa, em Figueira de Castelo Rodrigo e acaba, no domingo, em Freineda. Este passeio é aberto a todas as viaturas 4×4 e SUV 4×4.

Em abril, de 23 a 30 o Clube Escape Livre parte rumo a terras quentes de Marrocos, numa atividade em parceria com o Clube Automóvel de Portugal, orientado para SUV 4×4 e para os tradicionais 4×4.

Quer-se, com esta atividade, mostrar as belezas do reino de Marrocos, em cerca de 2400 kms, sendo que 500 dos quais serão feitos em terra e areia, com direito a subir dunas, descer por oásis e acelerar em lagos secos, duros e planos. Este Off Road Bridgestone Marrocos será feito ao longe de oito dias em que nada será igual, fomentando-se o convívio e a confraternização.

A Volvo XC Adventure da Charneca para a Lezíria decorre no dia 21 de maio. Este será o primeiro evento fora de estrada exclusivo para os modelos Volvo. O destino é a Companhia das Lezírias, às portas de Lisboa, e o objetivo é proporcionar aos condutores da marca, da V40 Cross Country ao moderno XC90, uma experiência distinta no fora de estrada.

Nos dias 27, 28 e 29 de maio tem lugar, em Torres Vedras, o 5º Mercedes-Benz 4MATIC Experience. Desta vez o evento decorre na primavera de modo a proporcionar novas e diferentes experiencias no todo o terreno. Esta edição percorre a região litoral oeste, por um percurso com trilhos e diversos graus de dificuldade, pondo à prova a destreza ao volante dos condutores, as emoções de todos os participantes e a tecnologia 4MATIC dos Mercedes-Benz.

Em junho, nos dias 10, 11 e 12, decorre a 5ªAventura Dacia 4×2 com partida no Hotel Golf Mar do Vimeiro com destino aos caminhos do litoral, permitindo novos cenários aos Dacia Duster e Dacia Sandero Stepway.

O Rali Banco Bic Guarda 2016 decorre nos dias 1, 2 e 3 de julho, e dá a conhecer a região a profissionais ligados ao sector automóvel, desde pilotos a antigos pilotos, representantes de marcas automóveis, jornalistas e convidados.

Ainda em julho, nos dias 23 e 24, decorre o Slalom Sprint de Castelo Rodrigo. O Slalom é um evento de competição já com 17 anos. Este ano apresentam este novo desafio, o primeiro Slalom Sprint de Castelo Rodrigo.

Em setembro, nos dias 2, 3 e 4 tem lugar o 3º Encontro Ibérico de Automóveis Clássicos que começará em Nelas passando pelo Caramulo, Gouveia, Guarda e rumará até Salamanca.

Por fim, em outubro, nos dias 21, 22 e 23 tem lugar o TT Bernardo Marques, um evento que decorre na zona raiana de Idanha e promete surpreender pelos caminhos e trilhos escolhidos. Este passeio pretende assinalar os 30 anos do Clube Escape Livre onde o fora de estrada é o meio privilegiado de promoção e divulgação de uma região que vai desde a Serra da Estrela ao Douro, passando pelas Aldeias Históricas. Este evento irá, igualmente comemorar os 25 anos da Transportadora Bernardo Marques. É um passeio aberto a todas as marcas e modelos 4x4e SUV 4×4.

Consulte o Plano de Atividades para este ano em mais pormenor em www.escapelivre.com.

 

 

 

O Laboratório do Circo está em Viseu

Está de volta o Circus Lab a Viseu, o laboratório do circo, depois de uma primeira fase decorrida no ano passado, com um momento de reflexão sobre as artes no ensino e de criação artística de raiz, durante os dias 22, 23, 25 e 26 de janeiro.

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Serão três os processo desenvolvidos pelos parceiros artísticos deste projeto, a ACERT, a Binaural/Nodar, Companhia Paulo Ribeiro, Erva Daninha, Companhia O Último Momento e a Companhia Radar 360º , com turmas da escola Secundária Viriato, do agrupamento de Escolas de Tondela Tomaz Ribeiro e do Agrupamento de Escolas de São Pedro do Sul.

Com este projeto procura-se promover o contacto com o Novo Circo, uma disciplina pouco explorada no nosso país, e fomentar em cada grupo a discussão de temas universais que aproximam as artes e o ensino.

Os processos criativos culminarão com apresentações na ACERT, Cine Teatro Municipal Jaime Gralheiro e no Teatro Viriato. Neste último a apresentação será precedida de uma conferencia internacional que reflete a importância do ensino artístico no ensino obrigatório, destinada a professores, diretores de agrupamentos e decisores políticos com responsabilidade nas políticas do ensino e investigadores da área.

Consulte o programa deste Circus Lab em www.teatroviriato.com.

Foto:Carlos Fernandes

 

A Brigada no TMG

Prepare essa agenda e reserve o próximo sábado à noite para ir até ao Teatro Municipal da Guarda assistir ao concerto da Brigada Victor Jara, no Grande Auditório.

