O Açor e as suas Aldeias do Xisto

Já por aqui vos falámos acerca das Aldeias de Xisto, um conjunto de 27 lugares magníficos que ficam no centro de Portugal.

São lugares que nos levam ao que de mais genuíno existe no nosso país e que valem mesmo a pena serem visitados. Seja em escapadinhas românticas ou em passeios de família, mostrando às futuras gerações a identidade nacional.

Num primeiro artigo, que podem ler em https://heartbeat.pt/ja-conhece-as-aldeias-de-xisto/, demos a conhecer o Grupo de Aldeias de Xisto da Serra da Lousã, hoje vamos até à Serra do Açor:

 

Aldeia das Dez

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Sobranceira ao rio Alvôco, a Aldeia das Dez é um local encantador, com vista privilegiada para as serras envolventes.

Descubra esta aldeia com tempo, conheça as suas histórias e deixe-se envolver pela paisagem. Construída predominantemente em granito, a Aldeia das Dez, detém um património construído impressionante, com destaque para a Igreja Matriz , cujo interior está decorado com sumptuosa talha dourada.

Na aldeia moraram muitos entalhadores e douradores, que beneficiaram a aldeia com as suas obras. A talha dourada da Igreja Matriz é disso exemplo, juntamente com esculturas e pinturas que embelezam o interior do edifício. Mas os encantos da aldeia vão para lá disso: também se encontram nas pessoas e na paisagem. A gastronomia por aqui é uma delicia com os coscoreis e cavacas à moda da Aldeia das Dez a aguçarem o paladar juntamente com a compota e o licor de medronho.

 

Benfeita

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Se for a benfeita no dia 7 de Maio não estranhe o bater do sino desta “aldeia branca”.

Todos os anos, neste dia, o sino celebra o final da II Guerra Mundial com 1620 badaladas, exaltando a paz com uma torre, um sino e um relógio. Esta aldeia fica próxima da Fraga da Pena e da Mata da Margaraça, uma das mais importantes florestas caducifólicas de Portugal. Deixe-se envolver pelo canto das ribeiras da Mata e do Carcovão e veja como se aproveitava a força da água em tempos idos visitando o moinho do Figueiral e alambique.

Do outro lado da rua descubra a Igreja Paroquial e o atelier da Feltrosofia, onde se fazem artesanalmente peças de feltro com um design inovador. Suba à Fonte das Moscas e aprecie o conjunto de casario branco com as suas ruelas e passadiços característicos, nas quais se destaca a Torre da Paz, de alvenaria de xisto, com uma interessante história para contar.

 

Fajão

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Esta é uma antiga vila, encaixada numa pitoresca concha da Serra, perto da nascente do Rio Ceira, entre altos e gigantescos penedos de quartzito.

Se for aventureiro pode escalar os penedos e usufruir de vistas magníficas. Esta é uma aldeia que foi requalificada recentemente adotando, com a colaboração de moradores e proprietários, uma aura mais pitoresca.

A aldeia, viveiro de cultura, tem o seu próprio museu, que ficou com o nome do Monsenhor Nunes Pereira. O espólio inclui xilogravuras, aguarelas de Fajão e objetos pertencentes à história da aldeia (como o seu primeiro telefone público).

Vá ao adro da igreja, sinta a frescura da Fonte Velha. Percorra os pátios do largo da cadeia e do Museu Monsenhor Nunes Pereira para chegar ao topo da aldeia. Lá a piscina aguarda os dias de Verão. No percurso tome atenção às tramelgas que escondem as fechaduras, bem como outros pormenores arquitectónicos singulares.

Acompanhe a história contada nos painéis de ardósia que remetem para os “Contos de Fajão”. Siga os passos das suas personagens, sente-se à mesa delas e descubra porque é que a gastronomia é um dos atrativos maiores de Fajão.

 

Sobral de São Miguel

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Aqui é o coração do Xisto! Aqui encontrará um dos maiores aglomerados de edifícios em xisto de Portugal, se bem que na maioria se encontram rebocados e pintados de branco.

Daqui se exporta xisto para todo o mundo.

A gastronomia também assume contornos de grande importância em Sobral de São Miguel, com a ginja, pica de chouriço, sardinha ou bacalhau, passando pelo mel e pelo pão de forno a lenha a fazerem as delicias de quem por aqui passa.

A aldeia possui uma vasta envolvente de novas construções, pelo que devemos orientar a nossa visita para o núcleo mais antigo. Aí o casario acompanha as curvas mais ou menos pronunciadas da ribeira, elevando-se como que em escadaria, encosta acima. Os arruamentos são quase sempre paralelos à ribeira, sendo ligados por inúmeras quelhas com degraus ou por ruelas inclinadas que procuram contornar as habitações. Estas são quase sempre justapostas, não havendo espaço para quintais. De dois ou três pisos, a altura dos edifícios cria ruas onde, mesmo durante o dia, predomina a sombra.

 

Vila Cova de Alva

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É a Aldeia do Xisto que possui o maior conjunto monumental, nomeadamente por nela uma ordem religiosa ter estabelecido um convento.

Caminhe ou descanse pelos espaços públicos da aldeia, casos do Largo da Igreja Matriz e do Pelourinho, onde coabitam dois solares do séc. XVII. Descubra os muitos monumentos religiosos e civis. Falo do Solar dos Condes da Guarda, o Solar Abreu Mesquita, o edifício dos Osórios Cabrais ou ainda a Rua Quinhentista.

O material de construção predominante é o xisto, recorrendo-se ao granito para os elementos nobres das construções, nomeadamente os vãos – ombreiras, padieiras, soleiras das portas e peitoris das janelas. A quase totalidade das fachadas encontra-se rebocada e pintada de branco. Nos seus meandros uma rua quase exclusivamente composta por portas e janelas manuelinas transporta-nos ao séc. XVI.

Se fizer uma visita no verão não deixe de ir dar um mergulho à Praia Fluvial!

Fonte: Aldeias do Xisto

Fotografia: ADXTUR

Outras Aldeias do Xisto:

https://heartbeat.pt/ja-conhece-as-aldeias-de-xisto/

https://heartbeat.pt/as-aldeias-do-xisto-do-zezere/

 

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