Este será um concerto memorável já que a Brigada está a assinalar os seus 40 anos de existência, trazendo no reportório deste espetáculo canções com 40 anos, outras de idade mais juvenil, algumas com meses até. Cantos, afinal, de todos os tempos de uma vida comprida.

São quarenta anos de músicas num trabalho que torna esta uma das Bandas referencia da Música Tradicional Portuguesa e que ainda capta novos fãs.

A Brigada é memória afetiva e proposta inovadora, um lugar de transformação de vivências musicais rústicas do povo português, sendo que as suas músicas refletem a diversidade regional do cancioneiro português e os ambientes sonoros que o grupo de Coimbra vem acrescentando à música em Portugal.

Para ver, ouvir e apreciar, no Grande Auditório do TMG, este sábado, a partir das 21h30. O bilhete custa 15€.

 

Foto: Pedro Medeiros

O Carnaval em Nelas é a dobrar!

O Carnaval está aí a chegar, já se começam a conhecer os programas que irão animar, um pouco por toda a região, os foliões.

O concelho de Nelas é conhecido pelos seus vinhos e pelo Carnaval que atrai milhares de pessoas, tanto a Nelas como a Canas de Senhorim. Para este ano a festa promete, por isso preparem essas máscaras e armazenem energia porque vão precisar de muita, já que o carnaval assim o exige.

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Em Nelas o Carnaval começa no domingo dia 7 com o Desfile Carnavalesco às 15h00 e que se repete no dia 9 pelas ruas da vila. Às 17h00 do dia de Carnaval terá lugar a Troca de Rainhas e no dia 10 o Entrudo será queimado no Bairro da Igreja, junto à Fonte de St. António.

Em Canas de Senhorim também o dia 7 assinala o inicio das Festas com o Desfile a sair à rua pelas 15h00, às 22h00 do mesmo dia tem lugar o Baile de Carnaval Paço e Rossio.

Na segunda-feira às 15h30 tem lugar a Segunda-feira das Velhas e às 22h00 a segunda edição do Baile de Carnaval Paço e Rossio. O dia de Carnaval começa às 15h00 com o Desfile Carnavalesco e às 18h00 tem lugar o despique.

No dia 10, quarta-feira, às 20h00 começa a Batatada (não se esqueça de levar prato, talher e copo) e às 22h30 o Entrudo é Queimado, no Rossio junto às Quatro Quinas e no Paço junto ao Pelourinho.

Esta é uma das alturas mais vividas no concelho de Nelas com a sede de concelho e Canas de Senhorim a apostarem nesta altura para atraírem mais visitantes, sendo um dos principais cartazes turísticos da região, reforçado pela riqueza patrimonial, paisagística, gastronómica e vínica e pelo termalismo e a hospitalidade beirã.

São centenas os figurantes, muita música, humor e animação, que prometem muita folia e animação com um cariz mais popular que distingue estes cartazes de muitos outros na região.

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As associações envolvidas não poupam os esforços e guardam em segredo os carros alegóricos e as mascaras que irão encher as ruas de cor e animação contagiantes. Junte-se à festa, visite o concelho de Nelas porque aqui o Carnaval é a dobrar!

Há Feira do Queijo em Celorico

Quem gosta de Queijo da Serra da Estrela que ponha a colher, ou a faca, se preferirem, no ar!

Vem aí a Feira do Queijo 2016 promovida pela Capital do Queijo Serra da Estrela, que para quem não sabe é Celorico da Beira no distrito da Guarda. De 31 de janeiro a 7 de fevereiro em Celorico da Beira não sevai falar, pensar ou comer outra coisa que não Queijo Serra da Estrela, daquele à seria, do bom mesmo!

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Esta não é uma Feira comum, aqui quer-se dar a conhecer este produto da Serra da Estrela na sua totalidade e para isso, a feira é muito mais do que uma mostra de expositores e de artesanato da região. Há várias iniciativas agendadas que prometem mostrar o Queijo Serra da Estrela e a região que o torna único e delicioso.

O programa é muito diversificado e inclui um Passeio BTT no dia 31 de janeiro, o mesmo dia em que o programa “Somos Portugal” transmite a partir da vila, organizado pelo Município e pelas freguesias de Minhocal e Maçal do Chão, com o intuito de mostrar as serras e vales àqueles que procuram aventura em quatro rodas.

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No dia 7 de fevereiro quem gostar de andar a pé pode juntar-se e participar na Caminhada pela Rota do Queijo e que passa por Celorico da beira, Vila Boa do Mondego e por Casas de Soeiro.

Uma iniciativa que promete dar a conhecer os produtores licenciados para o fabrico e comercialização do Queijo Serra da Estrela.

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Mas há muito mais para ver e fazer nesta Feira em Celorico da Beira. No dia 6 de fevereiro haverá uma Montaria ao Javali denominada “Montaria e o melhor queijo do mundo” e à noite tem lugar a Revista à Portuguesa, no Cinema – Centro Cultural, “P’ro Diabo Kus Carregue!”, com Natalina José, Anita Guerreiro e Vitor Emanuel.

Para assinalar o carnaval, no dia 7 terá lugar o desfile carnavalesco e um Festival Folclórico. A encerrar a festa estará Quim Barreiros, no dia 7.

Ainda no âmbito desta Feira decorrerá, de 30 de janeiro a 7 de fevereiro o roteiro gastronómico com 23 restaurantes aderentes onde o Queijo Serra da Estrela será o Rei.

Pode consultar o programa da festa em www.feiradoqueijo.cm-celoricodabeira.pt.

 

Em Viseu o Teatro é à grande e à francesa!

Este sábado, Viseu será invadido, pacificamente, por pequenos espetáculos teatrais no Teatro Viriato, com a nova temporada a arrancar “À grande e à francesa”, com a participação de diferentes companhias de Teatro, resultando numa grande festa cultural.

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Durante a tarde e a noite está prometida uma viagem mágica pelo universo do teatro das pequenas formas que irá ocupar os espaços do Teatro, principalmente os mias inusitados e desconhecidos do público.

Esta é uma viagem que inclui oito espetáculos, com duas estreias pelas mãos da Companhia A Tarumba e pelo Teatro Mais Pequeno do Mundo.

O destaque vai para os clássicos franceses do teatro de objetos, criados por algumas companhias que iniciaram o seu percurso no século XIX.

Esta viagem conta também com artistas residentes em Viseu e que presentearão o público com pequenas formas em tom de experiências artísticas.

Este será um momento único pata todos os públicos conhecerem o teatro de pequenas formas mas, e também, o Teatro Viriato que, assim, se abre em festa para uma nova Temporada.

O programa arranca com a Companhia Les Petits Miracles com o trabalho Les Puces Savantes, que conta a história de Alfredo Panzani, ex-domador de gatos, trocou os seus leões por um espetáculo cujos protagonistas são pulgas. Les Puces Savantes é um espetáculo cómico, onde cada comichão é motivo de riso. “este não é o nariz de Gógol, mas podia ser…” pela Companhia A tarumba fala da importância de ter um nariz, seja para não dar com o ele na porta, não meter o nariz onde não é chamado, ser dono do nariz ou para meter o nariz em tudo! Pequena forma em miscelânea de narizes.

Seguindo o programa podemos assistir a “Vingt Minutes sous les mers” pelo Theatre de Cuisine, aqui mergulhamos no mar onde um mergulhador arrisca a sua vida em batalhas marítimas, que envolvem polvos gigantes, sereias e dentes de tubarão sedentos de sangue.

Um espetáculo de micro-objetos que nos fazem estremecer. Segue-se o Anima Théâtre com o trabalho “Pulsion Scopique” onde entramos num jogo excêntrico. Ver, ser visto e desejar ser visto.

É este o excêntrico jogo que é proposto em Pulsion Scopique, da companhia Anima Théatre. Para narrar esta estranha aventura, serão utilizados diversos objetos que aguardam ganhar vida e serem vistos.

Continuando este programa cheio de surpresas encontramos a Companhia de Lechelle com a peça “Le Grand Théâtre Mécanique. Criado em 1900 para a Exposição Universal de Paris, Le Grand Théâtre Mécanique recria um autêntico teatro italiano em miniatura, com 710 lugares, assistentes de sala, animadores e claro um concerto prestes a começar.

Neste “À grande e à francesa” há espaço para as produções portuguesas como é o caso de “Refúgio” pelo Teatro mias pequeno do Mundo”, em “Refúgio” verificamos que de vez em quando um homem precisa de se recolher, de entrar no seu casulo e de se deixar estar. Longe do ruído do quotidiano, onde há espaço para pensar, para se lembrar que a vida é doce como o mel. Jonas Runa e Vítor Rua levam-nos por uma viagem pelos sentidos com Zul Telectu – Sonic Rumble, que surge com o intuito de ativar os sentidos do público, Jonas Runa e Vítor Rua propõem a audição de Sonic Rumble, do projeto Zul Telectu.

Haverá ainda lugar para experiências artísticas por Ana Bento, Francisca Mata, João Dias, Luís Belo, Mariana Veloso, Rafaela Santos, Ricardo Meireles e Romulus Neagu.

Não deixe de assistir a este arranque de temporada do Teatro Viriato, será “À grande e à francesa”, começa às 16h00 e segue até às 21h30, o preço é de 5€ para quem tem entre 8 e 18 anos e de 10€ para maiores de 18 anos.

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Entretanto no café-Concerto, a partir das 23h30 atuam os Irmãos Makossa, Dj Africanos, dois amigos, pesquisadores de música africana da década de 70 e das suas influências, decidiram cruzar caminhos e divulgar ao público os seus conhecimentos. Do seu encontro surgiu o DJ set Irmãos Makossa. Representam uma viagem por África, pela história sonora africana, e de como esta influenciou o mundo musical. Uma história contada pela música que emana dos vinis e CDs que os dois músicos possuem. Fela Kuti, criador do Afrobeat, Manu Dibango, Ebo Taylor, Tony Allen, entre outros, são algumas das referências desta dupla. Inspirados pelos ritmos quentes e sonoridades alegres africanas, os Irmãos Makossa propõem uma noite de celebração.

A entrada custa 4€.